Pois, pelas nossas terras, o uso era, e ainda é, o Pão por Deus. No dia 1 de Novembro, dia de Todos-os-Santos. Feriado, benza-o Deus! Fazendo a ponte para o momento actual, diziam-me num email que Devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos defuntos, tristeza e choro!!!nos devemos manter inflexíveis nesta comemoração (sendo que o primeiro feriado a ser anulado seria o 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faria sentido comemora-lo, a seguir o 1º de Maio pois a maior parte dos portugueses estaria desempregrada, assim como o 10 de Junho, pois quem manda aqui é a troika…).
Ao pedir o “Pão por Deus”, cantam-se as seguintes cantilenas enquanto se anda de porta em porta:
“Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus.”
“Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós
Para dar aos finados
Qu’estão mortos, enterrados
À porta daquela cruz
Quando os donos da casa dão alguma coisa:
“Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho.”
Quando os donos da casa não dão nada:
“Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto.”
Dizem-nos alguns historiadores que este hábito está relacionado com o dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruidos na catástrofe, tiveram que pedir “pão-por-deus” nas localidades que não tinham sofrido danos.



