Fazer contas – por Carlos Godinho

 

(Publicado em Todos Somos Portugal)

 

Uma expressão futebolística bem portuguesa para definir os caminhos das qualificações para os europeus e mundiais. Algo que se aprende por aqui imediatamente. Com Scolari, diferente de todos na abordagem destas situações, aprendi que era preciso, para uma qualificação tranquila, ganhar todos os jogos em casa e fora empatar, pelo menos, com os rivais directos. Uma lógica que foi seguida para 2006, mas que não resultou para 2008, um autêntico sufoco que nos prendeu até ao último segundo do jogo com a Finlândia.

 

Quando se realizou o sorteio para o Euro 2012, as contas que fiz dariam para chegarmos à ultima jornada com 19 pontos, garantindo desse modo a qualificação quer em 1º lugar, ou numa situação excepcional, como melhor segundo. Infelizmente naqueles dois primeiros jogos acabámos por perder três pontos que hoje nos dariam os tais dezanove, mais que suficientes para encararmos o jogo com a Dinamarca com mais segurança.

 

Nada a fazer neste momento, pelo que a solução será ganhar, ou na pior das hipóteses empatar em Copenhaga.

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