O estado do país não podia ser definido melhor do que como o fez Passos Coelho, ao sugerir aos professores sem colocação que emigrem. É de crer que tenha feito esta sugestão convicto que é a melhor solução para aqueles professores saírem do desemprego. Obviamente que não mede as consequências para o país, que são de dois grandes tipos.
O primeiro tipo de consequências agrupa todos os resultados da saída do país de um grande número de gente nova, com um grau elevado de preparação. Será sem dúvida um grande contributo para o tal empobrecimento sobre o qual Passos Coelho também já disse ser inevitável. Uma juventude bem preparada é indispensável ao crescimento de um país. Se ela falta, o país (e o resto da sua população) sofrerão de falta de iniciativa, daquela capacidade que resulta do vigor físico e da frescura intelectual, e até do encanto e da alegria que resultam do contacto com os mais novos. É uma autêntica quebra. Até o funcionamento dos serviços públicos (incluindo as escolas) e das empresas privadas é afectado pela dificuldade de renovação dos respectivos quadros.
O segundo tipo de consequências inclui as que derivam do agravar da desmoralização e da descrença que reina no país. Desmoralização e descrença que não são novas, são aliás seculares. Contudo parece que agora estão a crescer fortemente. Não é preciso ser um nacionalista fervoroso para compreender que um país só pode sobreviver se os seus nacionais lhe tiverem apego, e quiserem dar o seu contributo para o seu progresso. Normalmente não se pensa, quando se vai tirar um curso, que o objectivo é ajudar o país emigrando, para mandar para a pátria as economias.
A emigração causa sempre um corte com o passado, sobretudo quando houve alguma rejeição. E estar longe da pátria, para a maioria dos emigrantes, significa um afastamento dos seus problemas, mesmo quando se aspira ao regresso. Pensa-se mais em mudar o país, quando se vive nele, e, claro, pensa-se mais em mudar o governo, quando este mostra a sua incapacidade. Passos Coelho mostrou-a claramente.
A oligarquia que nos governa vê com alívio a emigração. Sabe que os jovens são reivindicativos, o que constitui sempre um risco potencial para a sua estabilidade. E nem todos o são como um jovem social-democrata (ele apresentou-se como tal), numa conferência, há já uns quinze anos, que durante três quartos de hora procurou convencer a plateia, de que os jovens têm de procurar correr riscos. Quando lhe perguntaram quais os riscos a que se referia, ele não esclareceu. Por não saber, por não querer dizer? Era claramente um antecessor dos que agora aconselham os portugueses a saírem da sua “zona de conforto” e emigrarem. Ou a jogarem na bolsa.


Mas na verdade, e quem conhece melhor o terreno real do nosso país, não na teoria, sabe que a aspiração de muitos jovens no actual momento, depois de andarem meses e anos à procura de um emprego compatível com as suas habilitações e competências, é procurarem noutro país uma hipótese de emprego dentro da sua área de competências com o qual poderão iniciar uma carreira profissional, que em caso de regresso ao seu país, é extremamente valorizada. A emigração não é , na maior parte dos casos , sem regresso. Falo por experiência própria, uma vez que foi esse o conselho que dei a duas das minhas filhas e que actualmente estão num país europeu a seguir carreiras profissionais que seriam impensáveis atingir neste nosso país, infelizmente. Penso que foi publicado um nº na imprensa que é bem revelador : este ano terão emigrado qualquer coisa como 300 mil portugueses e registou-se o regresso ao Brasil de milhares de emigrantes brasileiros.
não deves gostar muito das tuas filhas,,…e queres é que elas estejam longe
O laparoto, mais não é que um labrego que não sabe o que custa a vida.Dirigente de um país que manda os seus filhos emigrar, ou é muito mau gestor ou muito má pessoa.Aumentar impostos, cortar vencimentos , pensões e efectuar despedimentos, isso até o meu merceeiro sabe fazer…saber governar, é que é mais complicado.Que Deus Nosso Senhor, lhes dê 200 anos de vida a engordarem 2 Kg por dia !
Parece impossível. Mas como é possível pedir a um povo, aos jovens dum povo que abandonem a sua terra mãe e procurem angariar a sua vida noutras paragens? Afinal de que raça somos nós ? Que tristeza.
Não falas por experiência própria, falas no teu caso. É diferente. Olha que o mundo não se vê todo do ponto de vista do teu umbigo!E é diferente emigrar por vontade própria de emigrar por necessidade!E tudo isto é diferente de ser sugerido abandonar o próprio país. E diferente de ter sido sugerido, por um anão badocha que fala em bicos dos pés, a criação de um organismo para gerir esta Diáspora…
Pobre Pátria, assaltada por gente incompetente e sem alma, ao ponto de tentar expulsar os filhos da Nação. Quem não é capaz de resolver os problemas e mobilizar uma Nação, deve pura e simplesmente renunciar. É caricato ver inundar o País com submarinos e tanques de guerra e depois sentir a frieza de alhuém que nos manda embora. Submarinos e Blindados para quê? Para ajudar os imperialistas americanos ou para fazer parte duma Europa sem rumo nem metas além da austeridade que beneficia os que dominam. A Alemanha e a França, consideram-se donos da Europa e até fazem um favor aos pequenos países em difiuldade mediante empréstimos com que eles lucram dinheiro. Como fica a dívida dos U.S.A. e do Japão? Isso não é problema para o Mundo. Fico intrigado é com a pacividade dos meus concidadãos. Não penso que se devem ir para a rua. Mas falem, critiquem, apontem caminhos e soluções, tornem a vida num inferno aos vendilhões da Pátria. Vejo toa a gente a curtir nas redes sociais e não estão nem aí para os problemas reais. Talvez esses sejam os felizardos bem instalados na vida e não trabalhadores e reformados. Os trabalhdores e reformados foram vergonhosamente esmagados como baratas. Os patrões até esfregam as mãos: podem despedir à vontade, têm os operários a fazer horas de trabalho à borla, o fisco não os incomoda minimamente, continuam a ter várias casas, vários carros, barcos e outro património de luxo e a pagar menos impostos que um pobre reformado ou quem vive do seu magro ordenado. Os militares, os juizes, as gentes da TAP, a comunicãção social, os empresários, os políticos, os profissionais liberais(médicos, alguns advogados, engenheiros e arquitetos, alguns economistas), continuam a fazer a sua vida faustosa, rindo-se da plebe esmagada pelos homens de mão do capital.Portugueses, deixem de curtir e falem dos nossos problemas. Desta vez o assunto é muito sério.
Sem querer “armar-me em Chico-esperto” ou, no melhor dos casos, em “advogado do diabo”, não me parece que o Sr. Passos Coelho tenha dado, assim e “de caras”, um conselho aos professores e/ou a outras profissões para emigrarem “rápidamente e em força” (???) … O que me parece que o Sr. quis dizer foi que os que insistem (e sublinho) em manter essa actividade profissional encontrarão, por certo, mais oportunidades em outros países de língua Portuguesa.E porquê? Os jovens procuraram, ao enveredar por uma carreira, em toda a legitimidade, um futuro para as suas vidas. Viram, e ninguém os avisou ou dissuadiu disso, na “saída” para professores uma forma de conseguirem um emprego estável e garantido até à idade da reforma. Resultado: há mais oferta do que procura. A continuar assim, e exagerando, teremos daqui a poucos anos um professor para cada aluno!… Se estes jovens formadores insistirem na via pedagógica, o procurar trabalho onde ele existe – Angola, Moçambique, Brasil, etc., que são destinos que têm a língua Portuguesa como denominador comum – só lhes poderá facilitar as coisas para o futuro e, eventualmente, garantir a realização dos seus sonhos.A outra hipótese é de que procurem, dentro das fronteiras do “jardim à beira mar plantado”, um trabalho igualmente digno, honrado e compatível com as suas habilitações, mas fora da área do ensino. Que os haverá, estou certo, e que é o que sucede na grande maioria do países do Mundo, onde os recém-formados têm, bastas vezes, de procurar para além daquilo que lhes diz o “canudo”…Parece-me, também, que seria interessante que alguém pense em limitar o acesso às Escolas e Universidades e/ou a quantidade de vagas disponíveis anualmente, da mesma forma que se processa para o acesso ao ensino da Medicina, de modo a manter e a garantir um número de professores num limite gerível. Pese embora isto aos sindicalistas e outros dirigentes de sindicato do Ensino. Nos tempos que correm o facto de emigrar já não é o “bicho-de-sete-cabeças” que era antigamente. Para a geração de hoje nascer no local A, estudar em B, trabalhar em C ou mudar-se para D… não tem nada de extraordinário. Não é esta a geração que diz que “O Mundo é a minha Casa” ???
Não querendo ser racista ou xenófobo, diz-se que não há trabalho para os jovens portugueses qualificados e não qualificados em Portugal, sendo estes “obrigados” a emigrar para Angola, Monçambique ou, Brasil. E há para os angolanos, monçambicanos e brasileiros que vivem em Portugal? Quantos destes vivem do rendimento mínimo de inserção, ou do fundo de desemprego e em habitação social em Portugal? Se há falta de mão-de-obra com o mínimo de qualificações no Brasil, Angola ou, Monçambique, porque não fazer acordo os governos destes países para receber de volta estes cidadãos com garantia de emprego?
Faltou colocar “alguns” nos engenheiros e arquitectos também. Já lá vai o tempo em que bastava ter o título de eng. ou arq. antes do nome para se viver bem, a não ser que seja militante do PS, PSD ou CDS e exerça cargo político. A vantagem de ser engenheiro ou arquitecto é poder trabalhar 24h/dia se quiser, desde que haja trabalho pago e em qualquer parte do mundo. Como em Portugal há pouco trabalho e mal pago e com atrasos, só resta o estrangeiro.
Bem prega Frei Benito.Diz que come pouco, mas está sempre gordito !
Sócrates dizia que estava tudo bem, mesmo depois dos PECs e o povo-através do comentadores profissionais- reclamava a verdade….Passos Coelho diz a verdade e o povo-através dos mesmos- diz que é desmoralizador….Vá lá nós sabermos o que querem…..é como ouvi num filme com Dustin Hoffman há alguns anos ….”A minha verdade é por vezes a tua mentira….e vice-versa”Os professores e os sindicatos destes querem postos de trabalho….mas não há para todos e o ensino não deve ser um local para professores frustrados -leia-se aqueles …engºs , arqºs e outros com canudos que não conseguem colocação nas suas áreas….e encontram uns biscates a ensinar.Eu no lugar do Passos tiria dito o mesmo….pois se temos um “império linguístico” porque não aproveitar…..como aliás já está a acontecer.Muitos portugueses vão sofrer….mas era preciso algo como o que está a acontecer para vêr se gerações vindouras tenham pelo menos uma sociedade mais justa e principalmente com regras mais claras e menos dependente do estado……Espero no entanto não estar errado ……..já que entre a verdade e a mentira por vezes há uma linha muito ténua
Muito bem, se todas as pessoas pensassem como você este pais não estaria como esta, mas a obrigar alguns português a trabalhar.
Este é o governante que enquanto oposição nunca se lhe ouviu uma única ideia, uma única que fosse para melhorar este país e agora que que uma parte do povo português o colocou a governar ele acha que o melhor é fujirmos daqui. Este é a melhor forma que este incompetente tem para nos dizer que de governar não percebe nada e que ainda bem que há uma troika para lhe dizer o que fazer pois de outra forma nem sabe como se desenrascaria. Fora com este bandalho.
…Para os srs. “ajs”/ “Azevedo, digo que, ou não têm conhecimento de causa. ou andam a “comer” à conta destes incompetentes. Valha-nos Nossa-Senhora!…
Para o Srº FranciscoSe todos pensássemos da mesma maneira…..não valia a pena estarmos a ter este “debate” que é de salutar.Não recebo 13º ou 14º mês, tive que emigrar e voltei…..tenho um negócio e pago os impostos e não sou filiado em nenhum partido e mude de partido consoante o que penso ser melhor……Seria interessante saber como é que se governa uma casa sem dinheiro e já agora se tiver filhos para sustentar e se alguém propõe um empréstimo a quem já não tem crédito ………se prefere recusar as condições extras desse empréstimo ou aceita-o tentando fazer de um limão uma limonada ????PS:Se não tenho conhecimento de causa pergunto ao Srº Francisco……….o Srº tem ???…..então pf elucide-nos pq se estiver errado não tenho problema em alterar a minha opiniãoUm abraço
Se não existem crianças em numero suficiente, para dar trabalho a todos os professores formados, só há quatro soluções:- Obrigar os portugueses a terem mais filhos.- Importarem crianças.- Os professores mudarem de profissão.- Ou então os professores emigrarem para outros países onde tenham colocação.Patriotismo? Nacionalismo? Os Descobrimentos, de que tanto nos orgulhamos, foi o quê? Por outro lado os professores até podem dar todos aulas a turmas com apenas uma criança, e receberem 10.000€ por mês, desde que não seja à custa dos impostos que me obrigam a pagar!
Ao Sr. M N Francisco,Como o Sr. Azevedo saí de uma terra que foi madrasta para mim, não uma mas duas vezes e fiquei fora dela trinta anos. Voltei. Com prazer. À espera de um País melhor, que teria progredido à custa, entre outras coisas, das “remessas dos emigrantes”. Lembra-se? Isto diz-lhe alguma coisa? Como o Sr. Azevedo não tenho nem 13º nem 14º mês, nem partido, nem sindicato. O Sr. Ministro das Finanças salta alegremente todos os anos sobre uma pensão para a qual o País não concorreu, nem um bocadinho, e leva uma parcela bem substancial. Um terço, para ser mais exacto.Se o Sr. Francisco quiser fazer o favor de elucidar, talvez alguma luz seja feita e se perceba o que é que ele quer dizer com o “andam a comer ou não têm conhecimento de causa”.Cumprimentos
Com o tipo de governantes que temos, sejam eles amarelos ou brancos, temos que sair daqui para fora de vez enquanto, no finais do século dezanove, até meados do século vinte,foram para América do Sul, meados do século vinte foram para a Europa e para América do Norte, e eu faço parte dessa remessa. Mandei dinheiro para cá, e vim me embora, se soubesse na altura que havia aqui tanto ladrão, nem tinha vindo nem mandado um tostão, no meu tempo a maior parte das pessoas que iam para fora, eram completamente analfabetas. Temos evoluído bastante agora é os doutores que eles mandam embora, e eu tenho aqui um em casa hora tem trabalho hora não tem, mas comida na mesa ainda vai tendo.Os mesmos que estão agora a mandar embora, os jovens, desempregados, e os professores, são os mesmos juntamente com outros, que ainda à pouco tempo trouxeram, pessoas clandestinas de quase todo o mundo, para terem mão de obra ao preço da chuva, com a desculpa que os portugueses não querem trabalhar. Agora essa gente muitos não têm dinheiro para voltarem a casa, e andam vagando por essas ruas.
SO EMIGRO QUANDO VENDEREM O PAÍS TODO AOS CREDORES E DISTRIBUIREM O POUCO DINHEIRO QUE VÃO RECEBER PELAS PESSOAS QUE QUEREM EMIGRAR
Já percebi os professores são função pública por isso ainda lhes dão a oportunidade de emigrar. E quem trabalhou sempre por conta de outém e de 1 dia para o outro é despedido. Está tudo preocupado com os professores, mas existe neste momento muita gente no desemprego e por certo não são funcionários públicos. Qual a empresa que suporta 700000 funcionários que não produzem, e lhes dão direitos de greve, atestados falsos, ajudas de custos, etc, experimentem ir para o mercado de trabalho e saberão o que é trabalhar. ou passar recibos verdes e pagar s.social em troca de nada.porque tenho que pagar pela crise do estado que é uma empresa, criam as leis para eles que depois são aplicadas para os privados salvaguardando depois a f.publica, o que ém isto??? acabem com o público ou privado de uma vez, trabalhemos todos para o país com direitos iguais.Acabem com os parasitas dos deputados, presidentes das j.freguesia, associações, directores públicos e coloquem trabalhadores que tanto fazem falta para limpar matas, ruas, etc, esses que ganham o ordenado minimo, e fazem o que ninguem quer.fiscalizem p.e os advogados, veterinários, consultores etc que nas consultas perguntam se queremos pagar com ou sem iva, acabe com os cargos de director vice director ajudante do director e vicedirector secretária do director e vice director asistente do director e vice director, porque no fim do exercicio pos resultados são sempre de prejuizo, acabe com os bilhetes de transportes para toda a familia ascendente e descendente dos funcionários, porque feitas as contas são mais do que os utentes e não há empresa que aguente. porque tenho que pagar os vencimentos chorudos a uma rádio e televisão pública, e depois para ter acesso a uma consulta pagamos 10,00€. Se não vai haver reformas daqui por uns anos porque terei que pagar? para continuar a encher os bolsos da a. republica, digam pf se conhecem algum politico, advogado, ou funcionário público de “alto cargo” que esteja no desemprego, ou que tenha ficado sem a casa por não poder pagar a prestação? Estou cansada de tanta raiva e poderia estar aqui a escrever muito mais.
Há mercado de trabalho na Língua Portuguesa para os professores sem colocação, veja-se os manuais escolares com que os professores trabalham no estrangeiro, a maioria ultrapassados e pouco motivadores. Temos de acreditar que há mercado lá fora para a nossa língua inclusivamente para estrangeiros que estudam a nossa língua dentro e fora do país. Mas que materiais têm os professores para trabalharem com esses alunos? Acaso sabem? Quase nada, porque há muito pouca coisa. È realmente um campo a investir, assim os professores não precisam de emigrar, podem ficar cá e trabalharem cá para o estrangeiro bem orientados, naturalmente, publicando manuais, material de apoio, material online… seja para professores portugueses no estrangeiro seja para professores estrangeiros que ensinam português. A questão é que quem orienta estes professores deve ser alguém que tenha conhecimentos na área, alguém que “conheça o terreno” e não o filho de alguém que até possa ter vivido no estrangeiro mas não conhece a realidade das aulas nesses países. Aqui podem entrar os nossos professores… temos alguns mas, segundo sei, ao contrário dos militares que vão para o estrangeiro e são condecorados pelo facto, os professores portugueses com experiência de ensino lá fora são postos no desemprego!! Passo o meu testemunho de que cabe a cada um de nós lutar por aquilo em que acreditamos porque do Governo já sabemos a resposta. Um bem-haja para os que lutam dentro e fora do país sem se resignarem.
Caro senhor Azedo;Manifesta a sua opinião, livremente (ainda bem que assim pode ser) e disserta sobre “a verdade”. Só que lhe escapa um pequeno pormenor: a verdade não é aquela que cada um de nós interioriza, “a verdade é filha do tempo e não da autoridade de quem fala sobre ela”. Portanto só daqui a uns anos é que saberemos qual era mesmo a verdade deste tempo. Infelizmente será tarde demais.
Com Sua permissão … Aqui na minha aldeia, a grande maioria da geração nascida nos Anos 40/50, foi ou está emigrada.Constato uma realidade, algo assustadora para o futuro deste País. Nos Anos 70 e 80, investiam aqui, com a ideia de retornar a Pátria. Actualmente isso acabou. Hoje, vêm cá passar 8 ou 15 dias, e retornam ao estrangeiro. Poucos são os que cá investem. Concluindo: a partir da segunda geração – Adeus Portugal. Que Povo teremos daqui a 30 Anos ??? Diz-se que Portugal estagnou porque os ” melhores ” emigraram. Em que ficamos ? Vamos emigrar novamente ? ( E desta são os melhores ). Fica novamente adiado este País ? Será que alguns, não querem ” concorrência ” na capoeira ?
Caro RC;Não posso deixar de comentar a sua referência a 10.000,00€ como sendo a remuneraçao dos Professores, para o esclarecer do seguinte:- Tenho um filho com 33 anos que foi professor até ao ano passado (este ano não foi colocado e ficou desempregado). Durante 10 anos nunca recebeu mais do que 600,00€ mensais (nunca teve horário completo nem passou ao Quadro). Este ano é “Operador de um Call Center” onde recebe exacatemnet o mesmo.Assim não vale comentar, atirar com valores desta ordem para enganar os incaustos ou os que desconhecem a realidade.
Pobre Portugal chegamos a tempos que o própro governo dá a diga para furgimos do nosso próprio país e principalmente os professores que se forem na idéia do Passos de Coelho vão para um país que embora o idioma oficial seja Portugues eles lá não poderam lecionar pois a forma de escrever e falar é diferente. E pobre do povo Brasileiro que irão ser bijardados por milhhares de Portuguese metidos a espertos e armados a parvos com a ignorância de viver de berço herdada.
Caro Rac Lima, Professores, Funcionários da Saúde, Justiça, Finanças, etc, 600 ou 10.000€, se não são precisos, não podem receber um salário pago à custa dos nossos impostos. Eu não quis dizer que os professores ganham 10.000€, o que eu disse é que até (sublinho até) podem ganhar e dar aulas a turmas com apenas um aluno. Desde que não seja, repito, à custa dos impostos que me obrigam a pagar
Mas podem ir para o Brasil, que seus diplomas serão reconhecidos e serão bem recebidos.Somos bem diferentes de vocês, que têm preconceito contra brasileiros, não reconhecem seus diplomas nem de médicos, engenheiros ou enfermeiros.E também não aceitam trabalho voluntário de brasileiro na área de saúde, coisa de um povo burro, porque nenhum país faz isso. Por isso e só por isso, estão nesta situação. Áureo
Vale a pena ler em : h t t p : / / w w w . jornal de negocios . pt / home . php ? template = SHOW NEWS_V 2 & i d = 526323
São opiniões de quem nunca viveu uma situação real, pelo que me parece. Para além do mais considero as vossas opiniões extremamente reaccionárias. Aliás a esquerda portuguesa na sua genralidade é claramente demagógica e reaccionária. Qual é a proposta que apresentam para resolver o problema de cerca de mais de um milhão de desempegados, sendo um parte deles licenciados?
senhores : me permito apresentar ,chamo-me Fernando tenho 58 anos sou Eng. . tec . agrário e vai para 8 anos tive que deixar a minha pátria já que empregos só para gente ate 35, com “muita experiencia” ! interessante é que continuo sobrevivendo há 3 anos vim para o Peru (América do sul) .Permito-me dar a minha opinião sobre o assunto em causa já que li coisas espantosas que nem me permito reescrever. Só lhes posso dizer uma frase “desistam” melhor façam palavras cruzadas!!!obrigado e que o pai natal os ilumine.
O nosso Primeiro e todos aqueles que o cercam não têm Mundo…e todos aqueles que os antecederam e todos aqueles que estão, estiveram ou pretenderam estar na AR, não percebem nada do Mundo Real, e pior ainda, temos uma classe jornalística que com o País a cair ao fundo do Poço preocupa-se com o quê? Estripadores…enfim…Uma revolução urgente precisa-se…
Caro Aureo,Obrigado por tocar na ferida…É interessante que todos os portugueses que reflitam um pouco sobre as coisas da emigração e da imigração têm que concordar consigo porque de facto nós somos um Povo algo mesquinho…mas, caro Aureo, aconselho vivamente o senhor a consultar os seus compatriotas que possam estar a viver em outros países da Europa qual a opinião deles quanto aos brasileiros… Esta questão teve há uns anos uma frase muito curiosa de um professor meu que dizia algo do género: Sabem para todos os povos os emigrantes são como os ricos…quando são poucos até simpatizamos com eles…quando começam a ser muitos e nós continuamos pobres é uma chatice “….Cumprimentos e um Feliz Natal para si e para os seus!
Dar terra ao licenciados 🙂 A culpa é dos pais que disseram aos filhos “Estuda filho que tens que ser Eng, ou Dr.”
Só não via era nenhum angolano nem brasileiro nem moçambicano com curso superior cá apenas mão de obra não qualificada. E só para que saibas já morei em Moçambique e actualmente moro no Brasil e ao contrário do que muitos portugueses pensam existem muitos nossos cá e somos muitos bem recebidos sem nenhuma discriminação por isso vai estudar um pouco para depois comentar com alguma lógica…
Ai sim ? Seguindo o seu raciocínio, se todos os Países fizerem o mesmo que você (xenófobo SIM!) sugere, aonde vamos meter todos os Portugueses que emigraram ao lhes pagarem na mesma moeda ? Por mim não há problema algum em ir viver o resto da minha vida em Angola E MUITO MELHOR até porque tenho Dupla-Nacionalidade, agora OS OUTROS ? É por causa de xicos-espertos irresponsáveis como você que isto está como está ! Deus queira que nunca tenha necessidade de emigrar seja para onde for pois percebe-se que é dos que nunca vão ter sucesso nenhum fora da tal “zona de conforto”, eu já tive de recomeçar a minha vida do ZERO e SEM CUNHAS uma vez por causa dos primeiros irresponsáveis que nos puseram neste caminho, já sei do que a casa gasta e NÃO ME ASSUSTA nem um bocadinho, só me entristece ter os Políticos que ALGUNS merecem…
Caro Joaomarta,Tu nao tiveste a capacidade de ser nem um militar, nem juiz, nem funcionario da TAP, nem da comunicãção social, nem empresário, nem político, nem profissional liberal. Com toda essa falta de capacidade, o que esperavas que iria sobrar pra ti? Querias trabalhar com o que? E agora reclamas que nao ha trabalho em Portugal?? Nao ha para pessoas despreparadas como tu.
Eu de facto fico estupefacta quando leio certos comentarios nestes espacos…encorajar filhos coo diz o caro ou cara vmendes significa que o Dionisio nao deve gostar muito das filhas…ora isto das duas uma – ou significa que demonstra pouco conhecimento em relacao a muitos cursos que nao tem saida neste momento no nosso pais ou que sao menos valorizados e menos recompensados ou entao nao sei…certamente que quando tiver filhos e viver em Vila Real e eles decidirem ir para Lisboa sera que os seus filhos nao gostam de si por tomarem opcoes de vida??? So demonstra uma mente pouca aberta e que sinceramente nao demonstra actualizacao em relacao a situacao em que Portugal se encontra ja ha uns bons anos…No comments
Enganas-te completamente. Fui militar e saí. Não acitei entrar na política porque não quis e não foi por me terem convidado figuras gandes de alguns partidos. Não tem interesse a minha vida mas não tenho de que me envergonhar. Fui gerente bancário e conheci a Banca Nacionalizada e a Banca Privada, antes e depois do 25 de Abril. Já fui empresário. também já fui empresário. Editei um livro de minha autoria e em breve outro irá para as Bancas. Vivo da parte da minha reforma que o sistema não ousa roubar. Como vês meu caro, não tenho de que me envergonhar e não sou tão despreparado como julgas. Já visitei todos os Continentes e não sou o coitadinho que julgas. Simplesmente não olho apenas para o meu umbigo. Tenho consciência social. Agora vivo no Brasil mas quando vivia aí era ativista nos LIONS.Por estas dicas podes ver que não tenho qualquer receio de medir argumentos seja com quem for. Não me julgo um sábio mas sei que não sou completamente estúpido. Uma coisa tenho a certeza, nunca comi nem comerei da gamela do orçamento.Será que os pontos estão nos IIS? Um abraço e sempre disponível.joao marta
Bom dia,Falo enquanto emigrante e neto de emigrante: 1) Nunca cortamos com a nossa identidade, amigos, mesmo vivendo là fora. 2 ) É verdade que a juventude faz falta num pais. Vejam o caso de Portugal: parece que são os melhores que vão -e foram- embora.No caso dos professores: penso que, como nas outras profissões, têm de procurar conciliar o seu potencial com o mercado, quer mudando o potencial, quer mudando o (o de) mercado.Cumprimentos e votos de espírito de responsabilidade.
É por causa de sequências de posts como estas que eu digo: os portugueses têm graves distúrbios psicológicos neste momento.Uma pessoa faz um post a mostrar uma situação em que o seu núcleo familiar tomou uma decisão e, como resposta, começa tudo a criticar e a subverter o que ele disse.O povo português tem que se convencer de uma coisa: as decisões, em última análise, são de cada um. Isto ligar alguma coisa a que um primeiro-ministro diz sobre decisões individuais, só visto. O nosso maior pecado é esse mesmo: paternalismo. Começou com o Feudalismo e nunca o matámos. Depois quando se pede uma opinião e uma decisão a um Português, os resultados são desastrosos.Eu estou emigrado e espero poder regressar a Portugal. Do que vejo, todavia, isso nem está nas minhas mãos nem nas de Portugal. Se a conjuntura internacional se continuar a agravar, daqui a uns anos não vou conseguir nem dar aulas no Burundi ou ordenhar vacas no Bangladesh.Quanto a essa mania de que os portugueses todos querem ser doutores, é a maior mentira que jamais vi apregoada pelos media e por várias pessoas que compram essa visão. Muitos colegas meus da minha idade levaram pancada dos pais por quererem ir à escola sequer. Quando fui ao Dia da Defesa Nacional, na Base de Santa Margarida, eu e outro tipo éramos os únicos a tirar qualquer tipo de formação avançada. E no nosso autocarro, iam os jovens de 18 anos ou mais de dois conselhos portugueses inteiros (e sim, não nasci nos anos 50: nasci nos 80). Finalmente, olhando para os dados que saíram ontem, só um tipo que fume uma droga poderosa é que vê uma multidão de jovens portugueses a tirar um curso à força toda, der por onde der.Último ponto: independentemente do que o primeiro-ministro disse, sim meus caros, temos que cuidar das comunidades de língua portuguesa. Muitos dos filhos e dos netos de emigrantes não falam nada de Português e estão-se bem a borrifar para o aprender. Adicionalmente, muitas das comunidades que damos o Português como garantido, está ameaçado. Vivi em Moçambique, muitos não falam nadica de Português. Em Timor, é uma aflição. Em Macau, há mais pessoas a falar Português porque os chineses têm interesses comerciais com Angola, Moçambique e Brasil. As comunidades costeiras em vários países africanos e no subcontinente indiano estão a perder quase todos os seus falantes de português. Em resumo, senão nos mexermos, daqui a uns anos pode ser que só se fale em Portugal, Angola e Brasil, e da maneira como tratamos estes últimos, um dia mandam-nos à fava e declaram que oficialmente falam Brasileiro.
Quando temos um governo que diz ao país que o elegeuque a solução é emigrar fico a pensar o quê?
Gostava que o nosso PM desse o exemplo…
Parece-te mal. Situações reais não me faltam.Quem tem que deixar o país, por necessidade ou por vontade, certamente que o fará. Ver um primeiro ministro a ver se “alivia a carga” desta forma é desprezível.
O seu comentário é tão despropositado que nem me vou preocupar em rebater o que disse. Como pode fazer apreciações como fez se não me conece? O mais que pode fazer é dar a sua opinião e eu respeito, não estou em guerra com ninguém. Feli Natal para todos vós e que nunca tenham necessidade de emigrar…. nunca se sabe.
Volto a colocar a questão crucial a quem ninguém respondeu… natural penso eu….demagogia barata não falta por aí!!!!!!!!!!!!!!!!!Qual é a proposta que apresentam para resolver o problema de cerca de mais de um milhão de desempregados , sendo um parte deles licenciados?