Lançamento do livro “Manuel Teixeira Gomes les morts vont vite”, de Graça Maia

 

 

Manuel Teixeira Gomes foi Presidente da República Portuguesa de 1923 a 1925, tendo renunciado ao mandato 

sem o completar. Partiu então em viagem pela Europa indo fixar-se em Bougie, na Argélia, onde faleceu, em 1941. A sua derradeira entrevista em Belém com o jornalista Julião Quintinha é o ponto de partida para uma série de peripécias que decorrem num tempo-espaço imaginário onde figuras caricaturais saídas dos anais da oposição à ditadura se misturam com as personagens arrancadas das páginas do seu livro de cabeceira “A Cavalgada do Sonho”.

 

 

Na ilusão dessse palco, todas elas representam os seus papéis no dia da morte de Teixeira Gomes.

 

“Sentiram por momentos que o mar com  que sonhavam ficava para lá dessa paisagem que ao mesmo tempo o

escondia, esse mar que talvez não existisse em parte alguma a não ser no retábulo esculpido das suas memórias.”

 

 “Da janela do seu quarto, lá longe em Bougie, será que pudera fixar, pela última vez, a paisagem azul da enseada e as montanhas de Kabila ao fundo? Seria essa a sua derradeira visão de Portimão?”

 

 

 A AUTORA: 
Maria da Graça Maia é licenciada em História e Professora do Ensino Secundário em Lisboa. Durante os anos que viveu no Algarve tomou contacto com temas da história regional e local com destaque para as figuras da I República. Participou em congressos e publicou alguns trabalhos sobre Portimão e Silves. Coordenou o livro “O Algarve da Antiguidade aos nossos Dias”.

 

Manuel Teixeira Gomes

Manuel Teixeira Gomes nasceu em Portimão, em 27-05-1860, e faleceu em Bougie, na Argélia, em 18-10-1941.
Notável escritor e diplomata, com a vitória da República, M. Teixeira Gomes é convidado a representar Portugal, como embaixador, em Londres. Mais tarde, de regresso a Portugal, acaba por candidatar se ao cargo de Presidente da República, que desempenha durante cerca de dois anos. Abandonando esta função, refugia se no exílio no Norte de África, onde vem a falecer.
Fica, no entanto, imortalizado entre nós, através da sua obra literária, da qual destacamos títulos como Inventário de Junho, de 1899; Cartas sem moral nenhuma, de 1903; Gente Singular, de 1909, e Maria Adelaide, de 1938, entre outros.
De uma forma geral, a temática da sua obra remete nos para a fruição sensual da natureza (particularmente a algarvia) e da arte, mas também a personalidade humana é passada pelo crivo da sua crítica arguta e mordaz.

 

     Informação pormenorizada em: http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=1535

 

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