Circula pela net um documento intitulado “Morte aos funcionários públicos?”, dando conta de que os trabalhadores da Função Pública vão ser confrontados com congelamentos e cortes salariais previstos no Orçamento de Estado para 2012 , cuja proposta deverá entrar na Assembleia da República até ao próximo dia 17. E anunciam-se outras medidas de restrição com salários e pensões. O objectivo é a redução da despesa pública no quadro do combate ao défice. Além das medidas que afectarão os funcionários públicos, outras há previstas para 2012 como a redução de 5% nas pensões acima dos 1500 euros.
É legítimo que os trabalhadores da Função Pública manifestem a sua apreensão. No entanto, o quadro é mais sinistro e abrangente, pois vai afectar toda a população – trabalhadores, pensionistas, todos. Sem alarmismos desnecessários, torna-se fácil depreender que com estas medidas, com a redução dos orçamentos familiares, o consumo vai ser drasticamente reduzido e aí temos – empresas fechando e aumento do desemprego.
Num cenário dramático como este que se esboça, mais inaceitáveis serão despesismos desbragados como o que tem ocorrido na Madeira. E não colhe dizer, como o fez com um sorriso encolhido um responsável do PSD, que “o Dr. Jardim é um político peculiar”. Nós sabemos que é peculiar. O direito á diferença que a criatura invoca, sendo inalienável, também não chega.
Ou as “peculiaridades e diferenças” acabam ou não se admire o Governo e quem nele manda que a paz social seja afectada

