Informação a todos os argonautas.

 

O semanário Expresso pela mão  dos seus economistas  irá apresentar na versão  papel e mais desenvolvidamente na versão on line  deste sábado  um trabalho sobre  um artigo de Niall Ferguson publicado no   Wall Street Journal em que este autor descreve   o seu cenário para a Europa em 2021 e para o qual conta também com contribuições de economistas estrangeiros. O cenário apresentado por Ferguson é um cenário  trágico, diga-se.  


Como aqui não se fala de nenhum banco nem de nenhum Estado  em particular não há o perigo de se desencadear nenhuma crise com estas peças  e com isto estamos a lembrarmo-nos de um artigo do género publicado  em Agosto de 2011 sobre um cenário  para 2012, que dez dias depois da sua publicação levou a que o cenário se transformasse em realidade, como se  seja  agora a ficção a reescrever o próprio real. Mas é assim que a Europa está a funcionar sob a batuta de chefes de orquestra que mais parecem cegos, surdos, mas lamentavelmente não são mudos. E disso é pena.  Mas aqui a ficção de Niall Ferguson é tal forma  provocadora   que não acreditamos que esta possa   alguma vez ser o instrumento, a caneta, que estará a  reescrever a realidade que será a nossa de amanhã.


O texto é, porém, mesmo muito  importante  pelas situações materiais  de hoje que lhe estão implícitas e que este não desenvolve ; a peça jornalística será ela também  muito  importante, creio  eu francamente,  e será um  trabalho jornalístico  que deve merecer toda a nossa atenção, toda a nossa reflexão. Associámo-nos à nossa maneira a este projecto,  em boa hora  levado a cabo pelo jornal Expresso, e fá-lo-emos  com um programa que nos irá ocupar de sexta à noite  até segunda feira, com o seguinte calendário:


Sexta à noite:


Publicação de um texto de Martin Wolf do Financial Times para nos dar uma ideia  do que é que defende Niall Ferguson.


Sábado à noite: Publicação em português do artigo que serve de suporte à peça do Expresso.


Domingo à noite: publicação de um trabalho pessoal como crítica ao texto  de que se serve o Expresso.


Segunda à tarde: publicação de um texto pessoal sobre um cenário para a Europa em 2017.


Segunda à noite: debate aberto a todos os que visitam esta  barca dos argonautas em franca viagem por mundos e mares agora desconhecidos.


Por esta razão, interrompe-se a série sobre desindustrialização que retomará o  seu percurso por águas mais transparentes, a partir de terça-feira.


E é tudo.


Júlio  Marques Mota

 


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