Os Pinheiros – hino galego – Eduardo Pondal

 

“Os Pinos” (Os Pinheiros) é o hino nacional da Galiza. A letra corresponde às duas primeiras partes do poema “Queixumes dos pinos” de Eduardo Pondal e a música é de Pascual Veiga.

 

A invocação da Galiza é feita de forma metafórica por referência à nação de Breogão, guerreiro mitológico celta e pai fundador da Galiza, e primeiro título do texto enviado por Eduardo Pondal a Pascual Veiga a solicitação deste.

 

A Lei 5/1984, de 29 de Maio, estabelece os símbolos oficiais da Galiza. A letra do hino oficializada pela Lei 5/1984 seguiu asNormas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galegoda Real Academia Galega (RAG), apresentando diferenças relativamente à versão original do poema de 1890.

 

À versão oficialista é contraposta, por exemplo, a do Prof. Carlos Garrido pelos que, como a Associaçom Galega da Língua (AGAL), lembram que já no poema original Pondal afirmara uma tendência reintegracionista.

 

 

 

 

Os Pinos (Pinheiros)

 

 

 

 Versão oficialista

 

Que din os rumorosos

 na costa verdecente,

ao raio transparente

do prácido luar?

Que din as altas copas

de escuro arume arpado

co seu ben compasado

monótono fungar?

 

Do teu verdor cinguido

e de benignos astros,

confín dos verdes castros

e valeroso chan,

non des a esquecemento

da inxuria o rudo encono; 

desperta do teu sono

fogar de Breogán.

 

Os bos e xenerosos

a nosa voz entenden

e con arroubo atenden

o noso ronco son, 

mais sóo os iñorantes

e féridos e duros,

imbéciles e escuros

non nos entenden, non.

 

Os tempos son chegados

dos bardos das edades

que as vosas vaguedades

cumprido fin terán; 

pois, donde quer, xigante

a nosa voz pregoa 

a redenzón da boa 

nazón de Breogán.

 

 

 

 

Versão reintegracionista

 

Que dim os rumorosos

na costa verdecente,

ao raio transparente

do plácido luar?

Que dim as altas copas

de escuro arume arpado

c’o seu bem compassado

monótono fungar?

 

Do teu verdor cingido

e de benignos astros,

confim dos verdes castros

e valeroso clam,

nom dês a esquecimento

da injúria o rude tono;

desperta do teu sono,

fogar de Breogám.

 

Os bons e generosos

a nossa voz entendem

e com arroubo atendem

ao nosso rouco som,

mas só os ignorantes

e férridos e duros, 

imbecis e obscuros,

nom nos entendem, nom.

 

Os tempos som chegados

dos bardos das idades,

que as vossas vaguidades

cumprido fim terám,

pois, onde quer, gigante,

a nossa voz pregoa

a redençom da boa 

naçom de Breogám.               

 

(Pode ouvir a interpretação instrumental do hino da Galiza por Susana Deivane na gaita aqui publicada hoje, às 7h, Ao romper da bela aurora.)  

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