“A Vida dos Sons”: deseja-se menos cinzenta e mais multicolor (V) – 5 – por Álvaro José Ferreira

14. Edição do álbum “Canções de Amor e de Esperança”, de Luiz Goes; dando sequência lógica a “Canções do Mar e da Vida” (1969), Luiz Goes publica, no início de 1972, o LP “Canções de Amor e de Esperança”; a gravação decorreu em Dezembro de 1971, nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d’Arcos, pelo conceituado técnico de som Hugo Ribeiro; o disco inclui doze temas: oito com letra de Leonel Neves –”Cantiga Para Quem Sonha” (música de João Figueiredo Gomes) , “Chamo-te Niña” (música de Luiz Goes), “Trova de Vila da Feira” (música de António Toscano), “É Preciso Acreditar” (música de Luiz Goes), “Canção Pagã” (música de Luiz Goes), “Anda o Mar Dizendo (Mensagem do Mar)” (música de Durval Moreirinhas), “Balada do Rei Vadio” (música de Luiz Goes) e “Uma Lenda do Levante” (música de António Andias); e quatro com letra de Luiz Goes – “Poema Para Um Menino” (música de Luiz Goes), “Canção Para Quem Vier” (música de António Toscano), “Sangue Novo” (música de Luiz Goes) e “Canção Quasi de Embalar” (música de António Andias e Durval Moreirinhas); se há discos que foram tocados pela varinha de condão, “Canções de Amor e de Esperança” é, sem sombra de dúvida, um deles: por um lado, a bela e portentosa voz de Luiz Goes capaz de nos fazer vibrar até ao âmago e, por outro, os primorosos poemas sobretudo os que saíram do punho de Leonel Neves, hoje um ilustre desconhecido para muita gente, mas a quem se devem alguns dos mais belos textos escritos e cantados em português; tudo isso, sem esquecer, obviamente, os autores das composições que são, além do próprio Luiz Goes, os músicos que o acompanharam: António Andias (na guitarra de Coimbra), Durval Moreirinhas, António Toscano e João Figueiredo Gomes (nas violas); dizer que “Canções de Amor e de Esperança” é o mais superlativo trabalho até hoje realizado no campo da balada de Coimbra é de toda a justiça mas soa a pouco – na verdade, estamos em presença de um dos discos mais encantadores e fascinantes de toda a História da Música Portuguesa;

 

 

 

 

(Continua)

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