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LEITURA FURIOSA
11, 12 e 13 de Maio A Leitura Furiosa é um acontecimento anual que dura três dias. Um momento de encontro de pessoas «zangadas com a leitura» com escritores. O momento único que permite a um não-leitor aproximar-se, com um escritor, da escrita. Cada um faz ouvir a sua voz e segue um outro caminho. E isto acontece ao mesmo tempo em Lisboa (Casa da Achada), no Porto (em Serralves), em Beja (na Biblioteca Municipal), em Amiens (França) e em Kinshasa (R. D. do Congo). Vários pequenos grupos de gente zangada com a leitura convivem durante um dia com um escritor, como entenderem fazê-lo. À noite, o escritor escreve um pequeno texto que oferecerá ao grupo quando, no dia seguinte, voltar a encontrar-se com ele. Passarão todos por uma livraria, por uma biblioteca. Os textos são ilustrados, paginados e os que vêm de França e Kinshasa traduzidos. No domingo, terceiro dia do encontro, são tornados públicos numa sessão de leitura feita por actores e não-actores, alguns deles musicados e cantados, e publicados numa brochura. Neste ano, juntámos um grupo do Recolhimento da Encarnação com a escritora Filomena Marona Beja, do Recolhimento de São Cristóvão com Jacinto Lucas Pires, do Centro Social Polivalente de São Cristóvão São Lourenço comJaime Rocha, da Escola n.º 10 do Castelo com José Mário Silva, do Centro Social da Sé com Margarida Vale de Gato, da Escola Secundária Gil Vicentecom Miguel Castro Caldas, do Centro de Apoio Social dos Anjos com Nuno Milagre, do Centro de Acolhimento para Refugiados do CPR com Rosa Alice Branco. Quem imaginou, há quase 20 anos, a Leitura Furiosa foi a associação Cardan, duma cidade do norte da França, Amiens, que trabalha para tornar o saber acessível àqueles que dele são excluídos, para quem o saber e a cultura devem nascer de uma ligação com o conjunto da sociedade, para quem a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que não a praticam. |
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MÁRIO DIONÍSIO, O PROFESSOR Sábado, 5 de Maio, 16hNesta 4ª sessão sobre as várias facetas da obra de Mário Dionísio, acontece um encontro sobre o seu papel como professor, e quem nos vem falar disso é Rui Canário, também professor e investigador na área das ciências da educação. Rui Canário realizou uma palestra sobre Mário Dionísio e a Educação, «Criar e viver», na abertura da Casa da Achada, em 2009, que pode ser consultada aqui. «As linhas gerais da reforma da educação portuguesa só podem ser as que conduzam à real democratização da sociedade portuguesa e a consolidem. Não há democratização possível sem que se dêem a todos os portugueses (sublinhar bem todos) condições iguais de acesso à cultura, visando, simultaneamente, o processo de descoberta e realização das tendências e aptidões de cada um e a sua integração num plano geral de desenvolvimento de todo o povo português. E nada disto é possível sem que as medidas de carácter pedagógico e didáctico, que urge tomar, se articulem com profundas alterações de carácter económico, social e político. Falar em reforma da educação é falar em reforma de todas as estruturas, ou, mais honestamente, em revolução.» Mário Dionísio, «”Sinais & circunstâncias”: Depoimento de Mário Dionísio» (Junho de 1974), Entrevistas (1945-1991). |
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CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segundas-feiras, 18h30
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Em Maio começa a leitura do capítulo «Determinação de (R)» do livro O que é a arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Helena Barradas. «E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.” Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.» Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990) |
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CICLO DE CINEMA
POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segundas-feiras, 21h30 Agora que nós-números (e não pessoas) temos pouco a ver com a política – diz-nos quem está no poder. Porque ela pertence aos governos, aos partidos e a mais ninguém. Ora, as nossas vidas são determinadas por ela. No nosso quotidiano há o que os outros fazem «por» nós e o que nós fazemos ou não fazemos, dizendo sim ou não. Política não é só a tomada do poder e o que se foi fazendo, com sucesso ou não, por meios «legais» para o alcançar. Além do Poder há poderes. Levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções são Política. De que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. A política, e também a do dia-a-dia, com muitas histórias dentro, encontramo-la nas artes – e o cinema é uma delas. Temas e sobretudo modos diferentes de fazer as artes. Ao contrário do que muitas vezes se diz, a política não é distinta da arte. É parte dela. Com aquela ideia de que se vive melhor conhecendo o que está escondido. Segunda-feira, 7 de Maio, 21h30 Segunda-feira, 14 de Maio, 21h30 Segunda-feira, 21 de Maio, 21h30 Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30 |
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HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
AS APARIÇÕES DE FÁTIMA com Padre Mário de Oliveira
Sexta-feira, 18 de Maio, 18h Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder e sobre a Comuna de Paris. Desta vez vamos falar sobre as aparições de Fátima a 13 de Maio de 1917 comPadre Mário de Oliveira. |
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LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
OS LUSÍADAS LIDO POR LUÍS MIGUEL CINTRA
Sábado, 19 de Maio, 16h
24.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida». Luís Miguel Cintra vem ler extractos de Os Lusíadas de Luís de Camões. |
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OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingos, 6, 20 e 27 de Maio, das 15h30 às 17h30
Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes – Miguel Serras Pereira (6 de Maio), João Paulo Esteves da Silva (20 de Maio) e Regina Guimarães (27 de Maio) – vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. |
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SABIA QUE?… |
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… nas horas de abertura, é possível:
… cedemos a sala para:
… em Alhos Vedros:
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