Vai o rio no estuário – novo livro de Adão Cruz

                                                  
EVA  CRUZ – CORCONTE e ADÃO  CRUZ – VAI O RIO NO ESTUARIO
        

 Estes são os dois livros que vamos apresentar na nossa casa das Figueiras, em Pinheiro Manso, Vale de Cambra, no próximo dia  07 de Julho de 2012,  Sábado,  pelas 16 horas.

Ao fim de uma vida, cada um tem o seu património. Um património de relações de vida, tecido com as mais diversas texturas. E é esse rico património que queremos saudar, com amizade.

Por isso, a todos os amigos que nos queiram acompanhar, lembramos que a sua presença é, para nós, um enorme prazer.

 

 

 

Sobre CORCONTE, de Eva Cruz

 

«Tal como a lenda que o inspira, este é um livro que não se fecha. Eu pressinto, na medida do que me permite uma sensibilidade ainda pouco amadurecida, que ele renascerá a cada nova Primavera de quem o ler. De quem o ler, entenda-se, com o amor e a compaixão que a minha tia depositou na sua escrita. Porque este é também um livro que, sublinho, à luz do que pressinto, nos dá tanto mais quanto mais lhe dermos. Dirão, porventura, que todos os livros são assim. Mas não, não estou de acordo. Há livros com tecto. Este tem por tecto o infinito, funde-se nele como “(…) o rio, a natureza e a vida (…)” se fundem na alma da escritora que vive por dentro e por fora da história – e que é, ela própria, para mim, a alma da história.» (do Prefácio de Marcos Cruz)

 

 

Sobre VAI O RIO NO ESTUÁRIO,  de Adão Cruz

 

«É muito difícil saber o que é a poesia. Duvido de quem diga que sabe o que é a poesia. Desde a depuração absoluta da palavra à respiração de Deus, tenho ouvido todas as definições. Isso não impede, contudo, o direito que temos à manifestação do nosso pensamento. Penso que a poesia é um sentimento como outro qualquer Por isso eu prefiro chamar-lhe sentimento poético. Um sentimento como o sentimento do amor, o sentimento da alegria, o sentimento da tristeza, o sentimento do medo. Parece-me, contudo, um sentimento muito subtil, uma espécie de brisa mágica, uma essencialidade rítmica e harmoniosa da vida, uma espécie de musicalidade, quase uma ascese ética e estética que nos transporta à mais nobre e sublime expressão da realidade, através das mais impressivas, expressivas e sugestivas formas da nossa linguagem. O sentimento poético tem uma certa parecença com o sentimento místico. É quase indefinível, é um estado de hipersensibilidade, um ser-se de outra maneira, um sair do não-autêntico, um quase sentir a verdade total e o amor universal.» (Adão Cruz)

 

«A poesia do Adão é, essencialmente, uma poesia do amor, solar, mas onde as sombras sempre rondam. Está cheia das cores da sua pintura e da contingência dos sentimentos humanos. Quando a leio, há música dentro da minha cabeça. Sempre achei que as palavras dos seus versos se encadeiam,como notas, umas vezes em acordes fortes de sinfonia, outras em suaves nocturnos, mais raramente em adagios e allegros. Quando nela se mergulha, há tanto de força telúrica, de lava ardente da paixão como de candura da infância.» (Apresentação de Augusta Clara)

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«…meu amigo, deixa que me sente e leia com calma este teu livro, e assim continuaremos a conversa que retomamos de cada vez, como se o silêncio fosse parte do que queríamos dizer, e não uma fenda cravada pelos dias. Deixa que me sente na margem desse rio, que atenda ao seu fluir cadenciado, sem pressas nem angústia nem medo da ausência de ruído, e receba de cada instante o seu fulgor,de cada poema o seu intenso azul.» (Palavras de Carla Romualdo)

 

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