Qual a situação do ensino da língua mirandesa? (O mínimo sobre a língua mirandesa – 12), por Amadeu Ferreira

 

 

 

O MÍNIMO SOBRE A LÍNGUA MIRANDESA

 

 

por Amadeu Ferreira

 

 

(continuação)

 

 

12. Qual a situação do ensino da língua mirandesa?

 

 

O ensino da língua mirandesa iniciou-se em 1985/86, na Escola Preparatória de Miranda do Douro, com Domingos Raposo, aí se mantendo por vários anos, reduzido a duas turmas do 5º e do 6º anos.

 

Entretanto, o ensino foi regulamentado pelo Despacho Normativo, do Ministro da Educação, n.º 35/99, de 5 de Julho, na sequência da lei nº 7/99, de 29 de Janeiro. O ensino é considerado como opcional. Esta regulamentação do ensino sofre de graves deficiências, o que tem levado a uma diminuição do número de horas lectivas (agora reduzidas a uma hora semanal), a um processo de colocação de professores com graves irregularidades, à ausência de apoio à formação de professores e à edição de materiais de apoio ao ensino, entre outros problemas. Aguarda-se um novo estatuto do ensino do mirandês, cuja necessidade já foi publicamente reconhecida pelos dois principais partidos, e para que já foram apresentadas propostas ao Ministério da Educação, que continua sem dar resposta a este problema, tão simples de resolver.

 

Já em 2000, o ensino estendeu-se às escolas primária e preparatória de Sendim, com Carlos Ferreira. Hoje a língua mirandesa é ensinada em todas as escolas do concelho de Miranda do Douro, da pré-primária ao 12º ano, como disciplina de opção, devendo-se essa expansão aos esforços iniciados por Carlos Ferreira e continuados e levados a bom termo por Duarte Martins.

 

A língua mirandesa foi também ensinada na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Pólo de Miranda do Douro), em cursos ministrados por Domingos Raposo, hoje, infelizmente, abandonados.

 

Fora do ensino oficial têm sido realizados vários cursos, de diferente natureza, apenas tendo carácter regular o ensino organizado pela Associaçon de Lhéngua Mirandesa, em Lisboa, desde 2001, em cursos iniciados por Amadeu Ferreira e hoje também ministrados por Francisco Domingues e por Bina Cangueiro.

 

(continua – 13. Existe uma literatura em língua mirandesa?)

 

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