COMPOSITORES FAMOSOS – Chopin – por Luís Rocha

 

 

 

 

 

 

Frédéric Chopin (o poeta do piano) nasceu no dia 1 de Março de 1810, numa pequena quinta a poucos quilómetros de Varsóvia. Filho de um emigrante francês e de uma polonesa rapidamente os pais deram conta do seu dom musical para o piano, como comprova o seu primeiro concerto aos 8 anos de idade.

Tinha 11 anos quando compôs a polaca em lá bemol maior, a que se seguiam várias mazurcas e polacas. Morreu de tuberculose com apenas 39 anos de idade. Conforme seu desejo o coração foi enviado para a Polónia e depositado na Igreja de Santa Cruz. Também segundo a sua vontade, foi interpretado durante o seu funeral o Requiem de Mozart, na Igreja da Madeleine.

 

 A sobre-humana sensibilidade, a doença tipicamente romântica, o medo da morte, a melancolia e as enormes indecisões, estão bem expressas na sua ligação com o piano e em todas as suas composições.

 

 Cultivava um estilo muito próprio, recusando sempre o seguidismo de outros compositores, quer na composição quer na forma das suas interpretações ao piano. A escritora George Sand, pseudónimo de Aurore Dupin, baronesa Dudevant, que teve uma relação amorosa com o compositor, retrata bem Chopin na sua obra Lucrécia Floriani.

 

 A sua independência levou-o primeiro a Viena, onde não foi muito bem recebido, dado coincidir com o levantamento dos

 

poloneses contra os russos, e na Áustria não se via com bons olhos a insurreição na Polónia.

 

O Estudo Revolucionário op. 10, nº 12, de Chopin, foi escrito pelo músico quando estava fortemente impressionado, pelos acontecimentos em Varsóvia. O povo revoltou-se contra os Russos em 29 de Novembro de 1830, mas foi esmagado pelo exército, como retrata a pintura de Kwiatkowski.

 

Chopin é autor de uma vasta obra: Orquestral – Piano e Orquestra; Instrumental para piano, onde se destacam as polacas, as mazurcas, as valsas, as sonatas, estudos, scherzos, baladas, prelúdios, nocturnos improvisos, fantasias, rondós, variações e peças diversas. Compôs também obra de câmara e obra vocal.

 

Para Chopin o crepúsculo era a hora em que a sua sensibilidade se libertava; daí a carga lírica e sentimental dos seus nocturnos. Em baixo, Contemplação, do pintor Pere Borrel.

 

Grandes pianistas interpretam Chopin e os portugueses têm uma das melhores intérpretes da sua música em Maria João Pires, com particular destaque na sua interpretação de Nocturnos de que se segue Nocturno nº 1.

 

 

 

Outras obras do compositor que tocam a nossa sensibilidade, como são o caso de Prelude in E-Minor (op.28 no. 4); Tristesse; Valsa N º 7 en Do sostenido menor e Ballade No.1 in G minor Op.23 – utilizada em cena do filme “O Pianista” de Romam Polansky.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Base da informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – Joaquín Rubio Tovar

 

 

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