por Rui Oliveira
1. Na Terça 29 e na Quarta 30 de Novembro, às 21h no Centro Cultural de Belém, o Ballet National de Marseille apresenta um programa misto, composto por três peças, fundindo no mesmo cadinho uma criação interdisciplinar de Frédéric Flamand, Le Trouble de Narcisse, cujo dispositivo cénico é assinado pelos arquitetos Diller e Scofidio, seguido de um curto mas deslumbrante pas de deux extraído de Herman Schmerman de William Forsythe, com música do seu compositor favorito Thom Willems, e, finalmente, Tempo Vicino de Lucinda Childs, um dos grandes nomes do minimalismo americano que nos oferece uma coreografia subtil e abstracta, estruturada pela música de John Adams. (ver programa completo em : http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Danca/Documents/PS%20BalletNationalMarseille%20ok2011.pdf )
Em 1992, o coreógrafo Roland Petit instalara em Marselha os bailarinos da companhia e os alunos da Escola Nacional Superior de Dança de Marselha. O edifício que Roland Simounet criou é evidentemente proveniente das terras quentes e secas do Mediterrâneo.
Desde 2004, o coreógrafo belga Frédéric Flamand desenvolveu um trabalho criativo único, promovendo um diálogo entre as técnicas de dança clássica, moderna e contemporânea e privilegiando o acesso às disciplinas artísticas. As suas colaborações com grandes arquitectos – Zaha Hadid, Jean Nouvel, Thom Mayne, Dominique Perrault – na concepção dos seus espectáculos são o melhor exemplo.
2. Na Quinta 1de Dezembro (às 21h) e na Sexta 2 (às 19h), no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, decorre o espectáculo Viena – Paris – Broadway onde a meio-soprano austríaca Angelika Kirchschlager, acompanhada pela Orquestra Gulbenkian dirigida por Lawrence Foster cantará as peças do programa abaixo.
Nascida em Salzburgo e destacada intérprete das óperas de Mozart, obteve, contudo, o seu inicial reconhecimento internacional pelo seu desempenho no papel de Octavian, em O Cavaleiro da Rosa de Richard Strauss. Leccionando actualmente no Mozarteum de Salzburgo, lançou pela Sony em Fevereiro de 2009 um álbum dedicado aos Lieder de Hugo Wolf indo um novo CD contendo Lieder de Schumann ser lançado na Primavera de 2012.
Assim no Viena – Paris – Broadway ouvir-se-á :
De Viena – Franz von Suppé Abertura: Ein Morgen, Mittag und Abend in Wien
Johann Strauss Jr. Die Fledermaus: «Chacun à son goût»
Franz Lehár Giuditta: «Mein Lippen»
Richard Heuberger Der Opernball: «Im chambre séparée»
De Paris – Jacques Offenbach Orphée aux enfers: “Can-can” (“Galope infernal”, instr.)
Les contes d’Hoffmann: “Barcarolle”
Da Broadway – Leonard Bernstein West side story: «A boy like that»
Kurt Weil Lady in the Dark: «One life to live»
Knickerbocker Holiday: «September song»
George Gershwin Porgy and Bess, Suite
William Bolcom Cabaret Songs: «Amor»
Cole Porter Kiss me Kate: «Strange dear»
Também na Fundação Gulbenkian (Grande Auditório) às 21 do Sábado 3 de Dezembro ocorre novo espectáculo de canto intitulado Rosso, título comum ao último trabalho discográfico da soprano francesa Patricia Petibon que, como no CD, actuará acompanhada pela Venice Baroque Orchestra dirigida pelo maestro Andrea Marcon, com Joel Grare na percussão.
Discípula do maestro e cravista William Christie, prosseguiu “lentamente (como diz)” para projectos ao lado de John Elliot Gardiner, Marc Minkowski e Nikolaus Harnoncourt.
Neste concerto a viagem pelo barroco inclui um conjunto de árias de Georg Friedrich Händel «Piangerò la sorte mia» (Giulio Cesare), «Neghittosi, or voi che fate» (Ariodante), «Ah! Mio cor» (Alcina) e «Tornami a vagheggiar» (Alcina), de Alessandro Stradella «Queste lagrime e sospire» (San Giovanni Battista) e de Alessandro Scarlatti «Se il mio dolor t’offende» (Griselda) e «Caldo Sangue» (Sedecia, Re di Gerusalemme).
Intercaladamente a orquestra interpretará de Georg Friedrich Händel Concerto Grosso em Sol maior, op. 6 nº 1, de Antonio Vivaldi Concerto para Flauta em Ré maior, op. 10 nº 1, RV 433, La tempesta di mare (com Michele Favaro na flauta) e Sinfonia para Cordas em Sol maior, RV 149, de Francesco Geminiani Concerto Grosso em Ré menor, La Follia (de A. Corelli, op. 5 nº 12) (percussão: Joel Grare) e de Tarquinio Merula Ballo detto Pollicio (percussão: Joel Grare).
3. Na Terça 29 de Novembro, às 21h30 no Grande Auditório da Culturgest e no seu concerto Contos de Fados a cantora Aldina Duarte faz-se acompanhar na guitarra portuguesa por José Manuel Neto e na viola por Carlos Manuel Proença.
Como a própria diz “(neste concerto) desejo um lugar de silêncio e revelação onde cada um por si, legitimamente, possa brincar consigo próprio às escondidas, imaginando no seu coração um esconderijo de ilusões e desilusões em desafio permanente, honesto e generoso. Canto porque a vida me foi levando nessa direcção, mas como o vento norte, às arrecuas, sempre no sentido do Fado.
E canto – “Orfeu e Eurídice” – à Maria do Rosário Pedreira, e aos fadistas, e aos poetas: “mesmo que o saiba fechado / no silêncio mais profundo”.
E canto – “No Pó Que Ficou” –, do José Luis Gordo, a memória dos que se apaixonam, e dos que resistem, e dos que morrem: “no pó que ficou por lá / escrevi o teu nome ausente”.
E canto – “Que Amor É Este?” – o que não digo de ti, e de outros, e de ninguém : “Sobre o céu e o inferno / Diz-me tu o que não sei”.
E canto – “Medeia” – à Manuela de Freitas, e às mulheres, e a todos: “fiz do vazio pensamento / à espera de redenção”.
E canto – “Uma Outra Nuvem” – por mim como quem reza distraída, e pelo José Mário Branco, e pelo meu semelhante: “em que eu à força de aprender a amar / aprenda tudo sobre toda a gente”.
4. Há no Museu da Electricidade diversas exposições, algumas com encerramento próximo que merecem e justificam visita.
Na Sala do Cinzeiro (e até 31 de Dezembro) exibe-se What makes a writer great , uma série de obras sobre papel realizadas pelo conhecido artista Julião Sarmento em 2000. Como diz um crítico “… é talvez das obras de Julião Sarmento que, de um modo mais manifesto, explora o carácter cinemático do seu percurso artístico. Não apenas pela narratividade fragmentada que o todo da exposição representa, mas também pelo modo como as imagens nos são apresentadas, como se se tratassem de um still de um filme. Tomamos a consciência de que estamos rodeados de fragmentos: fragmento-imagem; fragmento-palavra; fragmento-corpo; fragmento-espaço. Os fragmentos parecem ser pistas de um crime cometido que tentamos decifrar. A temporalidade é aqui o intervalo, o espaço por preencher entre as imagens e as palavras: o tempo fugaz durante o qual um corpo actuou num espaço…
Cada fotografia e cada quadrado negro que a acompanha formam um díptico que evidencia a antítese revelado/oculto; fechado/aberto. É essa abertura que evidencia a descontinuidade da narrativa, colocando-nos no intervalo do oculto, para que o desvelemos….”.
No mesmo Museu da Electricidade(e até 11 de Dezembro) mostra-se The Time Machine do fotógrafo Edgar Martins, recente vencedor do 2010 International Photography Awards (categoria Fine Art—Abstract). A convite da Fundação EDP e durante cerca de dois anos, Edgar Martins explorou o interior e o exterior de 19 barragens e centrais nacionais. Da longa história da eletricidade estas fotografias são resultado e testemunho: o fotógrafo necessitou da luz artificial para as realizar e o seu objeto são precisamente alguns dos lugares, máquinas e instrumentos que servem para produzir de modo artificial esse fenómeno físico natural. O que nos oferece aqui são imagens de cenários futuristas desenhados décadas atrás que, nas suas palavras, revelam um “passado de exaltante inovação tecnológica e de crença optimista no futuro”.
Ainda no Museu da Electricidade (e também até 11 de Dezembro) numa parede com 1626 x 540 cm, José Loureiro expõe 162 barras de outras tantas cores pintadas e justapostas de modo a cobrirem integralmente a superfície. Intitulada Bosão de L, uma pintura é, segundo João Pinharanda, consultor de artes da Fundação EDP e curador desta exposição, ” como uma proposta de uma utopia visual dentro da história da abstracção pictórica. Como se José Loureiro “se propusesse trocar o par espaço-tempo, pensado como condicionante da nossa vida material, pelo par cor-luz sugerido como libertador absoluto de energias físicas e intelectuais.”
Do mesmo artista, José Loureiro, permanece na Culturgest até 22 de Janeiro a mostra As piores flores, uma retrospectiva ondecom um carácter antológico, pretendendo evidenciar uma rigorosa cronologia evolutiva, se apresentam mais de 300 desenhos criados pelo artista nos primeiros seis anos da década de 90. As mutações técnicas e conceptuais vividas ao longo destes seis anos do percurso artístico de José Loureiro estão manifestas numa descontinuidade não desprovida de sentido, pois (como diz um crítico) “… sentimos que é um caminho trilhado numa busca por algo de que nos vamos aproximando ao contemplar os seus desenhos, numa partilha da inquietação do artista em lá chegar”.
Afirma o artista “Os desenhos atingem um zénite de auto-derisão temática ainda mais agressiva, e é patente a urgência com que são feitos. Eles não são conclusivos, passo imediatamente de um desenho para outro, e essa rapidez torna-se predadora. Parece-me que queria abrir várias frentes, mesmo conflituantes entre si, e isso não me incomodava”.
Boca 1990, guache sobre papel Sem título 1991 Sem título 1994, grafite e caneta de feltro sobre papel
Por último, e também saudada pela crítica, pode visitar-se até 10 de Dezembro na sede da Fundação PLMJ a exposição “English As She Is Spoke”, que aborda a tensão entre identidade pessoal, comunidade e história característica da sociedade contemporânea, onde João Pedro Vale comenta as visões do mundo subjacentes às micro-práticas e às grandes narrativas da vida social. O artista analisa a consciência colectiva e os sistemas de crença individual para problematizar a identidade pessoal, releve esta da nacionalidade, da classe, da etnia ou do género. As suas obras exploram as mitologias da cultura popular, interpelando as tradições, as ideias feitas, os preconceitos e os comportamentos. O artista inspira-se em imagens e objectos do imaginário ocidental – desde textos literários a provérbios, passando por lendas e factos históricos – e utiliza materiais do quotidiano com elevado valor simbólico – entre os quais sabão, sal, caricas de garrafas de cerveja e maços de tabaco – para realizar esculturas, filmes e fotografias.
“English As She is Spoke” é um projecto desenvolvido por João Pedro Vale em parceria com Nuno Alexandre Ferreira. O seu ponto de partida é um absurdo guia de conversação português-inglês novecentista e contem dois elementos; por um lado, um filme, por outro, um conjunto de esculturas e desenhos evocativos de ambientes prisionais e de contextos de aprendizagem que constituem o cenário do filme ou referenciam a iconografia dos Açores.
Dos mesmos artistas, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira a exposição P-Town exibe-se na Galeria Boavista em Lisboa e remete para o facto de Province Town nos EUA, pioneira da colonização ter sido, em tempos diferentes, lugar de imigração portuguesa e polo de atracção para a comunidade gay, temática da homossexualidade que aqui surge sempre integrada numa tentativa de compreensão identitária mais alargada, de onde não está ausente o humor. Tal facto levara uma conhecida companhia seguradora a cancelar tal exposição por “integrar conteúdos não compatíveis com os seus valores” (!).
5. Como referimos no Pentacórdio anterior, há filmes recém-estreados que recomendamos serem vistos. Deixamos de lado La Piel qui Habito de Pedro Almodóvar, recebido menos bem pela crítica que considera que o realizador ficou aquém da obra que criou, onde “é tão incomodativa a plasticidade forçada” “sem uma direcção de actores que se preocupasse (menos) com a preservação da opacidade emocional das personagens”.
Já têm merecido apreço quer o filme de Rainer Werner Fassbinder, quer os mais recentes de Nanni Moretti ou David Cronenberg.
O Mundo no Arame (Welt am Draht), telefilme de 1973 com Klaus Löwitsch, Barbara Valentin e Mascha Rabben, é um épico distópico de ficção científica, uma versão gloriosamente fracturada e inovadora da paranóia futura do génio alemão Rainer Werner Fassbinder. Com laivos de Kubrik, Vonnegut e Dick, mas mantendo a originalidade, Fassbinder conta a história obscura do herói relutante Frec Stiller, um engenheiro cibernético que descobre uma gigantesca conspiração corporativa e governamental. O que está em perigo? Toda a nossa realidade (virtual). Este inédito longo labirinto de três horas é um olhar satírico e surreal a um estranho mundo de amanhã às mãos de um dos génios mais pervertidos do cinema.
Quanto a Nanni Moretti , este seu Temos Papa (Habemus Papam) pode ser, após o dramático O Quarto do Filho (2001) o reencontro com “a forma mais equilibrada de aprender a existir com os outros”. Com Michel Piccoli (numa interpretação de comovente dignidade), Nanni Moretti, Jerzy Stuhr,Margherita Buy, o filme aborda a situação de um Papa, eleito em conclave, que não consegue sequer abeirar-se da varanda da Basílica de São Pedro para saudar os seus fiéis e foge, deambulando anonimamente por Roma. Um psicanalista (Moretti) é chamado para tratar deste pânico papal… psicanalista que fica “condenado” a organizar um torneio ecuménico de voleibol com os assustados e suspensos cardeais.
Alguns pensam que “neste filme de um ateu que foi criado por católicos, a psicanálise … sai mais mal tratada do que a Igreja”… Motivos mais que interessantes para o vermos.
Um terceiro filme recomendável é Um Método Perigoso (A Dangerous Method) de David Cronenberg, com Keira Knightley, Viggo Mortensen, Michael Fassbender, Vincent Cassel que para alguns, contudo, “é claramente o seu filme mais seguro e bem comportado”. É a história da relação de Carl Jung com uma sua doente russa célebre (Sabina Spielrein), histérica e com fantasmas masoquistas e incestuosos, que posteriormente se tornaria sua amante e, finalmente, sua discípula. O filme, baseado numa peça de Christopher Hampton, centra-se na relação do casal e de ambos com Freud, detalhando a rivalidade entre ambos os psicanalistas, não apenas científicas. Cronenberg, segundo alguns críticos, serve-se duma aparente impecabilidade na reconstituição da Belle Époque para “sondar a natureza humana, restituindo no processo a claustrofobia de um colete de forças social que serve de pano de fundo à libertação dos desejos e pulsões das suas personagens”.
Cordas sobresselentes
No campo da música erudita
Há, a 28 de Novembro, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz às 18h, um Recital de Acordeão por José Valente tocando obras de J. S. Bach, S. Gubaidulina, Yoshimatsu Takashi, Anatoli Kusjakow, Vladimir Bonakov e Vlatcheslav Semionov. (entrada livre)
A Fundação Calouste Gulbenkian traz a 29 de Novembro ao seu Grande Auditório, às 21h, o Balthasar Neumann Choir e o Balthasar Neumann Ensemble, criados em 1991 e 1995. Respectivamente, em Freiburg por vontade de um dos mais eclécticos e criativos maestros da actualidade, Thomas Hengelbrock, que não hesitou em baptizá-los com o nome de um grande arquitecto do barroco, nascido na Boémia.
No concerto serão tocados e cantados de Jan Dismas Zelenka a Missa dei filii ZWV 20 e de Johann Sebastian Bach Magnificat BWV 243ª.
A mesma Fundação Gulbenkian apresenta a 30 de Novembro , às 19h no seu Grande Auditório, o Coro Gulbenkian (dir.: Michel Corboz) tendo como solistas a soprano suiça Charlotte Müller Perrier e o tenor português Fernando Guimarães que, com a colaboração no órgão de Nicholas McNair e no violoncelo de Thilo Hirsch, executarão um programa musical onde constam Johann Sebastian Bach Jauchtzet, BWV Anh.160, Francisco António de Almeida Magnificat / Beatus vir / Justus ut palma florebit e Domenico Scarlatti Stabat Mater a dez vozes .
A 1 de Dezembro, às 17h no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, num concerto em que o humor na música será o tema, o DSCH Schostakovich Ensemble (com Filipe Pinto Ribeiro ao piano, Corey Cerovsek no violino e Adrian Brendel no violoncelo) irá cruzar obras de Haydn (Trio com piano, Hob.XV:25, Cigano), Antonín Dvořák ( Trio com piano, op. 90, Dumky) e Beethoven (Trio com piano, op. 70 n.º 2) com outras do russo Rodion Shchedrin (Three Funny Pieces) e do argentino Mauricio Kagel.
No Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos, às 18h de 3 de Dezembro, haverá um primeiro Concerto Coral onde o Coro do T. N. São Carlos (dir. Giovanni Andreoli) com Kodo Yamagishi ao piano interpretarão de Frédéric Chopin uma peça a anunciar, de Franz Liszt Hino à Virgem Maria /Ave Maria e de Anton Bruckner Motetes.
A 3 de Dezembro, às 21h na Sala Luis de Freitas Branco do CCB, o consort Sete Lágrimas (este ano Ensemble Associado do CCB), dirigido por Filipe Faria, irá apresentar Diaspora, concerto primeiro do Tríptico da Terra. Arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos, do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico à bossa nova, será explorada, numa combinação inédita de instrumentos (e discursos) antigos e tradicionais, a dinâmica de interação musical entre Portugal e o mundo dos cinco continentes. O ensemble conta com Mayra Andrade e António Zambujo como convidados, dois artistas intimamente ligados à temática deste concerto.
A 4 de Dezembro, às 16h na Igreja de São Nicolau haverá um concerto da Camerata da Orquestra Sinfónica Juvenil.
Também a 4 de Dezembro, às 17h no Cinema São Jorge as Escolas da Orquestra Metropolitana têm o seu Concerto de Natal.
No campo da restante música
A 28 de Novembro, às 21h no TMN ao Vivo actua Cansei de Ser Sexy (CSS), uma banda brasileira formada em São Paulo em Setembro de 2003, que mistura influências de rock, pop e música electrónica.
Também a 28 de Novembro às 22h30 no MusicBox exibem-se os Shabazz Palaces.
A 29 de Novembro, no Luxfrágil às 22h30, os Girls, uma banda de indie rock de São Francisco (Califórnia) constituida por Christopher Owens, principal letrista e Chet “JR” White baixista e produtor, vêm actuar a Portugal.
A 30 de Novembro, o palco do Campo Pequeno recebe às 21h uma festa de reggae onde intervêm o português Richie Campbell e o italiano Alborosie (nome musical do siciliano Alberto D’Ascola).
A 1 de Dezembro, vem à Galeria ZDB às 22h Oneohtrix Point Never, o nome de gravação do conhecido músico experimental de Brooklin Daniel Lopatin, autor do último CD Replica (2011).
A 2 e 3 de Dezembro, na Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal, às 21h30, canta o jóvem fadista Ricardo Ribeiro, uma das vozes mais maduras do Fado contemporâneo. Ao fim da noite do segundo concerto, ele será o anfitrião de uma madrugada de tertúlia fadista e desgarrada.
No Ondajazz, às 22h30 de 3 de Dezembro, o jazz é interpretado com qualidade por Elisa Rodrigues que aqui reproduz os Standards clássicos a seu modo, acompanhada por Júlio Resende ao piano, Cicero Lee no contrabaixo e Joel Silva na bateria.
A 4 de Dezembro, ao Grande Auditório da Fundação Gulbenkian às 19h, o cantor alemão Max Raabe acompanhado da Palast Orchester vem interpretar um repertório (por ora não especificado) de canções “nostálgicas” (termo que refuta) como as da República de Weimar (1919-1933) e que intitulou “Küssen kann man nicht allein”, traduzido livremente para São precisos dois para haver um beijo.
No campo do teatro e da dança
A 30 de Novembro diversas estreias teatrais têm lugar em Lisboa, a saber :
No Teatro da Politécnica, às 19h, os Artistas Unidos estreiam A Farsa da Rua W de Enda Walsh com encenação de Jorge Silva Melo e interpretação de Américo Silva, João Meireles, António Simão e Laurinda Chiungue.
No Teatro da Trindade, às 21h, o TUT – Grupo de Teatro da Universidade Técnica apresenta Comédia de Insectos, a partir de Ze Zivota Hmyzu de Josef e Karel Capek’s com encenação de Júlio Martin Fonseca e interpretação, entre outros, de Francisco Branco, Maria Freitas, Débora Carvalho, Joana Gonçalves e Susana Pereira.
No Teatro Turim, o Bicateatro apresenta às 21h Mulheres de Água, um monólogo teatral de Luís Carlos Patraquim em encenação de Paulo Patraquim, interpretado por Paula Luiz.
No Teatro do Bairro, às 21h, é apresentada A Compota, uma performance multidisciplinar, interactiva e improvisada, mistura de dança, música, vídeo, artes plásticas, moda e gastronomia com receita de Paula Pinto, música de Gustavo Rodrigues, vídeo de Rita Casaes.
Agora a 1 de Dezembro, estreia às 21h15 na Sala Estúdio do Teatro Nacional Dona Maria II a peça A Paixão segundo Eurico, a partir de Alexandre Herculano, numa dramaturgia e versão cénica de Ana Vaz, Cristina Carvalhal, Graça P. Corrêa, Inês Rosado, Pedro Filipe Marques e Sara Carinhas.
Tema : Península Ibérica. Ano de 749. Num mundo em convulsão, Eurico vive um amor impossível por Hermengarda.Em busca de paz abraça a religião, veste o hábito de monge e refugia-se na poesia. Isolado, assiste inquieto à degradação política da nação. Quando a guerra é declarada resolve pegar em armas.
Ao sul da Península assiste-se ao desembarque dos Árabes, à vitória gradual do Corão sobre a Bíblia e ao início do califado do Al-Andaluz.
Também a 1 de Dezembro, às 21h45 estreia igualmente no Teatro da Trindade a peça O Bom Ladrão de Conor MacPherson em interpretação e criação de Pedro Górgia, com encenação de Vicente Morais.
A 2 e 3 de Dezembro, na Sala Principal do Teatro Maria Matos, às 21h30, num espectáculo de dança O Matadouro, Marcelo Evelin & Núcleo do Dirceu fecham a trilogia a partir da obra Os Sertões de Euclides da Cunha, onde o corpo é investigado como metáfora de um campo de batalha em que aparecem as lutas entre o oficial e o marginal, a selvajaria e a civilidade, o território ultraperiférico e o mundo globalizado. Em cena, oito intérpretes incorporam a luta no seu estado limite — resistindo não contra, mas a favor — através de uma acção contínua acompanhada pelo Quinteto em Dó Maior de Schubert.
Fiquemos por aqui, caros leitores, pois infelizmente são escassos os debates sobre temas de interesse geral. Até para a semana !













