Diário de bordo de 13 de Outubro de 2011

 

Circula pela net um documento intitulado “Morte aos funcionários públicos?”, dando conta de que os trabalhadores da Função Pública vão ser confrontados com congelamentos e cortes salariais previstos no Orçamento de Estado para 2012 , cuja proposta deverá entrar na Assembleia da República até ao próximo dia 17. E anunciam-se outras medidas de restrição com salários e pensões. O objectivo é a redução da despesa pública no quadro do combate ao défice. Além das medidas que afectarão os funcionários públicos, outras há previstas para 2012 como a redução de 5% nas pensões acima dos 1500 euros.

 

É legítimo que os trabalhadores da Função Pública manifestem a sua apreensão. No entanto, o quadro é mais sinistro e abrangente, pois vai afectar toda a população – trabalhadores, pensionistas, todos. Sem alarmismos desnecessários, torna-se fácil depreender que com estas medidas, com a redução dos orçamentos familiares, o consumo vai ser drasticamente reduzido e aí temos – empresas fechando e aumento do desemprego.

 

Num cenário dramático como este que se esboça, mais inaceitáveis serão despesismos desbragados como o que tem ocorrido na Madeira. E não colhe dizer, como o fez com um sorriso encolhido um responsável do PSD, que “o Dr. Jardim é um político peculiar”. Nós sabemos que é peculiar. O direito á diferença que a criatura invoca, sendo inalienável, também não chega.

 

Ou as “peculiaridades e diferenças” acabam ou não se admire o Governo e quem nele manda que a paz social seja afectada

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