A Guerra da Cisplatina – por Carlos Loures

Bandeira da Província Oriental

Em dois de Janeiro de 1825, eclodiu a guerra da Cisplatina.

 

Foi um conflito armado entre o Brasil e a Províncias Unidas do Rio da Prata, de 1825 a 1828, pela posse da Província Cisplatina, a região do actual Uruguai. A região fora já disputada por Portugal e Espanha desde a fundação pelos portugueses da Colónia do Santíssimo Sacramento em 1680.

 

Foi objecto de tratados territoriais – o Tratado de Madrid, em 1750, o Tratado de Santo Ildefonso ou Tratado dos Limites, em 1777) e o Tratado de Badajoz, em 1801.  Quando o Brasil proclamou a independência manteve a posse do território e, acirrados e apoiados pela Argentina,

patriotas uruguaios, comandados por Juan Antonio Lavalleja (retrato à esquerda) ergueram-se em armas contra o domínio brasileiro. Os insurrectos uruguaios, em 1825, proclamaram unilateralmente a independência.

 

Em resposta, o Brasil declarou guerra às Províncias Unidas. A guerra desenvolveu-se em terra e no mar.  O Brasil, com um exército e uma armada mais poderosos, embora com uma ou outra derrota, teve vantagem no confronto com os argentinos. Porém, as duas principais potências mundiais da época, a França e a Grã-Bretanha que mediavam o conflito obrigaram ambos os beligerantes a assinar a Paz e a reconhecer o novo estado independente que ostentaria o nome de República Oriental do Uruguai. .

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