VIRGÍNIA – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

 




Aos beijos, abraços e apalpões, andámos a rebolar por todos os recantos obscuros da Estufa Fria, ali junto ao Parque Eduardo VII, em Lisboa. Disse-lhe:

– Virgínia serás sempre. E virgem, queres continuar a ser?

Desmancha-se a rir, responde:

– Depende de ti. Mas depois casas comigo pela Igreja. Não é?

– Lá casar eu caso. A Igreja é que não tem nada a ver com isso.

Peço e um amigo dá-me a chave do seu quarto, lá no alto, na Rua Serpa Pinto, ao Chiado. Eu e a Virgínia subimos ao terceiro andar. Beijos e abraços, despimo-nos e caímos sobre a cama. Eu já prestes a deflorá-la quando ela geme:

– Depois casas comigo pela Igreja, não é?

Força de vontade e dou um salto, visto-me, rosno:

– Nada de penitências, que eu não te furo.

Saio, bato a porta.

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