Os habituais livros que de antemão se sabia irem ser apreendidos, contando-se com a inépcia da polícia para vender rapidamente e ter uma boa quantidade de exemplares a bom recato – depois de proibido o livro vendia-se ainda melhor. Uma das operações de maquilhagem a que Marcelo procedeu, foi a de extinguir a Comissão de Censura – os directores de jornais e revistas, passaram a ser os responsáveis pelo que editavam. Muitas vezes esses directores e editores exerciam uma censura mais feroz do que a extinta comissão. Foi uma medida maquiavélica, pois meteu na cabeça de cada jornalista um censor privado. Chama-se a atenção para um livro do jornalista de O Século, Adriano de Carvalho – uma selecção de textos de Guevara, antecedidos de um excelente prefácio do Adriano.

