LIVROS PROIBIDOS NOS ÚLTIMOS TEMPOS DA DITADURA- 21 – por José Brandão

 

 

 

 

 

Têmo-lo dito com frequência:  muitas vezes não conseguiamos compreender por que razão os livros eram apreendidos. Embora também acontecesse o contrário e ficássemos surpreendidos pela não apreensão de outros. Para usar um cliché – um manual de culinária editado na União Soviética, por mais inocente que fosse o seu conteúdo, tinha à partida menos hipóteses de sobreviver à luz do dia do que um ensaio de Castoriadis.

 

 

Temos nesta lista de hoje livros que era evidente não passarem pelo crivo censório – Duas tácticas, de Lenine, o Dossier Candidatura, do Sérgio Ribeiro, ou o Dossier Checoslováquia, com textos escolhidos pela Isabel do Carmo. Há uma coisa que ninguém que tenha vivido aquela época negará – divertiamo-nos à bruta. O nosso companheiro Hélder Costa bem o afirma em O Saudoso Tempo do Fascismo. Esclareça-se, antes que seja necessário fazê-lo, que nenhum de nós tem saudades do fascismo – temos saudades da juventude e de uma época em que tínhamos o objectivo de derubar o «saudoso» fascismo

 

2 Comments

  1. Acho que »Morreram pela Pátria” foi publicado antes. E quando um autor ia para a lista, mesmo que escrevesse um manual para a catequese, não passava. Só nos últimos tempos, segundo consta, houve um licenciado em letras encarregado de ler – até então a proibição era feita com base na lista. E em denúncias.

Leave a Reply to Augusta ClaraCancel reply