Na Galeria Carpe Diem Arte e Pesquisa (ao Bairro Alto), até 22 de Setembro, está exposto “Um continuum en três tempos”, da artista francesa Amélie Bouvier com curadoria de Lourenço Egreja.
Trata-se dum trabalho site-specific para o Palácio Pombal, baseado no estudo dos terrenos e das curvas de níveis para originar um território de criação. Ao utilizar o desenho e a instalação como intervenção no espaço, Amélie Bouvier cria um cruzamento entre arte e arquitectura, mostrando a continuidade que existe entre estes dois campos e acentuando o trabalho sobre os mecanismos da representação da espacialidade. Através do seu posicionamento neste espaço fisicamente carregado − diz o curador − a artista “questiona a sua função e circulação, assim como tudo o que lhe pertence mas que o nosso olho não atinge. Com base na influência do Surrealismo na arquitectura, Amélie Bouvier ocupa três salas da cave do Palácio Pombal como zona de exploração, reequacionando a função do desenho na sua relação com o espaço, com o espectador e com a paisagem histórica do lugar”.




