Olhai os lírios do monte

Sempre Galiza!

Sempre Galiza!

 

 

 Olhai os lírios do monte

 

 

 

 

 

“Nos lugares remotos do Gerês há uma planta que produz um lírio azul, planta endémica e maravilhosa. (…) Penso nela como sendo um olhar que a terra ergue das suas profundezas e que nos empresta para que os segredos novos nos sejam apontados. Pois é a terra quem nos persuade aos caminhos que ela tem ainda invioláveis. Um lírio azul que parece perdido nas alturas roqueiras é talvez algo mais do que a Iris Boissieri; é um olhar que nos vigia, passe a candura poética.”

 

Agustina Bessa Luís

 

 

O Lírio do Monte (Iris Boissieri) é por muitos tido como a planta galego-portuguesa por excelência.

 

Encontra-se apenas no norte de Portugal, na serra do Gerês, e na Galiza.

 

É também comummente conhecido por Lírio do Gerês ou por Lirio do Xurés.

 

É uma planta endémica do noroeste peninsular, catalogada como em perigo de extinção, que na Galiza só se conserva nas serras do Xurés e Santa Eufemia (Ourense), no Courel (Lugo) e, na provincia da Corunha, no Monte Pindo – embora aqui os especialistas a tenham dado por desaparecida.

 

Daí o apelo feito pela Associação Monte Pindo Parque Natural para que com ela entre em contacto quem aviste algum exemplar da espécie no Monte Pindo, onde o habitat estaria nas fendas das grandes rochas graníticas.

 

O pedido é para que além da eventual documentação fotográfica tomem nota da sua posição exacta (coordenadas gps ou referências visuais fidedignas) para transmissão à Associação Monte Pindo.

 

A associação lembra que qualquer dano provocado a uma iris boissieri, bem como a qualquer outra espécie em perigo de extinção, é, de acordo com a lei vigente, suscetível de penalização com multa até 300.000 €.

 

Dados gerais do Lirio do Monte

 

  • Nome comum: Lirio do Xurés ou Gerês ou Lirio do Monte
  • Nome científico: Iris boissieri Henriques
  • Altitude: 500-1.450 m
  • Habitat: Solos pouco profundos sobre rochas graníticas
  • Fitosociologia: Pterosparto lasianthi-Ericetum aragonensis
  • Biotipo: Geófito bulboso
  • Biologia reprodutiva: Monoica
  • Floração: V-VI (VII)
  • Fructificação: VII-VIII
  • Expressão sexual: Bissexual
  • Polinização: Entomófila
  • Dispersão: Barocoria
  • Nº cromossomático: 2n = 36
  • Reprodução assexual: Divisão do bolbo

 

 

 

 

 

Identificação

 

Geófito com bolbo de túnica membranosa. Folhas dimorfas, as inferiores compridas, as distales mais curtas, de limbo amplo, transformando-se gradualmente em espatas. Tronco terminado numa só flor, excepcionalmente duas. Corola violácea, divisões externas com uma franja central amarela e tricomas da mesma cor.

Distribuição

Galiza e norte de Portugal.

 

 

Na Galiza está presente, em Ourense, nas serras de Xurés, Santa Eufemia e em Baltar, em Lugo, na serra do Courel e, na Corunha, nos montes do Pindo.

 

No norte de Portugal encontra-se na serra do Gerês.


Ameaças

 

Incêndios. Abandono da pastorícia. Apanha da flora. Parasitismo.

 


Reino:    Plantae

 

Filo:        Magnoliophyta

 

Classe:   Liliopsida

 

Ordem:  Asparagales

 

Família:  Iridaceae

 

Género: Iris

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