UM CAFÉ NA INTERNET – 1 de OUTUBRO – DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA – por Clara Castilho

 Um café na Internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O dia 1 de Outubro é o dia em que se comemora anualmente a MÚSICA.

 

A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música, com o objectivo de promover a arte musical em todos os sectores da sociedade r de aplicar os ideais da UNESCO ( paz e amizade entre as pessoas, evolução das culturas e troca de experiências).

 

 A música tem sido considerada a arte mais antiga e a mais primitiva de todas. Calcula-se que o homem primitivo tendo como objectivo a comunicação entre si usava sinais sonoros de gritos, batimentos com pedras ou com ramos de árvores, etc., imitando também outros sons, como o canto dos pássaros. A determinada altura terá surgido a intenção de produzir esses sons com a intenção de obter prazer para si próprio, construindo instrumentos e começando a utilizá-los em cerimónias e rituais.

 

Na maioria das vezes associada às variadas religiões, limitada por regras ditadas e por objectivos a atingir, só no romantismo os compositores se conseguiram libertar da tutela de quem os empregavam (nobres ou entidades religiosas) e passaram a compor de forma mais livre. Os concertos públicos tornam-se mais frequentes e, como consequência disto, surgem grandes salas de espectáculos e concertos. Melhorou a qualidade dos instrumentos e dos executantes.  No século XX apareceram novas experiências, novas técnicas, novas tonalidades, novos instrumentos.

 

“Onde há música não pode haver coisa má.”

 Miguel Cervantes, Dom Quichote

 

Porque a  música é um catalisador de emoções, é capaz de induzir variações dos estados afectivos de quem as ouve, de ligar recordações que se mantêm por vezes toda uma vida. Pode pôr-nos alegre, pode causar-nos nostalgia. A poesia também pode ser sentida como música.

 

DA MÚSICA

 

A música derrama-se

no corpo terroso
da palavra. Inclina-se
no mundo em mutação
do poema.

A música traz na bagagem
a memória do sangue; o caminho
do sol: Lume e cume
de palavras polidas.

A música rompe um rio de lava
por si mesmo criado. Lágrima
endurecida
onde cabem o mar
e a morte.

Casimiro de Brito – “Canto Adolescente”

 

Rodrigo Leão – Vida tão estranha

 

 

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