COMPOSITORES FAMOSOS – Berlioz – por Luís Rocha

 

 

 

 

 

 

Faz hoje 208 anos que nasceu Hector Louis Berlioz (11/12/1803) em La Côte-Saint-André (entre Lyon e Grenoble). Morreu em 8 de Março de 1869, cinco dias depois da representação do Fausto de Gunod, na ópera de Paris. Foi sepultado em Montmartre, com a pompa e circunstância que o século XIX reservava aos filhos que haviam deixado de ser perigosos.

 

 

 

 

Em 1921 foi para Paris estudar medicina (o pai era médico) que não era a sua vocação. A Audição de Ifigénia em Táurida, de Gluck, levou-o a tomar a decisão de se dedicar exclusivamente á música. As suas primeiras composições foram a cantata O Cavalo árabe, a ópera Estela e uma cena sobre Beverley, de Saurin. 

Em 1829 concorre ao prémio de Roma com A Morte de Cleópatra e fica em segundo lugar. No ano seguinte ganha o prémio com o drama lírico Sardanápalo, graças às influências fáusticas shakespearianas, beethovenianas e do amor não correspondido por Harriet Smithson, intérprete de Shakespear no papel de Ofélia e Julieta.

 

O amor não correspondido deu origem á criação da primeira psicanálise musical da história a Sinfonia Fantástica, que tem como subtítulo “episódio da vida de uma artista”, estreada em 5 de Dezembro de 1830. Três anos depois acabou por casar com Harriet Smithson.

 

Na Itália acrescentou á sua obra as aberturas: O Rei Lear, o Carnaval Romano o mono drama Célio e Harold na Itália.

Quando voltou a Paris a sua existência entrou na tensão sucesso-fracasso, que a caracterizaria até ao fim dos seus dias.

Passou situações económicas difíceis. Em 1838 recebeu de Paganini uma carta que começava assim: “Desaparecido Beethoven, só Berlioz pode fazê-lo reviver”. A carta vinha com um cheque de 20 000 francos “como prova de admiração”. Graças a essa doação pode voltar a dedicar-se á sua obra e compõe a sinfonia dramática Romeu e Julieta, estreada em 1839 no conservatório de Paris.

Por não ser apreciado em Paris, viajou para outros países da Europa, onde foi sempre bem recebido. A sua ópera Os Troianos(baseada na Eneida de Virgílio), só foi representada na íntegra em 1969 (no centenário da sua morte).

 

 

 

Na caricatura de Gustave Doré, em que se vê Berlioz dirigindo um concerto no Jardim d’hiver de Paris, pode observar-se uma das facetas do compositor que, nas obras corais, chegava por vezes a utilizar coros de 8 000 vozes.

 

Outras obras: Sonhos e Paixões, Sonho e Capricho, Um baile (valsa allegro non tropo) cena campestre (adágio) e até arranjos de obras de outros autores como por exemplo Convite á valsa de Weber, popularizada pelos bailados russos com o nome “O Espectro da Rosa”.

Compôs também o Hino à França (1850) numa adaptação de A Marselhesa da autoria de Claude Joseph Rouget de Lisle (1792) adoptada como hino da República Francesa em 1795 “La Marseillaise” e que originalmente tinha o nome de “Chant de guerre pour l’Armée du Rhin”. “La Marseillaise” foi composta para soprano, coro e orquestra, por Hector Berlioz em1830.

 

Apesar da sua composição de referência ser A Sinfonia Fantástica, gosto particularmente da Hungarian March que se segue 

 

 

Base da informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – Ángel F. Mayo

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