Séraphine Louis, conhecida como Séraphine de Senlis foi uma pintora francesa naif que viveu entre 1864-1942. Trabalhava como empregada doméstica, em Senlis. O coleccionador de arte alemão, Wilhelm Uhde, primeiro comprador de Picasso e deDouanier Rousseau, descobriu os seus quadros em 1912, tendo-a encorajado a dedicar-se só à pintura.
Devido ao facto de ter fugido à I Guerra Mundial, só em 1927 voltou a encontrar com a artista e a incentivá-la a expor, o que veio a acontecer. Mas, devido à Grande Depressão os seus quadros deixaram de ser tão comprados. Apesar de tudo, continuou a financiar Séraphine, cuja saúde mental se deteriorava. Foi ela própria que se fez internar num asilo. Morreu sozinha, no meio das suas alucinações e não tendo voltado a pintar.
Os quadros de Séraphine são representações de grandiosos arranjos florais, muito fantasiados, que por vezes parecem ganhar vida.
Algumas críticas chamam a atenção para a oscilação na sua obra entre a singeleza da vida do campo e as sombras da depressão e da loucura.
Foi recentemente feito um filme por Martin Provost, dando voz a alguém a Séraphine que tive oportunidade de ver na televisão um dia destes. Alain
Vircondelet, estudou a sua obra, com uma tese na Sorbonne sobre esta artista ( Séraphine de Senlis, Albin Michel, coll. « une vie », 1986 ; Séraphine, de la peinture à la folie, Albin Michel, 2008).
Em Outubro de 2008, as suas obras puderam ser apreciadas numa exposição organizada pelo Museu Maillol.
Relacionado com este assunto escrevi sobe o pintor português “Jaime”, tendo sido publicado no dia 1 de Setembro.
Vem-me à cabeça uma frase de Virgínia Woolf: “É muito mais difícil matar um fantasma do que uma realidade”…




Muito bom, Clara! A história do Jaime conhecia, esta não.