Começou no dia 13 de Janeiro, e vai até 8 de Abril a ILLUSTRARTE 2012, mostra a decorrer no Museu de electricidade.
50 ilustradores de 65 países enviaram as suas ilustrações, num total de 150, para esta 5ª edição que pretende ser um espaço de encontro e discussão da melhor ilustração para a infância internacional.
Entre os 50 artistas seleccionados há quatro autores portugueses: André Letria e Bernardo Carvalho, ambos já distinguidos com o Prémio Nacional de Ilustração, André da Loba e Daniel Lima, que apresentou uma ilustração tridimensional.
A par da exposição central, a Ilustrarte 2012 dedicará ainda uma retrospectiva ao ilustrador italiano Martin Jarrie, e terá um apontamento biográfico sobre o escritor português António Torrado.
Ora, irá ser sobre este autor, de livros infantis, mas também de peças teatrais e outras produções, que irei falar.
De um livrinho de 1971, da iniciativa do Prof. Calvet de Magalhães, com o título “As crianças entrevistam 16 escritores”, numa edição da Escola Preparatória Francisco Arruda, retirámos a entrevistam que 3 alunos fizeram a António Torrado, numa tipografia, onde estiveram a ver como se fazem os jornais.
“- Qual foi o titulo do seu primeiro livro?
– “A chave do castelo azul”.
– Como lhe nasceu a ideia de escrever livros para crianças?
– Quando tinha a vossa idade, ou ainda mais novo, lia muito, e ficava sempre decepcionado quando um livro acabava. Então, porque reler o mesmo livro não bastava, punha-me a inventar uma continuação que me mantivesse em companhia das personagens que comigo tinham vivido através do livro lido. Assim comecei a imaginar histórias, depois a escrevê-las e, mais tarde, quando descobri que já não era criança, fiz-me escritor para crianças e jovens.
– Que livro gostou mais de escrever?
– Ainda não escrevi esse livro.
(…)
– Acha que ser escritor é uma profissão?
– Pode ser uma profissão, mas a prova de que o não é está nisto: perguntariam vocês a um engenheiro se ser engenheiro é uma profissão? Não é uma carreira. São carreiras. Divido-me ou multiplico-me por várias tarefas, entre as quais a de escrever, tarefas que, afinal, podem levar à mesma estrada larga onde todos nós caberemos, alegremente, para nos sentirmos realizados. “



