FALEMOS DE ESCOLA por clara castilho

 

 

 

 

 

 

 

 

O último post em que abordei questões relacionadas com as novas regras para o próximo ano lectivo fez-me repescar algumas ideias relacionadas com a ESCOLA (pensando sobretudo no 1º ciclo, anterior primária).

Para mim, na escola deverá procurar-se ensinar a:

            Saber ler e escrever, contar;

            Ser capaz de comunicar, cooperar com os outros;

            Adquirir hábitos de trabalho regular;

            Aprender a aprender.

Será que a escola tem uma  missão? Talvez possa ser:

            Preparar os alunos para a vida de adultos, para o mundo onde vão viver, sendo ela própria um lugar de cidadania e de prática de cidadania;

            Promover, acolher e valorizar todos os alunos, fomentando o êxito e respeitando as diferenças de cada um;

            Ser um dos instrumentos da “educação para todos”, em inter-ligação com a família e a comunidade.

Ensino não é igual a educação. Aprende-se “coisas” da escola na escola e fora dela. Ensina-se na escola e fora dela. Educa-se na escola e fora dela. E tudo o que a criança observa, pelos vários meios disponíveis, tudo o que ouve, tudo o que sente no corpo, vai contribuir para a sua educação. Também poderemos dizer o mesmo para tudo o que deveria observar, ouvir, sentir… A falta destas vivências marca tanto como a existência.

Então, deixemos a escola e pensemos em educação. O que se pretende? A formação de um adulto

          Autónomo

          Independente

          Armado para a vida

          Capaz de pensar por si próprio ?

 

Que belo resultado seria!

Como vê a criança o professor? Alguém que lhe coarta os movimentos? Alguém de quem lhe poderá vir dar ajuda? O professor é sempre um “modelo” educativo, bom ou mau. Adulto quer traz para dentro da sala de aula a memória das suas próprias vivências enquanto criança e enquanto aluno.

Espera-se que se desenvolvam ligações entes os conhecimentos anteriores que a criança já adquiriu e aquelas que aquela figura que se apresenta perante ela lhe possa vir a trazer, através da condução da criança, ligando os conhecimentos adquiridos e ensinando-a a saber o que fazer com as aprendizagens.

Pressupõe-se que o professor consiga implementar estratégias que levem a criança a:

– gostar da escola

– aprender a relacionar-se uns com os outros

– adquirir auto-confiança

Tudo isto, para se processar adequadamente necessita de se verificar o estabelecimento de limites, regras, que transmitem segurança, confiança e tranquilidade, em que se sinta um justo equilíbrio entre a permissividade e o autoritarismo, as liberdades individuais e colectivas, a competição e cooperação.

É neste contexto que se poderá verificar a passagem da relação directa (anterior à entrada para o 1º ciclo) à relação indirecta (da escrita e da leitura).

            Não esqueçamos que PEDAGOGIA é igual a “conduzir a criança” ;

            Que APREENDER é igual a “ preensão, uso das mãos” e

            APRENDER é igual a “prender, ligar, atar, unir o que estava separado, tornar fácil” .

 Utopia?

 

Leave a Reply