José Magalhães Godinho, Salgado Zenha, José Cardoso Pires, Jorge Amado, Bernardo Santareno, o quase inevitável José Vilhena e o Kama Sutra – aqui temos um leque de “malfeitores”, de “poluidores de consciências” que a prestimosa PIDE retirava do caminho dos portugueses. José Magalhães Godinho, Salgado Zenha, José Cardoso Pires, Jorge Amado, Bernardo Santareno, o quase inevitável José Vilhena e o Kama Sutra – aqui temos um leque de “malfeitores”, de “poluidores de consciências” que a prestimosa PIDE retirava do caminho dos portugueses
O trabalho de José Magalhães Godinho, editado em 1969, em sete cadernos, compreende-se perfeitamente que não tenha agradado aos poderes políticos, tanto mais que era ano de eleições – as primeiras sem Salazar. Hoje o nosso comentário vai incidir sobre um texto dramático de Bernardo Santareno, publicado em 1966. “O Judeu” é António José da Silva, autor de comédias e óperas, um cristão-novo que nasceu em 1705 e cujo processo inquisitorial se baseou em falsos depoimentos de espiões infiltrados na prisão – foi executado. A analogia dos processos inquisitoriais com os da policia política, era clara. Daí a proibição.

