Quando o impensável é escrito: Aleitamento materno prejudica a eficácia das vacinas ! – por Octopus

 

Posted: 25 Jan 2012 04:57 AM PST

 

Um conjunto de pediatras lembrou-se de estudar o facto de algumas vacinas serem menos eficazes nas crianças dos países sub-desenvolvidos em relação às dos países industrializados. Até aqui tudo bem.

 

Chegaram à conclusão que a presença de grandes quantidades de IgA no leite materno inibe a eficácia das vacinas administradas. Até aqui, continua tudo bem.

 

O inacreditável está na conclusão do estudo: para eliminar esse problema, o aleitamento materno deveria ser atrasado de maneira a que as vacinas possam produzir o seu efeito.

 

Este estudo, publicado pelo “The Pediatric infectious disease journal”, pode ser lido aqui:

 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20442687?dopt=Abstract

 

Desde há muito tempo, que sabemos que o leite materno é o meio mais seguro e eficaz para reforçar o sistema imunitário do recém-nascido. Também está provado que as crianças amamentadas são mais resistentes às infecções, nomeadamente otites e gastroenterites. Vários mecanismos imunológicos e não-imunológicos contidos no leite materno opõem-se à proliferação bacteriana. Um desses mecanismos são os anticorpos.

 

Nota:

 

Anticorpos: são moléculas produzidas pelo nosso organismo pelo desencadear do mecanismo de defesa imunitária específica, em resposta à presença de um dado antigénio.

 

Antigénios: são moléculas estranhas ao organismo que, quando surgem no interior deste, levam ao desencadear de mecanismos de defesa, nomeadamente, de anticorpos. Sem querer entrar muito em pormenores, é de salientar que apesar do recém-nascido ter uma quantidade reduzida de anticorpos, ele não necessita deles em grandes quantidades, em condições fisiológicas normais, dado estar sujeito a estímulos antigénicos fracos.

 

No entanto, além dos anticorpos fornecidos pela mãe durante a gravidez por via trans-placentária, o leite materno contém uma grande quantidade de anticorpos específicos que vem assim preencher a fraca produção do recém-nascido. Sob a influência dos estímulos antigénicos externos, quando a criança chega a um ano de idade, já possui cerca de 80% da quantidade que terá na idade adulta. E isto tudo de uma forma perfeitamente natural. Portanto preconizar a suspensão do aleitamento materno para aumentar a suposta eficácia de vacinas de que a criança não necessita, não passa de um grande disparate.

Leave a Reply