O programa habitual nesta época da Fundação Calouste Gulbenkian intitulado Próximo Futuro/Next Future aborda este ano o “Verão Árabe” e neste dia de abertura (Sexta-feira 22 de Junho) inaugura-se uma exposição de Arte Pública em que se exibe no jardim material fotográfico de quatro artistas.
Na mostra 3X4, em resultado da sua imersão em dois estabelecimentos prisionais femininos de Maputo, as imagens de Camila de Sousa (Moçambique) tentam “criar um campo político de negociação e recuperação do corpo feminino fracturado, que, apesar de marcado pela lógica da violência patriarcal, não deixa, contudo, de ser um corpo feminino, senhor da sua sensualidade e do seu próprio movimento”.
Em Ocupações de Filipe Branquinho (Moçambique), esta série de seis fotografias foi realizada em cidades moçambicanas, de modo a captar o seu espírito através da arquitectura, da paisagem e dos seus ocupantes sendo o foco desse trabalho um determinado grupo social que representa uma maioria e que está presente em todo o tecido urbano.
Dos outros, O Passadiço de Marcelo Jácome (Brasil) tem como proposta artística a sobreposição de planos independentes que, quando percebidos a uma certa distância, provocam o olhar e a percepção do espectador, enquanto em Roulote RV de Nuno Viegas(Portugal) “a acumulação de malas numa pequena embarcação é uma alusão aos movimentos migratórios, que tantas vezes, de forma precária e clandestina, cruzam as fronteiras reduzindo a dimensão humana a um mero valor objectual ou a um valor de carga”.
À noite, às 22h deste 22 de Junho no Anfiteatro ao Ar Livre da FCG, a tunisina Emel Mathlouthi, autora, compositora, guitarrista e cantora, vem trazer um novo estilo de som à música tunisina “evocando Joan Baez, a Irmã Marie Keyrouz e a diva libanesa Fairouz, com o seu estilo cativante e lírico, com o rock poderoso, com as influências orientais”. A sua canção “Kelmti Horra” (a minha palavra é livre) foi adoptada pelos revolucionários da “Primavera Árabe” e cantada nas ruas de Tunes, assim este vídeo no-lo mostra:
Também na Sexta-feira 22 de Junho, na Sala Principal do Teatro Maria Matos, às 22h, o cantor norte-americano do Texas Josh T. Pearson com a sua guitarra acústica traz-nos o seu último álbum “Last of the Country Gentlemen”.
Membro há mais de dez anos dos Lift To Experience e após uma estadia em Berlim “onde se cruzou com as companhias certas (tendo Dustin O’Halloran sido um dos seus reabilitadores e Warren Ellis o seu doppelgänger)” produziu finalmente este disco cujas “longas canções … são puras e cruéis transcrições de confessionário, relatando com dolorosa honestidade e desarmante transparência uma entrega a vícios, dúvidas e conflitos (pois) educado – e abandonado – por um pai pregador, Josh T. Pearson não faz mais do que honrar os seus genes, expiando culpa através de uma guitarra que serpenteia as palavras da sua própria bíblia”.
É este o seu som actual em “Sweetheart, I Ain’t Your Christ” de Abril de 2011:
Igualmente na Sexta 22 de Junho, às 21h30, no Mosteiro dos Jerónimos, o IGESPAR apresenta, no Ciclo de Concertos em Rede “Música nos Mosteiros Portugueses Património da Humanidade”, um espectáculo de Música Barroca executado, como os anteriores, pelo conjunto Os Músicos do Tejo (dir. Marcos Magalhães) que tocará obras de Georg Friedrich Händel, Francisco António de Almeida, Henry Purcell, Jean Philippe Rameau, Carlos Seixas e Johann Sebastian Bach.
A entrada é livre, condicionada à capacidade da sala.
Ouçamo-los na abertura da ópera “La Spinalba” de Francisco António de Almeida (c.1702-1755?) em Janeiro de 2009 no CCB:
Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz realiza-se nesta Sexta 22 de Junho, como habitualmente de entrada livre e com apoio da Juventude Musical Portuguesa, às 18h30, um concerto de iniciativa do Centro de Música de Telheiras, em que os alunos e professores desse Centro darão um Concerto de Verão onde abordarão obras de P.I. Tchaikovsky, F. Lizt, W.A. Mozart, J.S. Bach, M. Maskovsky, L. van Beethoven, G.F. Haendel, A. Coreli, F. Chopin, J Massenet, G. Puccini e G. Verdi.
E também nessa Sexta 22 de Junho se representa no Teatro do Bairro, às 21h, a peça “Capital Fuck” construída a partir de “Die Kontrakte des Kaufmanns – Eine Wirtschaftskomödie” (Os Contratos do Comerciante. Uma Comédia Bancocrática), publicado em 2009 por Elfriede Jelinek (Prémio Nobel Literatura 2004), onde esta escritora austríaca escrutina a frenética especulação de banqueiros e pequenos investidores à volta de activos fictícios.
Eis o teaser dessa estreia:
Ainda a 22 de Junho (Sexta), no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h, a banda Old Jerusalem resume o seu quinto disco homónimo “Old Jerusalem” nos seus elementos basilares à figura e interpretação exclusiva do seu mentor Francisco Silva e nele encontramos “abordagens sonoras próprias de uma pop-folk “de câmara”, essencialmente limpa e introspectiva, composta por vozes, guitarras e moog.
Os Old Jerusalem cantavam assim “Arduinna and the science boy”em 2009:
Nota: Este concerto foi entretanto adiado para 13 de Outubro, indo então contar com “Minta & The Brook Trout” na primeira parte.
Quanto ao Outjazz desta Sexta 22 de Junho ele decorre às 18h na Estação de Santa Apolónia onde tocará o Fred Martinho Trio.






