DOCUMENTÁRIO “QUEM VAI À GUERRA” – A QUERRA COLONIAL 50 ANOS DEPOIS – VISÃO DAS MULHERES por Clara Castilho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A guerra colonial iniciou-se há cinco décadas. Vários militares que nela participaram têm escrito sobre essa experiência. Mas interessa também ver a visão das mulheres. Há romances que sobre isso se debruçam, estudos, filmes.

 

O documentário “Quem Vai à Guerra” da realizadora Marta Pessoa, que já tinha filmado a “prisão” dos idosos lisboetas em “Lisboa Domiciliária”. Segundo as informações fornecidas, trata agora um lado “invisível” da Guerra Colonial, o das mulheres que, de alguma forma, participaram no conflito. É a visão de 20 mulheres que ficaram na “metrópole” a tratar dos filhos, das terras, garantir o sustento. À espera dos maridos ou dos namorados, e de algumas que ficaram viúvas.


 Depois do filme acabado, a realizadora considerou que “muita coisa ainda estava para ser resolvida, discutida, mostrada… a guerra ainda não acabou, a Guerra Colonial ainda anda aí. Não se fez o luto, não se fez a catarse”.

 

Este filme retoma o tema da “invisibilidade” da mesma forma com que “Lisboa Domiciliária” já tinha sido olhada. Um outro surgirá, completando uma trilogia, com esta mesma perspectiva. Deixando o suspense no ar, abordará “pessoas que não são muito visíveis”.

 

 

 

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