Já percebi, O João Machado terá garantido que tem os defeitos do Sócrates, as qualidades desse nunca as vi, o que vi foi o exacerbar dos seus defeitos a que neste país agora em sítio transformado chamavam qualidades e a estes defeitos juntou os do actual primeiro-ministro que com Sócrates terá aprendido a falar num célebre debate em que aí terá ganho as eleições. Simplesmente, como se está a ver, os defeitos de Passos Coelho deixam o Sócrates cheio de inveja. À soma destas “mansas virtudes” junta agora as do Sarkozy, vejam lá, exactamente as de Sarkozy e o cocktail dá uma homem explosivo. De Sarkozy que temos nós: um homem com um gosto refinado por mulheres bonitas, as fotos de Bruni passearam pela Internet que até chateava, uma habilidade apurada para a compra de pessoas, veja-se a história com a ex-mulher que teria um companheiro nos Estados Unidos, esta voltou a Paris, voltou a simular ser com ele ser casal, as eleições Sarkozy ganhou e para os Estados Unidos ela voltou. Dinheiro por aqui passado, por aqui havido, por aqui apropriado, nem imagino. De Sarkozy o que temos nós, os esforços heróicos para garantir o “bouclier fiscal” para proteger os ricos, limitando-os na protecção da sua riqueza a tributação a que poderiam estar sujeitos. Limitando, disse bem. E disse se fala a propósito da dama demente dona de L’Oreal. Ora o nosso amigo João ao pressupor uma paixão minha pela Carla Bruni, está a falar da sua que a minha não existe, dada a caracterização feita. Está-se a ver ao espelho, está a querer passar para o outro lado do espelho, a lembrar um livro da minha infância que não tive. Nada de confusões. Portanto, da minha parte não se trata de ser gentil com Carla Bruni, que como cantora nunca ouvi, como mulher nunca conheci, que como exemplo político nunca nela me revi. O João, pelos vistos, talvez já que dela tão bem quer falar.
Depois o João insulta-me, falando-me do meu antigo aluno, de Alvarinho por ele agora apelidado. Fala-me assim e insulta um produto, o vinho verde Alvarinho, a aguardente vínica feita a partir destas castas. Aqui falamos de qualidade: beba-se no verão, um Alvarinho da Breijoeira e digam-me… Beba-se no inverno uma vínica Breijoeira e atè as dores da Europa a esvair-se em sangue, assassinada pelos múltiplos Passos Coelhos que com Salazar, Mussolini ou a Hitler mesmo querem ser equiparados, até essas dores se esquecem momentaneamente. Com o Alvarinho do Minho, aqui fala-se de qualidade mas falar-me do Álvaro Santos Pereira, por ele mesmo o Álvaro da economia chamado, fala-se de maldade, de incapacidade, fala-se da lavagem ao cérebro que o neoliberalismo lá para os lados de Vancouver lhe fez e que à custa de tanto sonhar ser ministro, de tudo o resto se esqueceu. Digam-me uma ideia com nexo que daquela cabeça do Álvaro ministro chamado tenha nestes meses saído! Quanto à outra espécie, de ministro considerado, o que sabemos até agora é que com aquela cara de pau, a dar a entender que é alguém que por ninguém é gramado, será um bom dançarino a saltar de projecção em projecção e como terá tomado um elixir, um genérico de má qualidade, mal doseado, não se cansa nunca de se mostrar um homem robusto, robusto como as suas projecções e estas são tão robustas que ninguém as aguenta e por isso ei-lo a saltar, ei-lo a dançar, de projecção em projecção, de programa de austeridade em programa de austeridade para assim melhor o mundo ignorar e fá-lo-á cegamente até o último cêntimo nos conseguir roubar.
Coitadas das crianças quando o João compara o Vitinho com este Tobin dos Bosques dos ricos. Coitadas delas. Não lhes basta o cenário dantesco que ele ministro lhes está a criar quanto mais comparações demoníacas com as personagens do seu imaginário bem ocupado. Qual o preço para este espectáculo se andar a dar?
Os economistas são uns mãos largas, diz-nos o João. Mas estes senhores de economistas não devem poder ser considerados e, como se sabe, porque a economia é uma coisa demasiado séria destes dois é que economia ainda não viu, o que viu de um deles foi a capacidade de se iludir, o Álvaro pelo facto de ser ministro assim conseguir, e do outro, de Gaspar apelidado, o que viu foi a arte em nos fazer sumir com tudo o que nos anda por aí a subtrair.
Depois o meu amigo João precisa de ir para a Primária: professoras velhas de boa qualidade e sem os ares da Carla Bruni, por aí muitas ainda haverá. Dá uma nota de 000 euros e diz que isto é igual à contribuição de Passos Coelho para os nossos subsídios de Natal. Como verão numa próxima peça, o João parece o financeiro Robert Rubin a querer branquear os responsáveis pela crise perante o inquiridor nomeado por Obama, Senador Angelides, quando o valor de um roubo dos nossos subsídios vale uma nota de 000 euros. Não, e não. Branquear assim, como o fazem ou querem fazer os homens do Presidente face à banca, face ao BPN e associados, isso não, meu amigo João e por aqui o deixo com a garantia de que um roubo é um roubo, não é equivalente a zero, sobretudo para quem trabalha ou trabalhou e por esta vida já bem transpirou. E para me baralhar, tem a lata de me dizer “ que não conheço uma nota que sirva para pagamentos negativos. Será que o Júlio conhece?” Quando é ele que nos mostra exactamente uma nota de zeros e diz que equivalente a um roubo, os nossos subsídios, quando nos diz que uma sequência de zeros é igual a uma outra coisa que é diferente de zero. Nem os gregos nas suas brutais amarguras e completamente desnorteados com a crise chegariam a este resultado.
Não pactuo com quem pactua com roubos, donde com ladrões, e por isso, meu caro João Machado aqui o deixo entregue à sua incapacidade de fazer cálculos ou de querer branquear a realidade da crise, como o Nogueira Leite o quis fazer. Mas esse ainda para isso é bem pago.
`*A guisa de conclusão: boa professora, arranje-a, se entretanto as reformas do ensino de Sócrates ainda não tiverem dado cabo de todas delas . Boa falta lhe faz, meu grande amigo João Machado
