COMPOSITORES FAMOSOS – GERSHWIN – por Luís Rocha

 

George Gershwin nasceu em Nova Iorque no dia 26 de Setembro de 1898, altura em que os Estados Unidos começavam a surgir como potência poderosa e expansionista.

 

Filho de emigrantes procedentes de S.Petersburgo cujo apelido era Georchovitz americanizaram a sua identidade (Gershwin), num compreensível desejo de integração.

 

 

A infância de George decorreu em diversos bairros nova-iorquinos, entre os quais “Harlem”, precisamente quando o jazz começava a despontar.

 

 

Aos 12 anos tocava piano como autodidata, tendo depois o pai sido responsável por o induzir a estudar música. O seu primeiro grande professor foi Charles Hambitzer, com quem aprendeu interpretação, teoria musical, harmonia e até orquestração.

 

Com 16 anos arranjou trabalho num dos estabelecimentos de “Tin Pan Alley”, o bairro da música ligeira. George passou assim a ser um “song plugger”, espécie de pianista de ensaios, acompanhamento ou pequenos recitais de música da moda, que se realizavam em salões desse estabelecimento.

 

Dois anos depois publicou a sua primeira canção, tendo nesse mesmo ano tido o primeiro contato com a Broadway, onde actuou como pianista em 1917. O êxito das suas canções animou-o a deixar “Tin Pan Alley” para tocar no teatro “City Fox”, tendo sido contratado pela empresa Harms, como compositor de canções.

Deliciem-se com a excelente interpretação de piano da composição “But not for me”

 

 

 

 

Em 1919 estreou na Broadway a sua primeira comédia musical “La La Lucille”, que foi um êxito.

Após a Primeira Guerra Mundial a América apresentou-se como a alternativa da decrépita Europa. Tudo o que a América fazia era observado com interesse e, no campo da cultura, a atenção centrou-se no cinema e no jazz.

 

Claro que este jazz não era, nem pouco mais ou menos a música complexa de grande estatura artística dos nossos dias. Ninguém conhecia ainda Duke Ellington e estavam muito longe os tempos de Charlie Parker. Nos anos vinte, King Oliver e Louis Armstrong, foram considerados os artistas mais significativos da década. Por essa altura Gershwin estreou a sua primeira ópera “Blue Monday Blues”.

 

 

Em Fevereiro de 1924 o autor compôs e apresentou “Rhapsody in Blue” com grande êxito.

 

 

 

No ano seguinte estreou três revistas em três teatros da Broadway. Foi também nesse ano que escreveu o “Concerto de piano e orquestra, em fá maior”, tendo-se assim dado início aos chamados “Anos de Êxitos” do compositor.

Os Prelúdios”, obras breves para piano solo, constituíram um êxito indiscutível. Em 1927 estreou-se na sátira política, onde triunfou com “Funny Face” e “Rosalie”. De seguida viajou pela Europa onde conheceu alguns compositores da época, como Ravel e Prokofief, entre outros.

 

 

 

Em 1930 obteve grande êxito com a nova versão de “Strike up the Band” e a estreia de “Girl Crazy”. No ano seguinte estreou nova sátira política “Of Thee I Sing”, cujo libreto ganhou o Prémio Pulitzer.

 

Uma viagem a Cuba teve como consequência artística a “Abertura Cubana – primeiro chamada Rumba”, que se estreou, com outras obras suas num estádio perante vinte mil pessoas.

 

 

 

 

Morreu de uma forma repentina em 11 de Julho de 1937, com apenas 38 anos de idade. Gershwin foi um inovador na música, para as comédias musicais e canções. A sua obra-prima “Porgy and Bess” cuja acção decorre em Catfish Row, bairro negro de Charlestone, na Carolina do Sul, ficou como último testemunho de um compositor que desaparecia no auge das suas possibilidades criadoras.

 

 

 

 

 

 

Faz parte desta obra a tão conhecida música “Summertime” que se apresenta em seguida com bonitas imagens adaptadas ao tema

 

 

 

Deixou uma vasta obra na música instrumental e orquestra, na música dramática (comédias e óperas). “Lady, be good”, estreada em 1924 manteve-se em cartaz durante 184 representações. A obra para além de aumentar o prestígio de Geshwin contribuiu também para o de Fred Astaire.

 

 

 

Em Paris começou a escrever a famosa página sinfónica “Um Americano em Paris”, que em Dezembro de 1927 foi estreada pela Filarmónica de Nova Iorque. O cinema contribuiu para a difundir alguns anos mais tarde, com o filme de Vincente Minelli, com Gene Kelly e Leslie Caron.

 

 

 

Compôs também várias obras para o cinema Delicious 1931; Shall we Dance 1936-1937; A Damsel in Distress 1937; The Goldwin Follies 1938; The Shocking Miss Piligrin 1946; Kiss Me Stupid 1946.

 

 

 

Base de informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – Santiago Martín

Leave a Reply