Ainda sobre Edward Westermarck, – por Raúl Iturra

É bem sabido que Edward Westermarck, cuja biografia publicámos há dias, além das suas capacidades intelectuais para as línguas, estudou a língua inglesa especialmente para investigar A História do Matrimónio, no Museu Britânico, o que lhe permitira a seguir escrever e falar esse idioma à perfeição.

Os textos citados mais acima, foram as suas leituras e a sua contrariedade. Edward Westermarck fez trabalho de campo e bem sabia que nos grupos das etnias da sua época, não apenas não havia relações sociais promíscuas ou mistura confusa e desordenada de relações sociais. Observou com cuidado a organização social estruturadas por elas próprias, nas etnias estudadas por ele, ou as investigadas pelos seus estudantes, ou as lidas de outros autores.

 

 Provar o começo de vida humana, é uma tarefa não apenas delicada, especialmente nos Séculos XIX e começos do XX, por não existir instrumentos técnicos para estudar vestígios humanos, como era a sua organização social, quais as suas palavras, como entender as suas ideias. Quer Westermarck, quer os seus discípulos, receberam ataques e críticas, mas também uma justa apreciação do seu trabalho.

 

Na Finlândia, a sua investigação e forma de pesquisar, influenciaram um crescido número de estudantes da academia Ábo em Turkuiou, entre eles a Rafael Karsten, que estudara a cultura Inca do Peru, Gunnar Landtman, aos Papuas da Nova Guiné, Hilma Granqvist (1890 Sipoo – 1972), Antropóloga Finlandesa de língua Sueca Swedish-speaking Finnish anthropologist, quem efectuou cumpridos estudos de campo entre os Palestinians. A Yrjö Hirn, estudante Finlandês devotado aos seus estudos de arte, literatura moderna e estética, tendo publicado um livro em 1912 sobre os pintores impressionistas, intitulado Dos Impressionistas a Kandinsky, livro que pode ser lido em:

 

http://books.google.pt/books?id=R_2wIujisH4C&pg=PA226&lpg=PA226&dq=Yrj%C3%B6+Hirn+Biography&source=bl&ots=pxtEEHu1gk&sig=IknMUgxm7Sy1Lq_GfP8jXF5Q71I&hl=pt

 

PT&ei=8p4ySvbLHMrOjAe5zIWVCg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4

 

e Rolf Lagerborg, um incansável crítico da Cristandade, com recensões em todas as entradas da Internet da página web

 

http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Rolf+Lagerborg+Biography&btnG=Pesquisar&meta=

 

A sua influencia no meio intelectual tinha sido tão imensa, que até o a caracterização do papel Violet, da peça de teatro de Berhard Shaw, Man and Superman (1905) é dominado por uma mulher moderna e auto consciente de ter lido Westermarck, como se pode apreciar na escrita e representação da peça de teatro. Peça que pode ser lida em:

 

http://www.archive.org/stream/mansupermancomed00shawrich#page/n7/mode/2up

 

O famoso antropólogo e sociólogo Claude Lévi -Strauss o têm considerado como o derradeiro e melhor representante da Escola Inglesa da Antropologia; conseguiu envolver, com poder excepcional e militante, criar uma corrente de pensamento que renovou o nosso entendimento social e moral para fundar uma compreensão descritiva da humanidade. No entanto, é-me impossível não comentar aos comentadores de Westermarck, antes de fechar este parágrafo. O mais importante foi Émile Durkheim, que em 1895, na publicação francesa Revue philosophique, 40, 1895, pp. 606 à 623, reproduzido na edição electrónica do motor de pesquisa Classiques em Sciences Sociales, analisa as teses de Westermarck em 22 páginas, que podem ser lidas na sítio web:

 

 http://www.uqac.uquebec.ca/zone30/Classiques_des_sciences_sociales/index.html

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