Esclarecimento sobre o Dr. Matthias Rath – por Adão Cruz*

No passado dia 2 de Junho, publicámos este vídeo, recebido de um amigo e colaborador, com a seguinte legenda: «Matthias Rath, médico alemão, nasceu em Estugarda em 1955, fundador da chamada “Medicina Celular”, alternativa na luta contra as doenças cardiovasculares, doenças que afectam o sistema imunitário e o cancro. As suas afirmações de que através da medicina celular se podem curar doenças como o cancro e a sida, tem provocado celeuma na comunidade médica internacional.»

 

 

 

* Médico Cardiologista

 

Ao ver este vídeo do Dr. Matthias Rath, fiquei impressionado com as verdades que ele desassombradamente expõe e com as quais estou de acordo. Por isso o reencaminhei para muitos dos meus amigos. No entanto, uma grande amiga que tenho em Berlim, Lídia Nachbauer, enviou-me, em resposta, este mail que se anexa.

 

A despeito das muitas verdades que ele diz, a sua credibilidade fica um tanto comprometida, quando contrapõe as suas medicinas alternativas à tão odiada Indústria Farmacêutica.

 

Há mais de trinta anos que eu escrevo e falo contra a Indústria Farmacêutica, no entanto, não deixo de lhe reconhecer os méritos que tem. E o primeiro é o reconhecimento de que a ciência de hoje é uma ciência da evidência. Como tal, realiza inúmeros estudos, dispendiosíssimos, que apesar de terem como fim, as mais das vezes, o lucro e não a saúde da Humanidade, ( as duas coisas poderiam ser perfeitamente conciliadas numa sociedade culturalmente, moralmente e socialmente evoluída), constituem avanços quase milagrosos para a nossa saúde.

 

Bem diferente é a panóplia criminosa das medicinas alternativas, expostas às escâncaras em qualquer vão de escada, e das mesinhas das parafarmácias e herbanárias, sem qualquer estudo, sem qualquer credibilidade, sem qualquer fundamentação científica como a que hoje é exigida na área da ciência, francamente nocivas a maior parte das vezes, e passíveis de condenação em tribunal, por vigarice e mentira.

 

Daí, a minha pouca simpatia, neste campo, por essa vertente do Dr. Mattthias Rath, e o meu desagrado pelo facto de o vídeo estar conspurcado por esse apelo às suas mesinhas.

 

Aproveito para, na sequência desta abordagem, tecer alguns conceitos que nos podem ser úteis, nestes tempos de criminoso assalto ao SNS, por parte de um governo ignaro e bronco, lacaio dos mais despudorados interesses do capital financeiro, no objectivo até aqui nunca visto nem tentado, da destruição global da saúde de um povo inteiro.

 

A medicina actual tende a identificar prevenção e terapêutica com fármacos, ficando cada vez mais dependente da indústria farmacêutica e mais enleada nos seus pressupostos. A interdependência entre a indústria e a ciência médica é um facto incontestável, e tudo isto não seria negativo se não fosse perverso e não procurasse transformar os médicos em assessores da indústria farmacêutica; médicos e associações médico-científicas, as quais, na aparência, assentes nos contributos monetários dos seus membros, nunca sobreviveriam sem a substancial ajuda financeira das empresas farmacêuticas, venerandas catedrais de uma investigação tão vanguardista quanto astuciosa e estratégica.

 

Torna-se triste ver e ouvir palestrantes de congressos debitar como papagaios sabedorias que não têm, e nada mais são do que recados ou mera transmissão da investigação dos outros, nem sempre credível do ponto de vista da moral científica e do bom-senso. Surgem, como conferencistas, em matérias que nunca investigaram, e assinam, muitas vezes a troco de benesses, por vezes luxuosas, os resultados que lhes impõem. E Portugal é fértil neste tipo de gente, a despeito de haver muitas e dignas excepções. São os recrutados da Opinion Leader Management. Todos sabemos que muitos dos artigos científicos das melhores revistas médicas constituem a melhor arma dos vendedores de doenças e terapêuticas, artigos especializados, aparentemente objectivos e independentes. Mas também não ignoramos que muitos deles são estrategicamente planeados, encomendados, por vezes manipulados e ajustados, factos, aliás, já denunciados por reputadas revistas médicas.

 

Não é fácil nem agradável falar de saúde porque tudo aquilo que se possa dizer não passa de uma forma muito parcial de enfrentar este complexo problema. Falar de saúde é muito complexo, no que diz respeito aos agentes prestadores de cuidados de saúde ou cuidados médicos, no que diz respeito àqueles que são objecto dos cuidados de saúde, os doentes, no que diz respeito à sociedade em que se processa a prestação dos cuidados de saúde e no que diz respeito aos complexos interesses que envolvem a prestação de cuidados de saúde.

 

Falar de saúde é complexo no que respeita aos agentes prestadores de saúde, nomeadamente ao médico. A prática clínica é uma prática arriscada e incerta, que requer extrema competência, dedicação, dignidade, espírito ético e crítico e bom-senso. É muito grande a incerteza na definição da doença, a incerteza no diagnóstico da doença, a incerteza no tratamento da doença, a incerteza na avaliação dos resultados do tratamento, a incerteza na aceitação por parte dos doentes. Uma boa parte da clínica inclui doentes que não têm uma doença óbvia. Além disso o conceito de normal não é tão claro como se pensa. Há situações aparentemente normais que parecem patológicas e há situações patológicas que parecem normais. Além disso a doença é um fenómeno multifactorial e multifacetado extremamente complexo, que tem de ser abordado de modo específico em cada doente e de uma forma abrangente e integrada. Não podemos tratar sintomas ou factores de risco ou números, temos de tratar pessoas e cada pessoa pode ser completamente diferente da outra, em termos físicos, psicológicos, sociais , culturais e económicos.

 

Falar de saúde é muito complexo no que diz respeito àqueles que recebem os cuidados de saúde- os doentes-. Cada doente é um doente único, cada doente é uma pessoa com todo o mundo que uma pessoa contém. Uma boa relação médico-doente, é fundamental, imprescindível para a adesão aos cuidados e conselhos do médico, bem como para o sucesso da terapêutica. E o que nós hoje observamos é a perda total da relação médico-doente.

 

O doente passou a ser um caso, um número. Hoje tratam-se doentes pelos resultados dos exames, o que é uma aberração, não só porque os resultados dos exames são tantas vezes errados, mas também porque desinseridos de um correcto contexto clínico valem pouco ou são mesmo nefastos. Esta é a medicina que floresce na “Privada”, onde a clínica morreu para dar nascimento à fábrica de exames.

 

Falar de saúde é muito complicado no que respeita à sociedade em que a prestação de cuidados se insere. Não é fácil abordar o tema da saúde até porque se encontra escamoteado o verdadeiro sentido de saúde. O médico e os agentes de saúde apenas constituem um dos elementos de criação de saúde. A criação de saúde identifica-se rigorosamente com o crescimento da qualidade de vida. A saúde não pode ser guiada apenas por parâmetros clínicos e laboratoriais. Da saúde faz parte o bem-estar das pessoas, a ausência de fome, a habitação condigna, a satisfação das aspirações, o aproveitamento das capacidades individuais, o emprego e a realização profissional, a coesão das relações sociais, a justiça, o combate à solidão, o funcionamento sócio-profissional harmonioso. Tudo isto parece ser um lugar-comum, mas consegue demonstrar que o nosso conceito de saúde, fora deste pensamento, é muito primário.

 

Falar de saúde é extremamente complicado no que respeita aos complexos interesses que envolvem a prestação dos cuidados de saúde. A nossa sociedade vive triturada por uma poderosíssima máquina de mentir a verdade. A esta máquina não é poupada a assistência médica e a medicina, que sofrem também as consequências deste soro universal da mentira que cada vez mais induz as pessoas a precisarem da medicina através de um movimento de mercado e de uma mercantilização ignóbil da saúde. Na ânsia desmedida do lucro e do super-lucro, há uma imposição de falsas necessidades de saúde, saúde vendida na especulação de duvidosos benefícios, na escamoteação das consequências e no escuro das consciências, sustentada no privilégio que o beneplácito público oferece à coligação de interesses entre a medicina, a indústria e o comércio. Esta coreografia não é fácil de captar mesmo pelas pessoas cultas. Hoje em dia a saúde da humanidade deixou de ser um fim em si mesma, uma meta, para ser apenas um pretexto para atingir todos os tipos de fins.

 

A este respeito, em vez de ser eu a falar vou dar a palavra ao ilustre professor Jerome Kassirer, reputado cientista, nefrologista e internista, professor das universidades de Tufts da qual foi reitor e da universidade de Yale, tendo sido também director da prestigiada revista The New England Journal of Medicine, e que falou no XI Congresso Nacional de Medicina realizado no Centro Cultural de Belém.

 

Não há maior influência na medicina do que a do dinheiro. Quase todos nós somos um agente de marketing da IF. A influência das indústrias farmacêuticas é oculta e subtil, infiltrativa como uma doença infecciosa, ubíqua porque está em toda a parte, disseminada, e eficaz. A IF será mesmo parceira dos médicos ou utiliza-os?

 

Manipula-os através de ofertas, viagens, honorários para produzirem conferências, atribui bónus para recrutamento de doentes a incluir em estudos, e tudo isto para que os médicos promovam os seus produtos. Publicidade mentirosa nas revistas, enganando os próprios editores e publicidade em tudo o que possa aliciar e influenciar os doentes. Promoção, extrapolação e mesmo invenção de falsas doenças com vista ao consumo massificado de produtos.

 

As instituições académicas não escapam a este tentáculo, pois os fundos da IF para estas instituições são superiores aos do Estado. Aos médicos universitários são oferecidas bolsas, obrigando-os a escrever artigos e proferir palestras à volta dos seus produtos. Os investigadores também não escapam, através de fundos para a investigação e para os próprios investigadores. Só que nessas investigações os investigadores são manipuláveis, sendo muitas vezes obrigados a escamotear resultados negativos ou pouco favoráveis ou mesmo a falsificarem os resultados.

 

As organizações profissionais estão fortemente infiltradas pela IF, através do apoio a reuniões, patrocínio de oradores (opinion- makers), viagens e convites pagos, bolsas e prémios, desenvolvimento de guidelines. Muitos dos especialistas envolvidos na elaboração das guidelines têm fortes ligações a empresas farmacêuticas.

 

Em resumo, diz o Prof Jerome, doentes ,médicos , enfermeiros, universitários, investigadores, Directores de instituições, Directores de jornais, toda a sociedade está sob a influência da IF.

 

Resta-nos a inteligência, a competência, o bom-senso, a honra e a dignidade, para resistir.

 

 

Olá Adao, Aqui vai um copia da website do Dr. Rath… vende preparados de suplementos alimentares, incluindo VITA KIDS- CHOCO! A firma dele ´e uma fundacao! Com registo na Holanda!!! Populismo. A situacao actual é complicada, talvez demasiado complexa e acima de tudo é o futuro da europa que esta em causa para ser comentada desta maneira por charlatoes. Pode visitor a web site http://www.dr-rath.com ( tb. Em lingua espanhola). Nao desminto que alguns dos comentarios nao sejam verdade, mas quando se critica a industria farmaceutica e ao mesmo tempo faz negocio com VITA KIDS_Choco. Em alemao dizemos HALLO! Cumprimentos de Berlin, Lidia

 

 

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