Com esta operação a Companhia foi colocada nos píncaros e, os militares começaram a ficar um pouco vaidosos e, tinham razão para isso. Abro aqui um parêntesis para realçar as qualidades combatentes do Furriel Borges de Oliveira, que nesta operação foi a figura de destaque, quer moralizando o pessoal, quer comandando, na medida em que durante o combate apenas se ouviu a sua voz de comando. Foi louvado pelo comandante da Companhia, comandante do Batalhão, comandante do Sector e ainda pelo General comandante da Região Militar de Angola.
Posteriormente foi condecorado com a Cruz de Guerra de 4ª Classe e recebeu a Medalha de Mérito Militar.
As operações não ficaram por aqui, claro está, e outro momento de destaque para a Companhia foi já praticamente no fim da Comissão em que foram feitos 40 prisioneiros numa Operação que foi o fecho operacional desta Companhia, juntamente com um grupo de combate da Companhia de Artilharia 3375, que se encontrava no Mutumbo e cuja missão era reforçar a nossa depauperada tropa.
O MPLA encontrava-se agora fixado para lá do Rio Bala, nomeadamente na área definida pelos rios Chiueze e Chinhondze. Não foram detectados quaisquer movimentos para aquém do Rio Bala. Este facto ficou a dever-se à intensa actividade das Nossas Tropas na área, que desarticulou o dispositivo inimigo, tendo originado deserções nas hostes do Inimigo. Segundo informações de capturados e apresentados, o inimigo lutava com grandes dificuldades de alimentação, armas e munições. Não se previam alterações sensíveis à actua situação.
A UNITA voltou a revelar-se durante este período a norte de Samaximbo onde contactou um nativo. Foi lançada a Operação “Expulsar 6” e seguidos os trilhos durante três dias, não foi possível estabelecer contacto com o Inimigo. A presença deste grupo veio recortar a notícia do antecedente da sua passagem na zona de acção desta Companhia e cujo ponto de entrada se deve ter verificado entre os limites da zona de acção entre as Companhias 3321 e 3323, já no trimestre anterior. Para além das suas sessões de mentalização, este grupo não fez quaisquer raptos ou maltratou as populações. É de salientar o enorme espaço de tempo que este grupo se manteve na zona sem ser referenciado, o que leva a supor um comprometimento das populações da área. Previa-se que a UNITA continuasse a percorrer a área a espaços mais ou menos longos.
O MPLA deixou de pressionar o subsector reagindo apenas quando procurado nos seus locais de refúgio. Não se opôs ao prosseguimento da abertura da picada táctica até à Salumana, tendo a mesma sido concluída na segunda quinzena de Setembro. Continuavam por concluir as instalações militares a cargo do Destacamento de Engenharia 3336, devido à falta de materiais. O pessoal da Companhia continuava a estar mal alojado, na sua maior parte.
DIVERSOS
Durante o primeiro semestre de 1971, a Companhia recebeu a visita de Sua Excelência o Brigadeiro comandante da Zona Militar Centro, durante as Operações “Alvorada” e “Fortes”, e do Governador do Distrito do Bié em missão de serviço. Foi visitada também pelo comandante da Polícia do Distrito do Bié, acompanhado do adjunto do Comando da OPVDCA.
Terminou a instalação da autodefesa de todos os aldeamentos da Zona de Acção, tendo já as milícias devidamente organizados. Já depois da chegada da Companhia ao Mutumbo, instalou-se uma brigada da Direcção Geral de Segurança (DGS) e verificou-se a vinda do Chefe do Posto Administrativo.
Durante a Operação “Batel” foi recebido o comandante da Companhia de Caçadores 3321. A nossa Companhia interveio nesta operação com dois grupos de combate e duas secções dos Grupos Especiais, sob o comando do nosso capitão.
Teve lugar a primeira sessão de cinema
