Ouvimos o grande tenor Alfredo Kraus interpretar a versão em castelhano de Ramona, uma canção
criada em 1928 para um filme de Dolores del Río por L.W. Gilbert e M. Waine. Mas há uma história associada à canção que, como puderam ouvir, além de muito romântica, tem uma melodia simples e fácil de memorizar.
Os mais jovens talvez já não associem a palavra Ramona às coisas más que os mais velhos a ligam. Os carros da polícia política e depois, por extensão, todos os carros poíciais, eram designados por «ramonas»- Há uma lista interminável de azares sucedidos a figuras públicas após terem escutado a canção. Fala-se de um barco italiano, um paquete que naufragou quando a orquestra de bordo executava Ramona… Nós, os tripulantes da Argos, não somos supersticiosos – há quem diga que dá azar!


Melodia “Eterna” que desde criança (cantada pela minha mãe) me ficou com sinal de afetividade. Interpretação se par. LM – Lisboa