Diário de bordo de 30 de Novembro de 2011

Ontem, durante um almoço no American Club, António José Seguro descobriu que há falta de equidade nos sacrifícios pedidos aos trabalhadores e pensionistas. Na realidade, é uma descoberta importante e vale a pena termos uma oposição ao governo do PSD que desvenda estes quase insondáveis enigmas e coloca questões tão pertinentes.

 

Temos a convicção de que no interior do partido governamental há posições bem mais duras. Seguro tem de dizer alguma coisa, mas perder tempo a esmiuçar pormenores sobre a agressão brutal que foi feita a quem trabalha e a quem passou uma vida a trabalhar, é risível. Mais importante é a afirmação de que sendo um partido pluralista o PS tem «muitas susceptibilidades”.

 

O que não se compreende é como os socialistas que existem no partido – não serão muitos, mas existem – aceitam que esta direcção de gente oportunista, carreirista, sem dimensão ética, fale em seu nome e, na prática, se associe aos herdeiros do regime fascista e da União Nacional.

 

Porque o PSD está a desempenhar o seu papel e a única coisa que se lhe pode apontar, além do facto de existir, é o de ter uma designação errada, incorrendo no delito de publicidade enganosa – a defesa do consumidor devia intervir…. É um partido neo-liberal que defende, num cenário institucional diferente, os desígnios que a União Nacional e a Acção Nacional Popular perseguiam. É coerente com a sua história e com a sua proto-história. Perante um eleitorado que maioritariamente não viveu sob o látego do corporativismo, desenvolve a sua demagogia primária vai recauchutando argumentos que Salazar e Caetano usaram, pede sacrifícios em nome dos vindouros. Tudo normal.

 

Mário Soares, quer queiramos ou não, é uma “referência incontornável” e, com o seu novo apelo à indignação, acompanhado por outros notáveis do PS, deu um sinal que não pode ser ignorado, nem remetido , para o lote das susceptibilidades feridas. como este rapaz, manhoso mas pouco inteligente, fez,

 

 

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