Pentacórdio, quinta-feira, dia 28 de Junho … Por Rui Oliveira

      Na Quinta 28 de Junho, no mesmo Palácio Foz, realizam-se de novo dois recitais. O primeiro de piano, às 18h, no ciclo “Os Jovens Virtuosos do Piano”, em que a pianista Margarida Prates tocará obras de Ludwig van Beethoven, Franz  Liszt, Frédéric Chopin e Johannes Brahms.


     Mais tarde, às 19h30m, o recital de Piano será com o pianista (e compositor) britânico Daniel Hewson, com um programa ainda por anunciar.


   Vencedor em jóvem do Osgood Composition Prize e com um CD “Secret Doors” editado, ouçamo-lo numa Toccata in Ré menor de Johann Sebastian Bach:

 

 

 

 

   Já na Quinta 28 de Junho e na Sexta 29 de Junho, os habitués do bar Ondajazz poderão, sempre às 22h30, ouvir dois espectáculos diferentes.

 

 

 

   Na Quinta o Khalil Ensemble (Alexandre Pedro  percussões, Daniel Romeiro flauta e José Tavares  oud) e uma bailarina em “O Oriente aqui”  interpretam fragmentos da obra do compositor contemporâneo libanês Rabib-Abou-Khalil, cujos temas consideram “fragmentos arqueológicos musicais” orientais que se encontram igualmente no seio da identidade cultural portuguesa  − pois deixada pela ocupação muçulmana, sobreviveram até hoje, nos cantares populares portugueses (sobre tudo no Alentejo e Beira-Baixa), muitos fragmentos de melodias e ritmos trazidos pela cultura árabe.

 

  

    Eis o registo dum dos seus temas: 

 


        Também de Quinta 28 a Sábado 30 de Junho o palco do Auditório do Instituto Franco-Português recebe, às 21h30, com entrada livre (com reserva) “FOLIE’S’BOA”, um espectáculo da companhia os Artistas Anónimos numa encenação de Philippe Fialho, inspirado no Music-Hall parisiense “com um cheirinho de cabaret americano e muita canção francesa… Piaf, Brel, Barbara… E também Voulzy, Hardy, Benabar…” (como se anuncia).


    Os arranjos musicais são de Sebastien Dubourg, executados pela pianista Rita Namorado. Interpretam Michael Gaspar, Guida Palma, Ana Cunha, Michael Djian, Paulo Gonçalves, Rocio Keuroghlanian, Camille de Leobardie, Ana Maria, Carlota Mourão, Estelle Picard e Hugo Silva.

 

 

 

 

 Também a 28 de Junho (Quinta), no Teatro do Bairro Alto, às 21h, a Cornucópia apresenta “O Sonho da Razão”, uma colagem de Luis Miguel Cintra de textos de Diderot, Voltaire, Marquês de Sade e Voisenon, numa tradução de Luís Lima Barreto, Luiza Neto Jorge e Manuel João Gomes, com encenação de Luis Miguel Cintra, cenário e figurinos de Cristina Reis.

   

   A interpretação está a cargo de Dinarte Branco, Leonor Salgueiro e Luis Miguel Cintra.

  

   O espectáculo permanece até 8 de Julho e volta ao Teatro do Bairro Alto de 17 a 29 de Julho, sempre de 3ª a Sábado às 21.00h e ao Domingo às 16.00h.

  

     Como resumir o entrecho ? 

  

    “Uma rapariga toma conta de um filósofo que parece moribundo. Vem o padre, vem o médico, vampiros tanto do pensamento do velho, como da inocência da moça. A paixão pela Liberdade e pela Razão, o sonho de um pensamento novo e de uma nova humanidade descamba em pesadelo, povoado por galos e galinhas. O célebre diálogo do Marquês de Sade entre o padre e o moribundo e o cinismo de uma mundana marechala vêm pôr fim ao pequeno dies irae.

  

   É um jogo cénico para três actores, criando novo texto a partir de trechos dos diálogos filosóficos dos iluministas franceses. São questões tão graves como a Civilização face à Barbárie, a hipocrisia Social, o Casamento, a Igreja Católica, os privilégios de classe, o valor subversivo da libertinagem, a conquista da Liberdade, etc. que são abordados em tom de brincadeira. Esconde-se atrás destes textos a vontade de uma mudança social pré-revolucionária. A revolução de 1789 virá trazê-los para a vida pública. O espectáculo inventa os corpos frágeis das vidas humanas por onde a História sempre passa. E os ultrapassa. Passados uns anos, a vida humana já se pode tornar em teatro de boulevard. E rouba o título à famosa gravura de Goya: o sonho da razão engendra monstros (imagem)”.

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