Posted: 17 Jan 2012 04:53 AM PST

Nos ensaios clínicos, um grupo toma o medicamento testado e o outro um placebo (isto é, uma substância neutra), no caso das vacinas nada disso acontece, o grupo que deveria tomar um placebo toma na realidade uma outra vacina.
Isto deve-se ao facto de que se a vacina testada fosse comparada a um placebo, os efeitos secundários graves provocados pela vacina seriam tão frequentes e graves, que o laboratório farmacêutico em questão não conseguiria qualquer autorização de colocação no mercado.
Vejamos um exemplo prático:
A vacina Cervarix, do laboratório GlaxoSmithKline (utilizada contra o papilomavírus humano), terá sido avaliada em ensaios clínicos e continua a ser avaliada após a sua comercialização.
O principal desses ensaios, chamado de “Estudo Patricia”, foi financiado pelo próprio laboratório farmacêutico, o que em termos de independência deixa muito a desejar.
Mas o que o público não sabe, é que das 10 000 mulheres, entre os 15 e 25 anos, que foram divididas em dois grupos, metade tomava a vacina Cervarix e a outra metade, que deveria tomar um placebo, tomava realidade uma outra vacina do mesmo laboratório, a Havrix utilizada contra a hepatite A.
Tanto uma como a outra vacina continham alumínio, não é portanto surpreendente terem sido observados em cada um dos dois grupos, nada mais nada menos do que 10% de efeitos secundários graves.
A conclusão lógica a que o laboratórios chegou é que o Cervarix não apresenta mais efeitos secundários do que o grupo testemunho. Esta conclusão dá muito jeito, por que se o Cervarix tivesse sido comparado com uma substância neutra, em vez de uma outra vacina, teríamos 10% de efeitos secundários graves contra zero.
Mas o mais espantoso é o estudo concluir que apenas 0,1% desses efeitos secundários eram devidos ás vacinas, ou seja apenas um em cada 1 000. A pergunta legítima é: a que se deveu que uma em cada dez pessoas tenham sofrido desses efeitos, qualificados de graves, após a vacinação?
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22075171
Mesmo processo na Finlândia, um estudo com 70 000 indivíduos, entre os 12 e 15 anos de idade, a comparação entre os dois grupos, para avaliação dos efeitos secundários, desta vez foi feita com Engerix B, vacina contra a hepatite B responsável pelo maior numero de efeitos secundário pós-vacinação registado até hoje.
