A Vida dos Sons”: deseja-se menos cinzenta e mais multicolor (IV) – 5 – Álvaro José Ferreira

5. Falecimento do músico norte-americano Louis Armstrong; nascido com o século no seio de uma família muito humilde de Nova Orleães, é geralmente considerado um dos maiores vultos (se não mesmo o maior) da História do Jazz; começou a notabilizar-se nos anos 20, como tocador de corneta, passando depois para a trompete, de que se tornou um exímio executante; como cantor, é-lhe atribuída a invenção do “scat singing” (sílabas improvisadas em vez de palavras verdadeiras); da sua vasta discografia merece destaque o histórico álbum que gravou com Ella Fitzgerald para a etiqueta Verve, “Ella & Louis” (1956), um extraordinário alforbe de pérolas do jazz cantado a dois, abrilhantadas com os solos da sua maravilhosa trompete: “Can’t We Be Friends?”, “Isn’t This a Lovely Day?”, “Moonlight in Vermont”, “They Can’t Take That Away from Me”, “Under a Blanket of Blue”, “Tenderly”, “A Foggy Day”, “Stars Fell on Alabama, “Cheek to Cheek”, “The Nearness of You”  e “April in Paris; a canção “What a Wonderful World?” , que editou em 1968 no álbum homónimo catapultou-o muito para além das fronteiras do jazz e granjeou-lhe fama mundial; participou em dezenas filmes, entre os quais “Jam Session” (1944), “Alta Sociedade” (“High Society”, 1956) e “Hello, Dolly” (1969) contou a fase inicial da sua vida na autobiografia “Satchmo, My Life in New Orleans” (1954);

 

 

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