Adão Cruz Os heróis
(Adão Cruz)
Todo o mundo dança em esfusiante alegria pela morte de Kadhafi. Festa universal da justiça. Só falta o sol a dançar. Em Portugal é uma enchente, uma loucura, centenas de milhar de pessoas enchem ruas e avenidas com faixas ostentando o retrato de Paulo Portas de sorriso bem aberto. Portugal rejubila de norte a sul do país e o mesmo deve acontecer em todos as nações do mundo. Perante tamanho feito, não há dúvida de que a humanidade caminha a passos largos para o equilíbrio e a harmonia entre os povos. Neste andar, todos, especialmente as crianças terão pela frente uma vida mais digna de seres humanos. Sarkozy deve estar feliz pelo humilhante assassínio de um dos monstros que obscureciam o futuro da sua filhinha recém-nascida. Os homens ejaculam por toda a parte, incendiados pelo heróico tesão produzido pelo esmagamento de um dos maiores inimigos dos missionários do bem e da paz. As mulheres, não suportando os calores de tão excitante acto de heroicidade, espremem orgasmos em qualquer canto e esquina, sobretudo pelas democráticas terras do Tio Sam, berço de um rosário incomensurável de rotundas vitórias sobre o mal. Deus é grande e as igrejas enchem-se de Deo Gratias. É a terceira vez neste século que tão nobre e dignificante abate se inscreve no livro de honra dos EU e da Nato. Vitória, ao fim e ao cabo, de todos nós, os indefectíveis aliados, os bons, os salvadores do mundo. Nunca este triste planeta se sentiu tão brilhante, tão feliz e humanamente protegido. Aleluia!!!




Fabuloso Adão! Enfim alguém usa as palavras sem receio de ser conotado. Um Enorme, enorme beijo
Enfim? Olha, olha…Agora deixaste-me de boca aberta, Inês. Só por clubite tripeira é que posso aceitar o teu comentário.
Desculpa querida Augusta, não é clubite. Eu sei que agarras as palavras com a mesma força que o Adão mas hoje depois de ler vários artigos politicamente correctos ler o Adão foi uma rajada de satisfação. Não te zangues Mulher das mulheres. bjos
Não me zango nada. Sou muito amiga dele, mas vir uma mulher esquecer o que outra disse antes, é quase imperdoável. Já bem basta que tenhamos que fazer o dobro do esforço para sermos ouvidas. E isto não é demagogia.
Augusta ClaraVivi profissionalmente num mundo de homens e sei na pele o que é levantar a voz para ser ouvida, não esqueci o que escreveste nem a tua força, nem esqueço. Bjinho