CHAMPANHE FRANCÊS – DO MELHOR! – por Magalhães dos Santos

 

 

 

Não me lembro de algum dia ter bebido champanhe francês, daquele caro e que – diz quem sabe dessas coisas – até nem é melhor do que o nossinho, da Mealhada, da Raposeira (é capaz de haver outro, mas essa não é a minha área…).

 

Refiro-me àquelas marcas famosas – os Veuve Clicquot, o Dom Pérignon, o Moët Chandon, que vão a certas mesas porque são caros, porque dão estatuto, porque não são para qualquer bico, porque estabelecem a diferença entre os poucos que podem e os muitíssimos que não podem.

 

Pois é uma garrafa dessas que vou comprar e beber. Não vou bebê-la sozinho! Hei de ter boa companhia, não faltará quem me ajude a deitá-la abaixo, e até compre outra(s)… para o mesmo festivo efeito.

 

Tomei esta resolução ao ouvir um certo “responsável” madeirense clamar “DEEM-NOS A INDEPENDÊNCIA!”

 

Se ele ou eles a pedem… dêmos-lha! Quanto mais depressa melhor!

 

É menos um sorvedouro! É menos um parasita! É menos um vampiro!

 

Os nossos, os de cá de dentro, do Minho ao Algarve, de Elvas ao Cabo da Roca, já nos chegam, já nos sobram, já nos deixam chupados… e não é chupados das carochas! É chupados pelos sorvedouros de cá, pelos parasitas de cá, pelos vampiros de cá. Pelos continentais. Pelos nossos autóctones, pelos nossos indígenas, pelos nossos aborígenes.

 

E vá lá que não nos sugam assim tão pouco! De que maneira o sentimos!

 

Mas… é caso pra dizer que os nossos já nos chegam e nos sobram! Já cá temos a nossa conta, dispensamos ajudas dessas!

 

Querem ser independentes! De bandeja! Ontem já ia tarde! Diz um sábio provérbio nosso: “A inimigo que foge, ponte de prata”. E ele, o tal, nem sequer vai a fugir! Vai pelo seu pezinho, nas calmas, não há pressa!

 

Se ele – e outros que querem ser independentes de Portugal Continental, que já estão enjoados do leite que chupam deste úbere – não quer ser Português… ala! Não sei a quem vão entregar-se, quem vão ser os próximos explorados… Que sejam muito felizes e que tenham muitos meninos (de óculos, de preferência)!

 

Nesse dia – que o novo país e o nosso País vão festejar com foguetes, banda de música e fardamentos novos e feriado com hasteamento de bandeiras – não vai ser só, para mim e Amigos de ideias comuns, champanhe à fartazana! Vai ser lagosta, sapateira, percebes? Percebo!, leitão à Bairrada, pudim do abade de Priscos, uma festa até às tantas!

 

Justifica-se, não acham, Companheiros de viagem?

3 Comments

  1. Ao meu caro Argonauta, companheiro de viagem, juntarei o meu cálice e celebrarei a partida de um sem vergonha num banquete de euforia….Cumprimentos

  2. Claro que se justifica, guarde lá uma tacinha para mim, ou melhor, duas. Uma pelo belo texto. Outra, por ver a a andar essa disforme e abjecta figura que nada tem a ver com algo do ramo evolutivo que deu o homem ou o macaco, não sendo fácil de localizar na evolução em geral, ou fácil de encontrar em tudo o que leio no Richard Dawkins. Uma espécie de arroto ou de peido, ao virar da esquina ou da encruzilhada evolutiva de uma qualquer espécie indiferenciada.

  3. Ainda um dia destes defendi isso. Mas o problema é que ele já se arrependeu do que disse e já não quer, outra vez, ser independente. Quem é que é parvo? Nós, claro, não ele. Mas arranjaremos outro motivo para beber champagne (a ver se não me engano outra vez com o “couchon “).

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