Haveria muito para dizer sobre a crise económica que nos afecta de uma forma brutal, nomeadamente as declarações de Paul Krugman, prémio Nobel da Economia, que relativiza a importância da dívida, discorda das medidas de austeridade e afirma que o papel que o Governo português pode ter neste contexto é mínimo. E propõe que os vencimentos baixem. Temos também a opinião de David Marsh, o historiador do euro, dizendo que os maus da fita não estão em Lisboa nem em Atenas, mas sim em Bruxelas. Também podíamos aludir às curiosas declarações de Alberto João Jardim que se referiu ao executivo com «esses rapazinhos que estão lá no Governo»…
Assuntos não nos faltariam. Mas esse tipo de notícias têm sido os temas dos nossos editoriais. Porém, hoje vamos olhar para dentro e falar do blogue que no próximo dia um de Março completa seis meses de edição regular. Temos tido uma evolução positiva, com o número médio de visitas a fixar-se nas 600 diárias. A quantidade e a qualidade dos colaboradores é também bastante satisfatória. O único senão é a diminuta participação dos leitores, visível na baixa quantidade de comentários aos posts que publicamos. Naturalmente que, como vemos noutros blogues, um elevado número de comentários é muitas vezes obtido pela artificialidade de os bloguistas se comentarem entre si, com numerosas intervenções do autor do post, contestando, concordando, agradecendo…
Com pequenos ajustamentos, temos mantido o mesmo tipo de programação com que começámos. Vamos, no começo da Primavera, proceder a uma reformulação. Não vamos dizer como vai ser, até porque ainda está tudo em discussão. Tentaremos que os posts sejam mais curtos e que, nas séries, cada um deles possa ser lido autonomamente. Porém, este desiderato só é atingível nos trabalhos concebidos expressamente para este meio. Outro objectivo é o de procurar dosear as temáticas da forma o mais equilibrada possível – sem deixarmos de nos preocupar com matérias importantes como a análise política e económica, continuaremos a dar atenção às questões relacionadas com a literatura e a arte.
A viagem dos argonautas prossegue sem incidentes de monta, embora o mar em que navegamos esteja encapelado. Agradecemos a todos os que colaboram – aos que escrevem e aos que lêem.

