LIVROS PROIBIDOS NOS ÚLTIMOS TEMPOS DA DITADURA- 28 – por José Brandão

 

No princípio dos anos 60, a polícia política não dava muita importância à poesia. A própria comissão de censura,  a não ser quando o autor já er conhecido com «subversivo», não perdia tempo a ler poemas. Nos distritos havia um censor, geralmente um coronel de cavalaria na reserva, que centralizava a análise aos jornais da região. O de santarém, por exemplo, dizia que não perdia tempo com aquelas coisas «às escadinhas»… Talvez tenham sido os cantores de intervenção, José Afonso, Adriano Correia da Oliveira, Francisco Fanhais, Luís Cília… musicando versos de poetas, que mudaram essa distracção. Nestes dez livros, encontramos Eduardo Olímpio, Ary dos Santos, Papiniano Carlos… E além dos poemas, temos o «divino Marquês de Sade».

 

 

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