por Rui Oliveira
1. Na sua meritória intenção de nos fazer ouvir a Orquestra Gulbenkian sob a direcção de diferentes maestros consagrados, vem a Lisboa Bertrand de Billy (Maestro Principal da Orquestra Sinfónica da Rádio de Viena) na Quinta 2 e na Sexta 3 de Fevereiro ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 21h e 19h respectivamente, para, com a colaboração da flautista francesa Sarah Louvion (da Orquestra da Ópera de Frankfurt) e do harpista francês Xavier de Maistre (da Orquestra Sinfónica de Viena) cumprir o seguinte programa :
Johannes Brahms Variações sobre um tema de Haydn, op. 56ª
Wolfgang Amadeus Mozart Concerto para Flauta, Harpa e Orquestra, K. 299
Ernest Chausson Sinfonia em Si bemol maior, op. 20
1a. No dia seguinte, Sábado 4 de Fevereiro, às 18h, a Met Opera Series em HD regressa após a pausa de Janeiro com uma proposta curiosa e pouco comum na Metropolitan Opera : a criação “The Enchanted Islands” (As Ilhas Encantadas), proposta pelo seu director Peter Gelb.
Trata-se dum espectáculo construído a partir de excertos de algumas obras-primas dos mestres barrocos que recupera as personagens que Shakespeare criou para Sonho de uma Noite de Verão , mas em The Enchanted Islands os amantes da peça naufragam realmente na lúgubre ilha de A Tempestade (também de Shakespeare), de acordo com um novo libreto esboçado por Jeremy Sams. Em fundo vão-se sucedendo árias de Händel, Vivaldi, Leclair e Rameau, entre outros, enquanto o maestro William Christie dirige um elenco de estrelas com David Daniels (Prospero) e Joyce DiDonato (Sycorax) como os temíveis adversários, Plácido Domingo como Neptuno, Danielle de Niese como Ariel e Luca Pisaroni como Caliban, além de Lisette Oropesa e Anthony Roth Costanzo que representam Miranda e Ferdinand. A ambiciosa produção é encenada e cenografada por Phelim McDermott e Julian Crouch.
2. Como é seguramente sabido, a coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker será, ao longo de todo o ano de 2012, artista residente na cidade de Lisboa dado ser “uma criadora tão plural ela própria, tão persistente na busca de diálogos entre disciplinas, de trânsitos entre o gesto de criação e a transmissão, mais organizada em programas de formação ou mais informal e permeável, quando se dirige às comunidades, também elas múltiplas e diversas”. Este é um programa da responsabilidade de diversas entidades: alkantara festival, Centro Cultural de Belém, Companhia Nacional de Bailado, Culturgest, EGEAC, Festival Temps d’Images, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Maria Matos e Teatro São Luiz.
O Centro Cultural de Belém (CCB) tem o privilégio de mostrar os trabalhos iniciais de A.T.D.K. (Anne Teresa De Keersmaeker) começando na Sexta 3 de Fevereiro, às 21h no Grande Auditório, com “Fase, four movements to the music of Steve Reich”, um bailado dançado por Anne Teresa De Keersmaeker e Tale Dolven e criado em 1982.
Em Fase, De Keersmaeker estabeleceu uma orientação importante para o seu trabalho posterior, intimamente ligada a uma relação específica entre a música e a dança. A primeira condição era que a dança nunca deveria ilustrar a música. A coreografia servia, isso sim, para articular certos princípios básicos de composição utilizados de forma independente e autónoma.
Fase consiste em três duetos e um solo, sobre quatro composições repetitivas daquele compositor minimalista americano. Steve Reich permite que os seus sons se transformem em ritmo e melodia e deslizem entre os instrumentos; a coreografia aplica o mesmo princípio de deslize de fase.
No Sábado 4 de Fevereiro é a vez de “Rosas danst Rosas”, estreado em 1983 e dançado por Sandra Ortega Bejarano, Tale Dolven, Elizaveta Penkóva e Sue-Yeon Youn. . A música, da autoria de Thierry De Mey e Peter Vermeersch, foi composta em paralelo com a coreografia. A peça é constituída por cinco partes, e tanto a dança como a música baseiam-se em princípios minimalistas e repetitivos. A intensa energia física da máquina corporal é temperada por uma série de “movimentos do dia a dia, familiares”: aí a abstracção converte-se numa série de pequenas narrativas emocionais concretas que o espectador reconhece e o comovem.
3. Na Culturgest prossegue o Ciclo Hootenanny na Quarta 1 de Fevereiro, às 21h30 no Pequeno Auditório, com a californiana Debbie Davies, ingressada nos blues na banda de Maggie Mayall e colega de Albert Collins nos Icebreakers, galardoada com o Blues Music Award de 2010 para a melhor intérprete tradicional, que traz a Lisboa o seu trio habitual com Debbie Davies na guitarra, Don Castagno na bateria e Mathew Lindsey no contrabaixo.
Na Sexta 3 de Fevereiro, no mesmo Pequeno Auditório às 21h30, a Culturgest traz surpreendentemente da Holanda um dos melhores executantes contemporâneos de boogie woogie, o pianista holandês Eeco Rijken Rapp que, com o baterista alemão David Herzel, tem participado em festivais de jazz e boogie por toda a Europa e que é conhecido pelo seu empenho no ensino deste estilo, nomeadamente em lições através do YouTube.
4. Na Quarta 1 de Fevereiro, às 18h no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos prossegue o Ciclo Viagens na Minha Terra com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos (sob a direcção musical de Giovanni Andreoli) a interpretar o Requiem em Dó menor, op. 23 (À memória de Camões) de João Domingos Bomtempo com a colaboração da soprano Filipa Lopes, da meio-soprano Maria Conceição Martinho, do tenor João Rodrigues e do baixo Costa Campos, tendo ao piano Kodo Yamagishi.
Requiem, Op. 23 de João Domingos Bomtempo pelo Coro e Orquestra Sinfónica da Rádio de Berlim (dir. Heinz Rögner)
com Ana Pusar-Jeric, Heidi Riess, Christian Vogel e Hermann Christian Polster
5. Na Quinta 2 de Fevereiro, na Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal, às 21h, celebra-se o décimo quinto aniversário da formação LOKOMOTIV, trio composto pelo experimentado contrabaixista Carlos Barretto, seu compositor principal, coadujuvado pelos não menos exímios Mário Delgado na guitarra e José Salgueiro na bateria. O seu último álbum, Labirintos (2010), gravado após sete anos de estrada pelo mundo fora, é uma das obras mais apreciadas do cruzamento intelectual e criativo destes artistas.
Por ocasião do aniversário de LOKOMOTIV, o produtor e realizador Alexandre Cebrian Valente lançou um DVD especial que poderá agora ser apreciado neste filme-concerto.
Nesse mesmo 2 de Fevereiro e na área do jazz, há no CCB, às 22h (no hall da recepção do Centro de Reuniões) o reinício das sessões Dose Dupla Jazz a dois dirigidas por Maria Viana e João Moreira dos Santos. Apresenta-se aí Jazzafari, um jovem cantor português e uma das poucas vozes masculinas a afirmarem-se presentemente no panorama do jazz nacional. Formado na prestigiada escola Taller des Musics, em Barcelona, tem demonstrado um particular talento para o bebop, partilhando o palco com o versátil e aclamado pianista cubano Victor Zamora, capaz de navegar tanto pela música latina, como pelo jazz clássico e moderno.
Jazzafari no Jardim Botânico da Ajuda, Lisboa 2011
Cordas sobresselentes
A 29 de Janeiro, às 18h na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, tem lugar o recital de encerramento da “Violin Masters 2012” onde, além da apresentação dos seus melhores alunos, haverá um concerto pelo professor desse curso, o cubano Roberto Valdès, actual director da Camerata Ensemble da Guarda, que interpretará a Sonata Kreuzer para violino em lá maior, op. 49 de Ludwig van Beethoven.
A 30 de Janeiro, às 19h, o ciclo Cinema do Mundo traz ao Auditório do Institut Français de Portugal um filme do haitiano Raoul Peck intitulado Lumumba (2000), uma produção França/República do Congo, com Ériq Ebouaney, Alex Descas, Maka Kotto, Cheik Doukouré, Mariam Kaba, Théophile Moussa Sowié, Dieudoné Kabongo, Pascal Nzonzi e Bouli Lanners que esteve presente na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes de 2000.
O realizador (curiosamente ministro da Cultura do Haiti entre 1996 e 1997) já realizara, após o seu primeiro filme Haïtian Corner (1988), um documentário Lumumba – La mort d’un prophète em 1991 e aqui dá um retrato matizado do herói da independência congolesa, sendo mais um exemplo da vitalidade do cinema fora dos circuitos norte-americano e europeu.
A 1 de Fevereiro, na Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal, às 21h, num cine-concerto, Rodrigo Areias apresenta Estrada de Palha, um western alentejano que nos conta o embate trágico entre o aventureiro em busca de justiça e um mundo onde os poderosos fazem e aplicam a sua própria lei. Concebido livremente a partir de Desobediência Civil de Henri Thoreau, é a resposta de um jovem cineasta português à distância entre os códigos da vida e o exercício do poder e uma metáfora visceral de um mundo, bastante próximo, “onde os modos de governação geram uma exclusão que não é menos violenta por ser ‘apenas’ económica”.
A interpretar ao vivo a banda sonora estarão The Legendary Tigerman e Rita Redshoes que foram buscar instrumentos improváveis como o marxophone (uma espécie de cítara sem qualquer conotação política) ou o violin-uke (fusão surpreendente entre o erudito violino e o popular ukulele).
A 1 de Fevereiro, às 19h, há mais um Concerto Antena 2 desta vez na Academia das Ciências de Lisboa com a Orquestra de Câmara da GNR(dir. maestro Jean-Sébastien Béreau, aluno de Darius Milhaud e Olivier Messiaen e colaborador de Pierre Boulez e Leonard Bernstein) e a pianista Ana Telles [Bachelor of Arts (Piano Performance) na Manhattan School of Music, Master of Musical Arts na New York University e Doutorada em História da Música e Musicologia na Universidade de Paris IV – Sorbonne], com a participação especial de Cândido Fernandes ao piano. Do programa constam de Francis Poulenc Deux marches et un intermède, de Darius Milhaud Carnaval de Londres Op. 172 e Carnaval d’Aix Op. 83b e de Jacques Ibert Divertissement. (entrada livre)
Também a 1 de Fevereiro, às 21h, Rodrigo Leão volta a apresentar no Gande Auditório do CCB o seu novo disco A Montanha Mágica.
Ainda a 1 de Fevereiro, mas às 14h30, os interessados em Saúde Pública, poderão ouvir na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (anfiteatro da Fundação FCUL no piso 3 do Bloco C1) a conferência da Profª Cécile Viboud do National Institutes of Health (Maryland, USA) sobre The Epidemiology of Pandemic and Epidemic Influenza. A palestra, seguida de debate, focará as lições retiradas das pandemias passadas e descreverá os esforços adequados a esclarecer a dinâmica espacial e temporal dos vírus da influenza (vulgo gripe), através de uma multiplicidade de análises matemáticas das estatísticas vitais multinacionais e da sequenciação genética das diversas estirpes virais.
A 2 de Fevereiro, às 18h30, no Museu do Oriente, na conferência “Colon, Gama, Cabral e Magalhães : quatro portugueses precursores da globalização ?” os oradores José Mattos e Silva e António Mattos e Silva descreverão como os quatro portugueses referidos deram a conhecer à Europa medieval os principais restantes continentes, o que permitiu às duas grandes potências da época, Portugal e Espanha, assegurar o controlo das mais significativas rotas comerciais e no final da sessão apresentarão provas da identidade de Cólon e dos seus pretensos irmãos.
No Ondajazz, às 22h30 de 2 de Fevereiro, o Selma Uamusse Nu-Jazz Ensemble (Selma Uamusse voz, Kika Santos voz, João Cabrita saxofone, Diogo Santos piano, Augusto Macedo contrabaixo, Nuno Marinho guitarra, Gonçalo Santos bateria) trará, como nas subsequentes Quintas-feiras de Fevereiro e Março, desde ritmos africanos a gospel, jazz, soul, blues sempre “servidos com descontracção e boa disposição”.
A 2 de Fevereiro, às 23h30 no MusicBox, o músico português Walter Benjamin (de seu nome Luis Nunes) apresentará os temas do seu novo disco (a editar em Março) criado com Jakob Bazora, sendo acompanhado pelos seus músicos habituais Manuel Dordio (guitarra), João Correia (bateria) e Nunão (contrabaixo).
No Teatro Villaret estreia a 2 de Fevereiro, às 21h (e até 11 de Março), Commedia A La Carte – “R/C Dtº”, uma comédia de improvisação variável todos os dias, pelos actores Carlos M.Cunha, César Mourão e Ricardo Peres.
No Maria Matos Teatro Municipal, estreia a 3 de Fevereiro na Sala Principal às 21h30 a produção coreográfica da TOK’ART “You never know how things are going to come together”, uma criação de André Mesquita para seis bailarinos (Teresa Alves da Silva, Sylvia Rijmer, Filipa Peraltinha, André Garcia, Guzmán Rosado e Marco Ferreira) inspirada no livro de David Brooks, O Animal Social, que desvenda novas perspectivas sobre o inconsciente. Diz o coreógrafo, recém-chegado do Danish Dance Theatre e do Tanz Luzern Theater, “o propósito da vida não está no conhecimento racional de nós próprios, mas sim em nos perdermos … Como na vida, também na criação coreográfica nunca se sabe como os elementos irão alinhar-se …”.
No Ondajazz, às 22h30 de 3 de Fevereiro, o Dan Hewson Trio (Daniel Hewson pianoI, Francisco Brito contrabaixo e Vasco Furtado bateria) tocará principalmente as composições do pianista (com influências dos trios de Brad Mehldau, Esjborn Svensson e Chick Corea) e alguns temas do seu disco “A Day in Cadiz” (editado em 2007) e temas novos a gravar em 2012.
No mesmo Ondajazz, às 22h30 de 4 de Fevereiro, actua o Steve Mariat Jazz Quartet composto por Steve Mariat voz, Diogo Vida piano, Massimo Cavalli contrabaixo e Jorge Moniz bateria.
Nesse 4 de Fevereiro, às 21h no Teatro Nacional de São Carlos, a abrir o Ciclo William Walton, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (dir. Martin André) com Pavel Gomziakov no violoncelo tocará de Richard Wagner Lohengrin (Prelúdio do Acto I e Prelúdio do Acto III), de William Walton Concerto para violoncelo e de Antonín Dvorák Sinfonia n.º 8, em Sol Maior, op. 88.
Ainda a 4 de Fevereiro, às 21h na Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal, o espectáculo “Senhora da Noite” (uma homenagem ao estatuto criativo da mulher) de Mísia representa um “claro retorno ao fado tradicional, o terreno emocional mais íntimo da cantora”. Nessa gravação a poesia é escrita exclusivamente por mãos femininas: por escritoras e poetisas, como Agustina Bessa-Luís, Hélia Correia, Lídia Jorge, Florbela Espanca, Natália Correia, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Rosa Lobato de Faria ou por cantoras e fadistas, como o caso de Amália Rodrigues, Amélia Muge, Adriana Calcanhotto e Aldina Duarte ou a própria Mísia.
Na véspera, a 3 de Fevereiro, no Jardim de Inverno do São Luiz TM, às 19h, Lídia Jorge, Amélia Muge e Teresa Villaverde estarão à conversa com Mísia sobre a gestação daquele disco, num encontro (de entrada livre) moderado por Nuno Pacheco.
No Domingo 5 de Fevereiro, no cinema São Jorge, às 17h, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção musical de Michael Zilm com Paulo Gaio Lima no violoncelo, executará um programa onde figuram de Arthur Honegger Pastoral de Verão, de Paul Hindemith Kammermusik n.º 3, Op. 36/2 e de Ludwig van Beethoven Sinfonia n.º 8 em Fá maior, Op. 93.
O concerto será comentado por Rui Campos Leitão e terá entrada livre.
Alerta-se para que a exposição “Roald Amundsen, o Primeiro Homem do Mundo no Pólo Sul”, inaugurada no Museu da Farmácia a 14 de Dezembro passado, data em que se comemoravam 100 anos sobre a data em que o norueguês Amundsen atingiu aquele extremo Sul, irá encerrar no próximo dia 15 de Fevereiro.
Relembrando a história : “A 10 de Agosto de 1910, o veleiro Fram partia da cidade de Kristiansand na Noruega, para chegar a 6 de Setembro, ao Funchal na Madeira. A grande maioria dos tripulantes acreditava que a viagem seguiria em direcção ao Pólo Norte, contudo, após alguns dias no Funchal, Amundsen anuncia ao resto de sua tripulação a sua mudança de planos e, sem hesitação, no dia 10 de Setembro, a escuna parte em direcção à Antárctida. Por ocasião da estadia no Funchal, vários integrantes da tripulação norueguesa escreveram um diário e, pela primeira vez na história, são apresentados nesta exposição singular, fotografias, trechos de diários e outros materiais da passagem no Funchal, bem como da viagem ao Pólo Sul.
A mostra tem entrada gratuita e estará patente ao público na Rua Marechal Saldanha, nº 1, em Lisboa, das 10h00 às 18h00, numa organização da Real Embaixada da Noruega em Lisboa.
Por último, assinalamos um filme em exibição há poucos dias do realizador norte-americano Alexander Payne onde George Clooney terá sido, segundo a Associação que atribui os Globos de Ouro, “o melhor actor num filme dramático” em 2011. Trata-se de Os Descendentes (The Descendants, 2011), também premiado como “melhor filme dramático”, um melodrama baseado no romance homónimo da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings de 2007. Nele “um advogado (Matt King), a viver no Hawai, vê a vida a cair-lhe em cima toda ao mesmo tempo, com a mulher em coma profundo no hospital, duas ilhas adolescentes em crise e um terreno familiar que tem de ser vendido rapidamente envolvendo complicadas reuniões com primos afastados e próximos”.
Há críticos (J.L.R.) que veem no humor particular do filme, “cruel no destapar das fraquezas humanas” mas onde “em muitas cenas a hipótese de riso se estrangula”, semelhanças com os Tempos Modernos de Chaplin, o que é um ponto a favor para aqueles que ainda o não viram, como é o nosso caso.
Os principais actores são, além de George Clooney, Shailene Woodley, Beau Bridges, Amara Miller, Nick Krause, a par de muitos outros.
Caros leitores, as opções permanecem um pouco exíguas mas, com boa vontade, pode organizar-se um bom itinerário semanal, seguindo (ou não) os nossos palpites …








