por Rui Oliveira
1. Na Quinta 19 de Janeiro, às 21h no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, tem lugar o primeiro concerto da “residência” de duas semanas que a Fundação acordou com o compositor, maestro (e ex-pianista) Thomas Adès, nome fundamental da música contemporânea e porventura o autor mais entusiasmante das Ilhas Britânicas desde Henry Purcell ou Benjamin Britten, “descoberto” e apadrinhado por Sir Simon Rattle. Nessa noite, juntamente com peças de Hector Belioz (Les nuits d’été, op.7) e Jean Sibelius (Sinfonia nº6, op.104), e contando com a voz do tenor Toby Spence e com o violino de Leila Josefowicz, Thomas Adès comandará novamente a Chamber Orchestra of Europe em peças de sua autoria Three Studies from Couperin e Concerto para Violino (a esta sua obra fundamental um crítico musical considerou-a “um cruzamento entre Led Zeppelin e Stravinsky”!).
Já no Domingo 22 de Janeiro, às 19h também no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian naquilo que intitularam Retrato Adès II, o jóvem maestro, tendo ao piano Nicholas Hodges, apresentará ao público lisboeta In Seven Days : Piano Concerto With Moving Image, a sua primeira colaboração com o artista visual israelita Tal Rosner, uma peça composta sobre a parte da versão hebraica da Criação e desenvolvida como se acompanhasse um ballet o qual, em rigor, é substituído por uma série de vídeos realizados por Rosner. Complementa o programa a Sinfonia nº 6, op. 68 Pastoral de Ludwig van Beethoven, um dos seus grandes inspiradores.
Estes concertos foram precedidos na Segunda, 16 de Janeiro por um encontro (de acesso livre) com o maestro/compositor Thomas Adès, apresentado por Tom Service, no Auditório 3 da Fundação às 19h seguido, às 20h, pela projecção do filme realizado por Margaret Williams em 1999 chamado Powder her Face sobre a ópera de câmara em 2 actos escrita em 1995 por Thomas Adès sobre um libreto de Philip Hensher. Num estilo musical que combina influências que vão de Alban Berg, Stravinsky ou Britten a Kurt Weil e mesmo ao tango de Astor Piazolla, a película aborda a vida de Margaret, duquesa de Argyll (a “Dirty Duchess” pelas suas proezas sexuais nos anos 60) vista na perspectiva dos anos 90 onde a mesma vive isolada e velha no elegante Dorchester Hotel de Londres.
2. No jazz, a Culturgest traz ao seu Pequeno Auditório na Sexta, 20 de Janeiro, às 21h30, a pianista japonesa Satoko Fujii, formada na Berklee College of Music (Boston) e no New England Conservatory (Nova Iorque), aluna de George Russell, Cecil McBee e Paul Bley e “uma das vozes mais cativantes e excitantes do jazz de vanguarda” (Jazz Ed), “uma pianista inovadora e destemida que tanto desfruta um free jazz agitado como aprecia compor peças mais suaves e mais líricas…”(Global Rhythm). Já editou cerca de 50 discos, sete dos quais do trio que mantem com o contrabaixista Mark Dresser e o baterista Jim Black. Lidera quatro orquestras, uma em Nova Iorque e as outras em Tóquio, Nagoya e Nobe, com músicos cujos perfis lhe permitem abordagens ao jazz bem distintas.
3. No teatro estreiam esta semana diversas peças em espaços diferentes.
Na Quarta 18 de Janeiro, às 19h, os Artistas Unidos apresentam no Teatro da Politécnica (ao Jardim Botânico) a peça de J.P. Miller Dias de Vinho e Rosas na versão de Owen McCafferty de 1961.
Encenada por Jorge Silva Melo e interpretada por Maria João Falcão e Rúben Gomes, a peça fora escrita para televisão, em 1958, por J.P. Miller – e filmada (com Cliff Robertson e Piper Laurie), então, pelo jovem John Frankenheimer ; mais tarde, Jack Lemmon e Lee Remick interpretaram o belíssimo filme Days of Wine and Roses de Blake Edwards (1962).
O texto dramatúrgico narra a relação destrutiva de dois seres solitários, descrevendo “de forma dolorosa e comovente, de intensa” a lenta deterioração do seu casamento em virtude do alcoolismo. (a peça permanece até 25/2 em horários diversos)
Na Quinta 19 de Janeiro, às 21h30, a Comuna, em co-produção com a Companhia de Teatro Perigallo (Murcia), estreia o espectáculo “La Mudanza”, um texto de e encenado por João Mota, em que os actores são também Javier Manzanera e Célia Nadal.
Como sinopse, afirma-se que “com este espectáculo se põem em perspectiva as diferentes mudanças a que somos sujeitos ao longo da vida, boas ou más, por vontade própria ou não e que tanto podem ser geográficas, temporais ou emocionais. São estas mudanças que nos põem em causa a nós próprios e que nos fazem embarcar nas constantes buscas da felicidade…”.
Permanece em palco até 26/2 em horário diverso.
Também na Quinta 19 de Janeiro, às h, a Cornucópia apresenta em reposição no Teatro do Bairro Alto a peça de Paul Claudel A Morte de Judas, encenada por Luis Miguel Cintra com cenografia minimal de Cristina Reis, onde brilha o monólogo de Dinarte Branco.
Tema : Diz-se no texto introdutório “ Morte de Judas fala de fé. Quando parece resgatar o Judas símbolo com a invenção da sua humanidade, lembra com um pequeno monumento à lucidez, que a fé só é fé se não a soubermos explicar mas a pudermos escolher sem ser imposta por falsas evidências nem por demonstrações teológicas … A uma primeira leitura creio ver debaixo da crítica deste Judas aos milagres, da sua voz de homem, uma crítica à Igreja, coisa da terra e dos homens. Que corda é essa que Judas diz que lhe ataram à volta do pescoço mas que hoje se chama estola senão a Igreja? Mas Morte de Judas quer ser como uma carta do Tarot. Ambígua”. Permanece até 29/1.
De Sexta 20 a Domingo 22 de Janeiro, às 20h, o Teatro Oficina de São Paulo traz à Sala Principal do Teatro Municipal São Luiz, a sua criação de há 17 anos Bacantes – A partir de Eurípides, um texto de Catherine Hirsch, Marcelo Drummond e José Celso Martinez Correa encenado por este último, com interpretação de Marcelo Drummond, Fred Steffen, José Celso Martinez Correa, Anna Guilhermina, Hector Othon, Vera Barreto Leite, Sylvia Prado, Letícia Coura, Naomy Scholling, Rodolfo Dias Paes, Fabianna Serroni, Márcio Telles, entre muitos outros.
Diz a crítica : “Bacantes, tragédia do embate entre a explosão dos sentidos e as razões de Estado, território de manipulação do desejo em nome da vingança, regressa-nos em forma de ópera carnavalesca, animada por mais de trinta actores, cantores e músicos, divindades afro-brasileiras, música pop e comentário político. Regressa e sobrevive porque é um espectáculo sempre à procura da distância exacta entre Tebas e o Brasil contemporâneo.
Obra do fundador, no final dos anos 50, do Teatro Oficina, criador que procura praticar a ideia, tão cara aos modernistas brasileiros, de antropofagia, de cruzamento de culturas enquanto forma radical de fusão e apropriação da energia do outro, Zé Celso propõe-nos um teatro que rompe, um teatro de iniciação, a pedir o envolvimento e o empenho do espectador”.
4. Como filme, a última obra de Roman Polanski, em exibição há alguns dias, O Deus da Carnificina (Carnage, 2010) tem mérito para ser aconselhada.
Excelentemente interpretada pelos dois casais em foco (Jodie Foster, John C. Reilly, Kate Winslet e Christoph Walz), temos ali o retrato caricatural da América que há anos persegue o realizador. Como lembra um crítico, é o regresso a “um dos (seus) palcos preferidos, o reduto familiar, a sala de estar, e à conversão de um espaço doméstico em lugar de estranheza e agressão” (não esquecer a morte de Sharon Tate por Charlie Manson em plena sala de estar do casal Polanski). Aí “dois casais novaiorquinos reunem-se em casa de um deles para discutirem, muito civilizadamente, um caso que envolveu filhos pequenos de ambos ; o verniz estala, evidentemente, a “civilização” desaparece à medida que os impulsos tomam conta da situação, os irracionais mas também os racionais (e mesmo ideológicos, sobretudo em Jodie Foster, paladina de um politicamente correcto de ressonância muito actual)”.
No campo cinematográfico, no entanto, o acontecimento importante a assinalar é o início da projecção na sala da Cinemateca Nacional de 16 a 20 de Janeiro da excepcional série “Cinéastes, de Notre Temps”, iniciada em 1964 por Janine Bazin e André S. Labarthe com arranque marcado para 16 de Janeiro, com o primeiro filme da série, “Luis Buñuel: Un Cinéaste de Notre Temps“.
Num primeiro momento muito associada à revista “Cahiers du Cinéma”, e com quase cinco décadas de existência, a extensa série contava em 1988 com cerca de cem títulos e é composta por uma impressionante e heterogénea galeria de retratos dos maiores protagonistas do “cinema do nosso tempo”, motivo eleito, mas não exclusivo, dos vários filmes assinados ao longo dos anos por diversos realizadores, no pressuposto da originalidade das abordagens e perspectivas sobre cada uma das personalidades ou temas em foco, fazendo dialogar interlocutores, gerações, épocas e cinematografias.
Outra rubrica, essa regular na Cinemateca, “Histórias do Cinema: Labarthe / Godard“ vai decorrer entre 16 e 20 de Janeiro, dando a ver “Vivre Sa Vie“, “Les Carabiniers“, “Le Mépris“, “Week-End” e “Les Enfants Jouent à la Russie” e, como é regra dessa rubrica, em sessões às 18h00, precedidas e sucedidas de intervenções sobre cada um dos filmes, no caso escolhidos e apresentados por André S. Labarthe, vindo a Lisboa para assistir ao arranque da retrospectiva Cinéastes de Notre Temps.
5. No campo dos debates, desenrola-se no Teatro Municipal São Luiz, na sua Sala Principal, na Sexta 20 e Sábado 21 de Janeiro, das 18h às 13h30, um Seminário Internacional :: Manifesto Manifestações, uma iniciativa da UniPop (com inscrição prévia até 18/1 em cursopcc@gmail.com ).
A organização introduz do seguinte modo : “Um pouco por todo o mundo, no último ano e meio, têm vindo a multiplicar-se as movimentações sociais e os conflitos políticos: manifestações, ocupações, motins, acampadas e revoluções diversas nas suas motivações, formas e efeitos, tal como nas linguagens em que se produzem e exprimem… A primeira tentação é o recurso à “crise” como factor explicativo,… imagem de um mundo que colapsa e se transfigura, mas um olhar mais próximo sobre cada um destes episódios facilmente descobre não uma mas sim múltiplas crises, inúmeros fragmentos de práticas sociais, de experiências políticas, de ideias e ideologias, que se afirmam e/ou rejeitam.
Citando, inventando ou transformando conceitos, expressões e imagens com proveniências muito diversas, de antigas tradições populares a uma nova linguagem mediática e cibernética, de repertórios de contestação próprios dos movimentos sociais da modernidade aos termos dos mais recentes debates teóricos, os acontecimentos que hoje vivemos parecem dispensar uma espécie de metalinguagem que os descreva ou os interprete. É neste contexto que a Unipop e o Teatro Maria Matos organizam um seminário de debate sobre a relação entre a palavra e a política, tomando como ponto de partida a discussão sobre a natureza, os limites e as vantagens de uma das formas mais consagradas por que a palavra se faz política, a forma-manifesto, e como ponto de chegada os manifestos, discursos e palavras que têm sido elaborados nas revoltas e revoluções em curso”.
O Seminário terá início com a conferência “O que é um manifesto?” por Antonio Negri, filósofo italiano e autor, entre outros, de Império, Multidão e Commonwealth, com Michael Hardt (às 18h15 de 20/1).
“A política das palavras” será debatida por Bruno Monteiro, Raúl Sánchez Cedillo e Judith Revel (às 20h30). A 21/1 (às 10h) António Guerreiro, Tomás Herreros e Miguel Cardoso discutirão o tema “Para um Dicionário das Revoltas Actuais” e às 11h45 será “O Movimento dos Indignados – Balanço e Perspectivas” abordado por Paulo Raposo, Gui Castro Felga, Javier Toret e Ricardo Noronha.
Cordas sobresselentes
A 16 de Janeiro, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 20h, há um Recital de Guitarra e Flauta pelo «Machina Lirica Duo» constituido por Monika Streitová, flauta e Pedro Rodrigues, guitarra numa iniciativa conjunta das Embaixadas da República Checa em Lisboa e Eslovaca com apoio da Juventude Musical Portuguesa. (entrada livre)
A 16 de Janeiro, às 19h, inicia-se no Institut Français de Portugal o Ciclo Cinemas do Mundo com a projecção do filme Luna Papa (1999) do realizador russo Bakhtiyar Khudojnazarov.
A 17 de Janeiro, a segunda conferência do ciclo Mudando de Mundo – Globalização e Conflitos no Novo Século por José Manuel Félix Ribeiro no Pequeno Auditório da Culturgest, às 18h30, terá por tema “Os EUA, os arquitectos da globalização – potência em declínio ou fénix renascida?”.
A 18 de Janeiro, no Foyer do Teatro Nacional de São Carlos, às 18h, o concerto do Ciclo Viagens da Minha Terra II é do Coro do Teatro dirigido por Giovanni Andreoli com Kodo Yamagishi ao piano tocando obras de Wolfgang A. Mozart e Antonio Salieri. (entrada livre)
A 18 de Janeiro, às 21h30 no Teatro da Trindade, estreia Yátra, um texto de Carla Vasconcelos, Hugo Sovelas e Maria João Miguel, encenado por Maria João Miguel e interpretado por Carla Vasconcelos e Hugo Sovelas, descrevendo os incidentes que, “ao volante de uma tricicleta, Maria Rosa e Jorge enfrentam, com o objectivo de espalharem as cinzas do irmão mais velho na Índia, numa travessia de 88 dias e 12 horas iniciada no Portugal Profundo, passando por Espanha, França, Itália, Grécia, Turquia, Irão e Paquistão até chegarem a Kochi na Índia”. (até 29/1, de 5ª a Sáb. 21h45, Dom. 17h)
Ainda a 18 de Janeiro, às 19h na Casa da América Latina, é projectado o documentário Las Dos Fridas que faz um retrato pormenorizado da personalidade de Frida Kahlo e dos seus posicionamentos políticos, bem como das relações amorosas, do romance com Diego Rivera, ainda o seu apego à droga e ao álcool até aos momentos que acompanharam a sua morte.
Conta com as colaborações de Luis Martín Lozano (director do Museo de Arte Moderno), Raquel Tibol (crítica de arte), Elena Poniatowska, Carlos Monsiváis, Guadalupe Rivera Marín, Isolda Kahlo, Rina Lazo (artista plástica), Juan Soriano (pintor), Arturo García Bustos (artista plástico), Leonardo Zamudio (cirurgião) e Teresa del Conde (crítica de arte).
A 19 de Janeiro decorre a terceira task performance (ver Pentacórdios anteriores) na Sala Polivalente do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Gulbenkian onde, às 15h (com entrada livre) se verão filmes experimentais desta vez de Roman Signer . Assim Actions 1975-1989 contêm uma compilação cronológica de filmes super-8 e registos vídeo realizados por Roman Signer e pela sua mulher Aleksandra desde 1975, para documentar estes trabalhos realizados em 1989 e recentemente transferidos para DVD. A sessão repete-se a 20 de Janeiro.
Também a 19 de Janeiro, na Sala de Espelhos do Palácio Foz, às 18h30, num Recital de Viola e Piano com o apoio da Juventude Musical Portuguesa, Gerardo Gramajo, viola e Alexandra Simpson, piano (solistas da Orquestra Metropolitana) tocarão de Carl Maria von Weber Andante e Rondo Ungarese, Op. 35, de Astor Piazzolla Café 1930, 2.ª peça da suite História do Tango, de F. Lopes-Graça 4 Peças em Suite, LG 102, para viola e piano e de Felix Mendelssohn Sonata para Viola e Piano.
Este concerto é repetido a 20 de Janeiro, às 19h no Liceu Camões (Concerto Aberto Antena 2).
Ainda a 19 de Janeiro, das 19 às 21h, decorrerá no Institut Français de Portugal mais um Bar das Ciências sob o título “O Quarto Estado da Matéria : dos ecrãs a plasma às estrelas” por Luís Lemos Alves do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IST).
Introduzindo : Os plasmas representam 99,9% da matéria do Universo. Este quarto estado da matéria é não só o elemento principal dos ecrãs a plasma como também o combustível das estrelas. Ele é o resultado do relâmpago e o mistério que explica as auroras boreais e está associado a muitos dos objectos que nos rodeiam: os faróis e os motores dos nossos automóveis, as lâmpadas nas nossas casas, as próteses nos nossos corpos, os circuitos integrados dos nossos telemóveis, as escovas de dentes nos nossos lavabos… Este bar das ciências propõe-vos uma viagem através do mundo fascinante dos plasmas. Terão também a oportunidade de assistir à criação de plasmas… (a palestra será em francês)
Outra conferência/debate terá lugar a 19 de Janeiro, às 15h, na Sala 4.2.07 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Cidade Universitária) sobre “Egas Moniz e Leucotomia na História da Psiquiatria”, por Zibgniev Kotovicz (Pós-Doc, CFCUL).
Inicia-se a 19 de Janeiro, às 22h, na Tenda do Chapitô, a representação de ÉDIPO making of que se prolongará até 11 de Março. Terá a encenação de John Mowat e a interpretação de Jorge Cruz, Marta Cerqueira e Tiago Viegas.
A ZDB (galeria Zé dos Bois), às 21h do mesmo 19 de Janeiro, apresenta na Igreja anglicana de St. George (ao Jardim da Estrela) um programa de invulgar excelência que traz de volta a Lisboa as experimentações transdisciplinares em música e vídeo do compositor norte-americano Phill Niblock. Figura da mais crucial importância no evoluir da estética minimalista ao longo dos últimos cinquenta anos, explora, normalmente através da incorporação de um conjunto de instrumentos convencionais como a guitarra eléctrica, o violino ou a flauta, as possibilidades microtonais do drone, sem paralelo na música contemporânea.
O programa prevê a estreia nacional de três composições de Niblock: “Hurdy Hurry”, “Organ” “2 Lips”. Entre os intérpretes, quatro improvisadores portugueses André Gonçalves, David Maranha, Manuel Mota e Margarida Garcia (em guitarras e, no caso de Maranha, também em órgão da igreja), e o artista sonoro francês Yven Etienne, que também irá a apresentar uma peça sua, UNUN (em hurdy gurry, instrumento de cordas, espécie de realejo mutante de potencial infinito). O próprio Niblock providencia a vertente vídeo da noite, com excertos manipulados das suas gravações “movement of people working”, resultado de olhares laboriosos na China, em Portugal e no Lesoto.
A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) oferece à população lisboeta (de entrada livre) concertos diversos dos seus agrupamentos.
Assim a 19 de Janeiro, teremos :
Às 18h30, na Sociedade Portuguesa de Autores, os Solistas da Metropolitana Nuno Inácio flauta, Ana Pereira violino, Ágnes Sárosi violino, Irma Skenderi viola e Ana Cláudia Serrão violoncelo tocarão de W. A. Mozart os Quarteto de Cordas n.º 15 em Ré menor, KV 421, Quarteto com Flauta n.º 3 em Dó maior, KV Anh. 171 e Quarteto com Flauta n.º 1 em Ré maior, KV 285.
O mesmo concerto terá lugar às 17h de 21 de Janeiro no Museu do Oriente.
Às 19h, no Corte Inglês, os Solistas da Metropolitana Liviu Scripcaru violino e Stéphanie Manzo harpa interpretarão de Camille Saint-Saëns Fantasia, Op. 124 e de Ludwig Spohr Fantasia para Harpa Solo, Op. 35 e Sonata Concertante, Op. 113.
O mesmo concerto terá lugar às 13h de 20 de Janeiro nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa (Concerto à hora de almoço).
Já a 20 de Janeiro, a OML disponibiliza os seguintes concertos :
Às 13h, no Foyer do Cinema São Jorge (Concerto à hora de almoço) os Solistas da Metropolitana Eldar Nagiev violino, Anzhela Akopyan violino, Andrei Ratnikov viola e Vladimir Kouznetsov contrabaixo tocarão de Wolfgang Amadeus Mozart os Quarteto de Cordas n.º 1 em Sol maior, KV 80, Quarteto de Cordas n.º 2 em Ré maior, KV 155, Quarteto de Cordas n.º 3 em Sol maior, KV 156 e Quarteto de Cordas n.º 4 em Dó maior, KV 157.
Às 18h30, na Casa Fernando Pessoa , os Solistas da Metropolitana Carlos Damas violino, José Teixeira violino, Valentin Petrov viola, Jian Hong violoncelo e Anna Tomasik piano executarão de Claude Debussy La fille aux cheveux de lin e La plus que lente e de César Franck Quinteto com Piano.
Às 19h, na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, o Solista da Metropolitana Nuno Silva clarinete dará um Recital de Clarinete Solo e Electrónica tocando de Steve Reich New York Counterpoint, de Jorge Campos Convergëre IV (estreia absoluta) e de Nikola Resanovic Atl.Music.Ballistix.
Este concerto é repetido a 21 de Janeiro, às 16h, no Museu da Música.
Também a 21 de Janeiro, a mesma Orquestra Metropolitana de Lisboa oferece concertos de entrada livre :
Às 16h, no Palácio Nacional da Ajuda, os Solistas da Metropolitana Bryony Middleton oboé, Jorge Camacho clarinete, Franz Dörsam fagote, Ricardo Silva trompa e Savka Konjikusic piano tocam de Wolfgang Amadeus Mozart Quinteto em Mi bemol maior, KV 452 e de Ludwig van Beethoven — Quinteto em Mi bemol maior. Op. 16.
Às 16h, no Museu Nacional de Arte Antiga, os Solistas da Metropolitana Daniela Radu violino e Peter Flanagan violoncelo interpretarão de Carl Stamitz Duo n.º 1 em Dó maior, Op. 19, Duo n.º 2 em Ré maior, Op. 19 e Duo n.º 4 em Lá maior, Op. 19 e de Ludwig van Beethoven Duo n.º 1 em Dó maior, WoO 27 e Duo n.º 2 em Fá maior, WoO 27.
Voltando a Sexta 20 de Janeiro, a Embaixada de França oferece, às 20h30, na Igreja de São Luiz dos Franceses (às portas de Santo Antão) um concerto pelo conhecido agrupamento Ars Antiqua de Paris que explora um repertório da Idade Média à Renascença e é composto por Joseph Sage, um contra-tenor com uma extensão vocal de três oitavas, Thierry Meunier, discípulo na guitarra e no alaúde de Javier Hinoosa, e Chistine Loosfelt, flautista Primeiro Prémio de Música Barroca dos Conservatórios Nacionais de França.
Do programa constam : Musique au temps de Saint Louis, Musique française du XIVème et XVème siècle, L’Âge d’or de la Musique espagnole (XVIème siècle), Shakespeare et la Musique élisabéthaine (XVIème siècle) e Musique française du XVIème et du XVIIème siècle.
Ainda a 20 de Janeiro, no Ondajazz às 22h30, Paulo de Carvalho prepara o lançamento do seu disco de 50 anos de carreira “partindo do universo do Fado, viajando por temas sobre Lisboa e vestindo-os de uma roupagem Pop Jazz”. Acompanham-no Victor Zamora no piano, Ruca Rebordão nas percussões, Leo Espinoza no contrabaixo e Marcelo Araujo na bateria.
O concerto repete-se no dia seguinte (21/1) à mesma hora.
Também a 20 de Janeiro, no Coliseu dos Recreios, às 21h30, Pedro Abrunhosa faz um espectáculo que intitulou “Canções”.
A Culturgest apresenta a 20 e a 21 de Janeiro no palco do seu Grande Auditório, às 21h30, o espectáculo de dança Vontade de ter Vontade , com direcção artística e coreografia de Cláudia Dias, interpretação de Cláudia Dias sobre texto de Cláudia Dias e Cátia Leitão que se pretende inspirado de obras como Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos de Tony Judt e Portugal – ensaio contra a autoflagelação de Boaventura de Sousa Santos.
Diz a criadora : “ Se eu ficar aqui, sempre no mesmo sítio, as coisas irão passar por mim em vez de ser eu a passar pelas coisas. O tempo irá passar lento, rotineiro, disciplinado e eu com ele à deriva… Como se não houvesse gravidade que me conectasse a um chão, a um território. Como se fosse aterritorial e apátrida na minha própria terra. Como se o país fosse um lugar distante, ao qual não pertencesse, do qual não fizesse parte. Como se não tivesse nada a dizer…”.
A 20 de Janeiro, às 22h, a Companhia Teatral do Chiado mostra no palco do Teatro-Estúdio Mário Viegas o espectáculo de comédia de improviso Os Improváveis de Marta Borges, Pedro Borges, Telmo Ramalho que a interpretam. O actor convidado nessa noite é Guilherme Fonseca, sendo substituído por André Nunes na repetição do mesmo a 27/1.
Ainda a 20 de Janeiro, o Teatro da Trindade estreia às 21h na Sala Principal, a peça Missa do Galo, uma produção da Câmara Municipal de Matosinhos da autoria de Carlos Tê e Manuel Paulo, com encenação de Luisa Pinto e interpretação de António Durães, Flora Miranda, Isabel Carvalho, João Miguel Mota e Rui David. Permanece até 29/1, às 16h.
Sinopse : A Missa do Galo segue livremente a estrutura dramática e litúrgica duma missa católica romana. Inspira-se nas velhas Missas do Galo transmontanas com desgarradas assentes em motes do Evangelho, acompanhadas à concertina, aqui substituídas por canções. O galo desta missa é o Homem que ascendeu ao poleiro da ciência e da tecnologia e que, perante o espelho da sua admirável prosperidade, tem um assomo de melancolia ao perceber que, apesar de ter tudo, continua a padecer da inveja, da mesquinhez e da ganância… O processo assenta numa espécie de monólogo shakespereano no qual o galo é visitado pelos seus fantasmas interiores, juízes da consciência que o vêm julgar por ter substituído o Humanismo dos últimos cinco séculos pelo neo-liberalismo dos últimos trinta anos, onde as pessoas são apenas números e estatísticas. O veredicto é ser transformado em arroz de cabidela, num sacrifício votivo e solsticial.
Já a 21 de Janeiro, às 18h, no Salão Nobre do Teatro de São Carlos, dentro do “Ciclo Vivaldi e Haydn” , a Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por Étienne Abelin (que também usará o violino) associada a Pavel Arefiev no violino, tocará um programa que inclui de Carlos Seixas a Sinfonia para orquestra e cordas, em Si bemol Maior, de Joseph Haydn a Sinfonia n.º 6, em Ré Maior, Le matin e a Sinfonia n.º 7, em Dó Maior, Le midi e de Antonio Vivaldi o Concerto para dois violinos, em Lá menor, op. 3 n.º 8, RV 522.
Também a 21 de Janeiro, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h, a Orquestra de Câmara Portuguesa dirigida por Pedro Carneiro, dentro da série OCP Espírito Mozart, irá abrir o concerto com o desconcertante trecho de Alfred Schnittke Moz-Art à la Haydn, seguindo-se-lhe a “frescura” da Sinfonia nº 94, A Surpresa de Joseph Haydn, para terminar com a última Sinfonia nº 41, Júpiter de W.A. Mozart.
Igualmente a 21 de Janeiro e no mesmo CCB mas no seu Grande Auditório, às 21h, faz a sua primeira apresentação em 2012 o agrupamento Orelha Negra, composto por Mira Professional mpc, Cruz dj, scratch, Gomes Prodigy teclados, Rebelo Jazz Bass baixo, guitarra e Ferrano bateria.
Ainda a 21 de Janeiro, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz, às 18h30, o Concerto Moderno dirigido por César Viana, uma orquestra de cordas formada por jovens instrumentistas da área de Lisboa, dará o primeiro concerto duma série este ano intitulado Jogos Venezianos onde serão tocadas obras de Antonio Vivaldi, sendo solista convidado o violinista Otto Pereira.
Compôem o conjunto os músicos Bernardo Aguiar, Catarina Veiga, Tomás Soares, Francisco Silva, David Alves, Catarina Lopes, Helena Azevedo, Rosa Sá e Inês Saraiva no violino, Miguel Vasconcelos, Joana Antunes e Sandra Raposo na viola, Beatriz Raimundo, Amélia Martins e Ângela Carneiro no violoncelo, Carlota Ramos no contrabaixo e Duncan Fox no cravo/contrabaixo.
Neste 21 de Janeiro, no Kunsthalle Lissabon (Av. Da Liberdade, 211 – 1º esq.) ocorre a última apresentação, às 22h e 23h, de “Pleasure Gardens”, uma performance de André Guedes que se afirma “uma reflexão sobre a possibilidade da aplicação das utopias sociais ou políticas a lugares e, neste caso, a uma paisagem não ocidental, exuberante e solar…”.
Conta com a participação de dois actores (Patrícia Andrade e Eduardo Breda) e dois músicos de gamelão de Java (Elisabeth Davies e Jorge Oliveira), instrumento tradicional de Java (Indonésia) que só faz sentido quando tocado colectivamente. A dramaturgia foi feita a partir de uma série de textos produzidos num período de intensa reflexão e acção política na Europa – entre 1881 e 1891 – por nomes como Paul Gaugin, Louise Michel, William Morris ou Oscar Wilde.
Por último, a 21 de Janeiro, às 18h30, tem lugar no Pequeno Auditório da Culturgest a terceira conferência mensal de Mário Moura, crítico de design, cuja ideia de partida foi “escolher um objeto, um livro, que permita, por sua vez, apontar para outros objetos, outros livros, mas também para exposições, filosofias, políticas, etc”.
Nesta palestra “Contemporânea, Grande Revista Mensal” o móbil será a revista Contemporânea, editada por José Pacheco entre 1922 e 1926, com as colaborações, nomeadamente, de Almada Negreiros e de Fernando Pessoa. Na época, foi tida como uma possível continuação da Orpheu, embora mais ambiciosa do ponto de vista gráfico.
No Coliseu dos Recreios, às 21h de 22 de Janeiro, apresenta-se pela primeira vez como cabeça de cartaz em Portugal a banda norte-americana heavy metal de Atlanta Mastodon, (segundo a Rolling Stone “the greatest metal band of their generation – no one else comes close”) para divulgar o CD saído em Setembro de 2011 The Hunter.
Para aqueles interessados nas Rotas do Azulejo na Cidade saibam que o PISAL (Programa de Investigação e Salvaguarda do Azulejo de Lisboa), recentemente criado para defender o importante património azulejar que se encontra em risco na cidade de Lisboa, organiza visitas que permitem dar a conhecer a história da cidade e chamar a atenção para a preservação dessas peças. Assim, a 17 de Janeiro (a terceira terça-feira de cada mês) realiza-se “Bairro Alto – azulejo nas fachadas, prostituição nas ruas”, tendo encontro marcado às 10h30 no café A Brasileira. Será um percurso pela transformação que o bairro sofreu a partir do terramoto de 1755 e, principalmente, após 1850, quando os edifícios se ornamentaram de azulejos.
Seguem-se a 25/1 (a 4ª Quarta-feira) “ Madragoa – do Lugar e das suas Gentes, dos Azulejos e das Varinas” (ponto de encontro: Chafariz da Esperança, às 10h30) e a 27/1 (a última Sexta-feira do mês) “Colina do Castelo entre Santos, Virgens e Burgueses” (ponto de encontro: Portas do Sol, às 10h30).
A fechar este Pentacórdio, caros leitores, lembramos que encerram Domingo 22 de Janeiro diversas exposições a que ainda não fizémos aqui referência.
Uma, no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, intitula-se Paisagem na Colecção do CAM e estará aberta de Terça a Domingo das 10h às 7h45. Localizada nas Galerias 1 e de Exposições temporárias, tem a curadoria de Ana Vasconcelos.
Diz o programa : “ Todos nós reagimos de alguma maneira à paisagem, às várias paisagens de que fazemos parte e às muitas paisagens que só conhecemos através de imagens, de representações. De todas estas fontes, acabamos por escolher as nossas paisagens favoritas, por oposição ou por identificação com o nosso ambiente quotidiano.
Uma paisagem é «a soma de todos os elementos que a nossa vista abarca num determinado espaço exterior»… Uma paisagem só acontece através do nosso olhar, que confere unidade – um enquadramento, uma moldura –, ao espaço visível exterior. Apesar de parecer sempre ali ter estado, no local onde a contemplamos, ela é uma consequência desse olhar culturalmente determinado, alimentado por textos e imagens que nos dão a ver, ao mesmo tempo que tomamos consciência do acto de ver. A paisagem é assim, o resultado de uma mediação cultural com a natureza, perspectivada por um olhar urbano”.
A exposição tem obras de Fernando Calhau, Alberto Carneiro, António Carneiro, Fernando Lemos, Luís Noronha da Costa, João Queiroz, Joaquim Rodrigo, Francis Smith, Ângelo de Sousa, Amadeo de Souza-Cardoso, entre outros.
Amadeo de Souza Cardoso Noronha da Costa Do Subnaturalismo Francis Smith (1881-1961) Vue sur
s/ título, 1912-13 ao Sobrenaturalismo (pintura Fria), 1988 la campagne (sem data)
Gabriela Albergaria Un Jardin à ma façon, 2006 Joaquim Rodrigo Trás-os-Montes, 1964 (têmpera sobre platex)
Outra,na Galeria de Exposições do Museu Gulbenkian, debruça-se sobre L’Hôtel Gulbenkian. 51 Avenue d’Iéna. Memória do Sítio e tem o mesmo horário da anterior, sendo a sua concepção de Teresa Nunes da Ponte e as fotografias de Jorge Molder.
A mostra dá a conhecer a história da Casa de Calouste Sarkis Gulbenkian em Paris, situada naquele endereço, em estreita relação com o percurso excepcional do seu proprietário, coleccionador e homem de negócios, e com a Fundação que legou a Portugal. Adquirida em 1922 pelo Coleccionador, para aí residir com a sua família e instalar a sua colecção de obras de arte, a Casa alberga hoje o Centro Cultural Calouste Gulbenkian (desde 1965). Para ilustrar a história deste lugar, desde as obras realizadas e os seus protagonistas, passando pelas vivências da Casa e a personalidade do seu proprietário, até às actividades do Centro e o seu futuro, em novas instalações, apresentam-se variados documentos, plantas, alçados, desenhos e dispositivos audiovisuais.
foto do Hôtel Gulbenkian Imagem da exposição escadaria na Av.d’Iéna,51
Duas exposições um pouco sui generis, a encerrar no mesmo 22 de Janeiro, são de fotografia de moda, organizadas por Institutos de línguas estrangeiras, a saber :
Na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional (a Belém), a exposição “Moda de Imagens – Imagens de Moda” (Bildermode-Modebilder) – “50 anos de fotografia de moda na Alemanha de 1945 a 1990” foi organizada pelo Goethe-Institut ou Instituto Alemão em Portugal.
Inclui, no entanto, muito mais do que apenas assuntos ligados à moda pois “a linguagem imagética de cada um dos fotógrafos, o modelo, a sua pose, tal como as roupas, os acessórios e a qualidade técnica da fotografia transportam inadvertidamente informações extraordinariamente interessantes acerca do espírito do tempo, das transformações sociais, dos códigos morais e dos sentimentos e desejos das pessoas duma determinada época. Tanto a crescente internacionalização das imagens de moda, cujo início se dá nos anos 60, como a renúncia a um ideal fotográfico que conferia à representação dos pormenores das criações dos costureiros o seu mais nobre objectivo, serão documentadas na exposição” (diz o seu texto).
Também o Institut Français du Portugal apresenta a exposição internacional de fotografia «Fashion Stills – Si la mode m’était contée» escolhendo para local na Avenida da Liberdade as salas do Sofitel Lisbon. Fotógrafos mundiais famosos – Derek Hudson, Francoise Huguier, Jean-Marie Périer e Gérard Uféras – imortalizaram, em 33 fotografias, momentos únicos do fascinante mundo da alta-costura de Dior, Chanel, Jean-Paul Gaultier ou Yves Saint Laurent, entre outros, e convidam a partilhar a intimidade dessas casas que construíram a tradição de luxo francesa (na foto, Y.Saint Laurent usado por Kate Moss, foto Derek Hudson)
Por último, encerra igualmente no Domingo 22 de Janeiro na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva a exposição de pintura “Vieira da Silva – Gerardo Rueda : um diálogo convergente”, comissariada por Bernardo Pinto de Almeida, que reúne e coloca frente a frente a obra dos dois artistas, revelando o diálogo sensível e intuitivo que transpira deste encontro.
Em tempos diferentes, Vieira da Silva e Gerardo Rueda revelaram interesse pela obra de Torres- García, Morandi e Klee, viajaram, convergiram para Paris e centraram as suas interrogações na problemática do espaço. Vieira da Silva foi uma referência para o jovem Rueda, tal como o foram outros pintores ligados à abstração lírica e à Escola de Paris, próximos da artista, como De Stäel, Bazaine ou Manessier. A consonância com a obra de Vieira da Silva é antes de mais, sensível e intuitiva, e o subtil diálogo secreto, segundo Bernardo Pinto de Almeida, é sugerido na narração discreta de correspondências poéticas e formais.
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