I Concurso de blogocontos de “A Viagem dos Argonautas”

 

 

 

 

A escrita em blogues pressupõe a adopção de maneiras de comunicar ajustadas ao suporte virtual em que trabalhamos. Muitos dos bloguistas trazem da sua prática académica, jornalística, literária, maneiras de escrever inadequadas, como por exemplo as notas de rodapé – ou de pé de página. O conceito de página é precisamente um dos que deixam de fazer sentido. Compreende-se que a ideia de página, do latim pagîna (a parte interna do papiro), esteja de tal modo enraizada que se torne difícil ultrapassá-la. Os blogues são um meio de comunicação em que não se trabalha com páginas.

 

 

 

Muitos bloguistas escrevem sem se lembrar que textos muito longos, os chamados “lençóis”, são menos lidos e de que a concisão é uma das virtudes de quem escreve neste suporte.

 

 

 

Ao querer publicar ficção, deparamos com peças extensas que têm de ser segmentadas e sabemos como o fio dramático de uma história se perde nestas partições. Os jornais do século XIX criaram um sistema de segmentação muito sábio e adequado – o dos folhetins – cada episódio terminava de uma forma intrigante que era um estímulo para ler o episódio seguinte. Foi assim que nasceu O Mistério da Estrada de Sintra; Eça e Ramalho iam, dia a dia, criando situações engenhosas que deixavam os leitores em suspenso. Reinaldo Ferreira, o Repórter X, foi outro mestre nessa arte.

 

 

 

Antes que este post passe à condição de “lençol”, dizemos ao que vimos – Vamos abrir um concurso de blogocontos, ou seja, de contos pequenos e adequados. O concurso é aberto a (quase) todos os colaboradores e visitantes de “A Viagem dos Argonautas”.

 

 

 

Os coordenadores

 

 

 

 

 

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

 

Lembramos que a recepção de trabalhos para este concurso tem como prazo limite o dia 15 de Dezembro. As duas primeiras dúvidas que nos foram colocadas referem-se à questão do limite de 4000 caracteres.

 

Um eventual concorrente pergunta se a contagem é feita com inclusão dos espaços ou excluindo-os? A resposta é – a contagem é feita excluindo os espaços – apenas contam os caracteres propriamente ditos.

 

Uma argonauta colocou outra questão – a quantas páginas correspondem 4000 caracteres?

 

O conceito de página não é objectivo – a mesma página de A4 se utilizamos pode conter um número muito variável de caracteres, segundo usemos o tipo Arial ou Times New Roman, por exemplo, escolhamos o corpo 8 ou o 12, o entrelinhado simples ou a 1,5. Digamos que utilizando o Arial, corpo 12, entrelinhado a 1,5, 4000 caracteres são duas páginas de um documento Word. Mas é fácil controlar – em baixo, à esquerda, temos sempre a indicação do número de páginas e a seguir o de palavras. Clicando em cima de palavras, temos uma informação sobre o número de caracteres.

 

Iremos, na medida do possível, dissipando as dúvidas que forem surgindo.

 

Os trabalhos irão sendo publicados, estando vedada a possibilidade de os comentar, pois os comentários podiam ser entendidos como uma pressão sobre o júri.

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