(1895 – 1967)
Um café na Internet
Nos dias de tristeza, quando alguém
Nos pergunta, baixinho, o que é que temos,
Às vezes, nem sequer nós respondemos:
Faz-nos mal a pergunta, em vez de bem.
Nos dias dolorosos e supremos,
Sabe-se lá donde a tristeza vem?!…
Calamo-nos. Pedimos que ninguém
Pergunte pelo mal de que sofremos…
Mas, quem é livre de contradições?!
Quem pode ler em nossos corações?!…
Ó mistério, que em toda parte existes…
Pois, haverá desgosto mais profundo
Do que este de não se ter alguém no mundo
Que nos pergunte por que estamos tristes?!
Virgínia Villa Nova de Sousa Vitorino, natural de Alcobaça, poetisa, dramaturga e tradutora, foi também professora de liceu e dirigiu o teatro radiofónico da Emissora Nacional. Na década de 1920 terá a poetisa com mais livros vendidos em portugal. Escreveu várias peças de teatro, que foram representadas no Teatro Nacional. A sua poesia denota grandes influências românticas, que alguns classificam como fora de época. Outros compararam-na a Florbela Espanca, que Virgínia Vitorino muito admirava.
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