COMPOSITORES FAMOSOS – Puccini – por Luís Rocha

Giacomo Puccini nasceu em 22 de Dezembro de 1858, na cidade toscana de Lucca.

 Descendia de uma família de músicos pois todos os Puccini foram organistas e mestres de capela da Catedral de Lucca.

 Desde cedo a ópera foi uma paixão do jovem Puccini que, aos 18 anos, foi a pé de Lucca a Pisa para assistir à representação de a “Aida”. A sensação que esta ópera produziu em Giacomo foi tão grande,

que orientou decisivamente as suas aspirações para o teatro lírico.

 

Em 1880 mudou-se para Milão, a fim de completar os seus estudos musicais no Conservatório desta cidade onde teve como professor o compositor da famosa “La Gioconda”, Amilcare Ponchielli. Os seus estudos foram financiados pela rainha Margarida de Sabóia e pelo tio-avó Nicola Cerú.

 

Logo na sua primeira obra importante “Manon Lescaut”, Puccini surgiu como um ser isolado no panorama operístico contemporâneo. Esta ópera foi estreada em 1 de Fevereiro de 1893, no Teatro Régio de Turim tendo sido um grande êxito junto do público.

Em 1959 D´Amico escreveu sobre esta obra o seguinte: “Manon pertence a um momento histórico em que os valores morais estavam em suspenso, disponíveis, inquietos, mas ainda não alienados e mistificados pelos novos ideais de massa”.

 

 

 

Seguiu-se “La Bohéme” que não teve grande êxito inicial, mas foi conquistando o público até que dois anos depois, após o grandioso êxito alcançado em Paris, se impôs definitivamente.

“La Bohéme” é sem dúvida o exemplo mais perfeito daquilo que será a poética pucciniana. A ópera baseia-se no romance “Scènes de la vie parisienne”, de Henri Murger.

 

 

 

A “Tosca” de Puccini aparece em cena como que impelida por um suspiro amoroso da flauta, com uma ciumenta inquietação delicadamente feminina e com a alma repleta de arrebatamento amoroso.

 

 

 

Puccini com a sua extraordinária capacidade para envolver um estado de espírito, ou mesmo a essência da personagem no quadro ambiental que a rodeia, alcança o apogeu em “Madame Butterfly”.

 

 

 

Entretanto, Puccini completou “La fanciulla del West “em 1910 e a partitura de “La rondine” em 1916. Em 1918, apresentou em Nova Iorque “Il trittico”, uma ópera em três atos: “Il Tabarro”, Suor Angélica” e “Gianni Schicchi” que tem uma ária conhecida popularmente: “O mio babbino caro”.

 

 

 

Quando da sua morte em 29 de Novembro de 1924, com 66 anos, um dos seus derradeiros pensamentos foi para a sua última ópera “Turandot”:  “Penso na Turandot não acabada!”.

O compositor Franco Alfano completou o terceiro acto e reelaborou algumas partes dos dois primeiros mas, na noite da estreia em 25 de Abril de 1926 no Scala, Toscanini que dirigia a orquestra, ao chegar ao último compasso do canto fúnebre pela morte de “Liú”, pousou a batuta e, dirigindo-se ao público murmurou: “Nesta altura, morreu o maestro”.

 

 

 

Base da informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – Elvio Giudici

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