|
|
||
|
CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE Segundas-feiras, 21h30 Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Segunda-feira, 6 de Agosto, 21h30 Segunda-feira, 13 de Agosto, 21h30 Segunda-feira, 20 de Agosto, 21h30 Segunda-feira, 27 de Agosto, 21h30 O ciclo continua em Setembro. Ver aqui a programação completa. |
|
|
|
CICLO A PALETA E O MUNDO III Segundas-feiras, 18h30 Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Em Agosto concluímos a leitura comentada de textos da polémica do neo-realismo. Pedro Rodrigues lê textos escolhidos de Fernando Lopes-Graça. Depois segue-se a leitura de O tratado da paisagem de André Lhote. «Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?» |
|
|
|
MÁRIO DIONÍSIO, SOCIAL E POLÍTICO Sábado, 25 de Agosto, 16h Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Eduarda Dionísio vem falar-nos sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio. «Ouço o grande silêncio. Vejo-o. Toco-lhe quase. Estou sentado, no meio da cozinha lajeada, olhando lá para fora pela janela alta e estreita. A manifestação (com tiros!) em S. Pedro de Alcântara, éramos todos estudantes. Encontros nocturnos na cerca da Faculdade de Ciências, falava-se em voz baixa, muito baixa, com o portão fechado, quem é que tinha a chave? Um grito alegre na praia da Ericeira, alguém correndo, um abraço tão forte que nos deita ao chão, é o Ramos da Costa muito novo, que eu julgava ainda preso, «saí ontem!». E o Zé Gomes, o Carlos, o Cochofel, ainda antes da tertúlia do «Bocage». E as massas transbordantes do dia da Vitória: bandeirinhas dos aliados nas ruas, nas varandas, nas lapelas, excepto a da URSS, é claro, e por isso se gritava: «Todas! Todas! Todas!» E novamente a marcha cautelosa sob as águas. Sempre outra vez a marcha cautelosa sob as águas. Sacões de esperança: o Norton, o «Santa Maria» navegando envolto em lenda, apelando em vão ao mundo inteiro, o Humberto Delgado antes de lhe arrancarem as estrelas. Anos e anos de crime, digamos o que dissermos, consentido. Até ao tal amanhecer: Aqui, posto de comando das Forças Armadas. Escancarado o portão de Caxias. O regresso dos exilados perante mares de gente gritante e confiante, até parecia um povo. O primeiro 1.° de Maio em liberdade, nas ruas, nas janelas, nos andaimes dos prédios em construção. Seria mesmo um povo? E outros momentos. Soltos. Deslumbrantes na opaca escuridão do que não volta mais. Cada um terá os seus, a sua história privada, a sua respiração. A última reunião da Comissão de Escritores do MUD, a que tinha pertencido toda a gente (faltavam às vezes cadeiras) e a que, por fim, já só compareciam, inutilmente renitentes, três pessoas: a Manuela Porto, o Flausino Torres, eu. Que coordenava o sector desde a própria ideia de o formar. Como o dos artistas (arquitectos, pintores, escultores, desenhadores, fotógrafos, publicitários) que, a partir de 46, fizeram juntos as suas Exposições num clima de entusiasmo e unidade como nunca houvera no país nem sei se, exactamente assim, terá voltado a haver.» |
|
|
|
ITINERÁRIOS: CARLOS CARVALHO Sábado, 18 de Agosto, 16h
Nesta 14ª sessão de «Itinerários», em que uma pessoa conta a sua história pouco vulgar, vamos conversar com Carlos Carvalho. Como se começa a ser militante de causas e como se continua, uma vez mais dentro e outras vezes mais fora das organizações. E quais. O que foi viver antes, durante e depois do PREC. Como se vem do Porto para Lisboa e se regressa ao Porto para sempre. O que é saber fazer coisas e ir mudando de profissão: militante, encadernador, restaurador de livros, trabalhador da restauração… |
|
|
|
LIVROS DAS NOSSAS VIDAS O som e a fúria de Faulkner Quinta-feira, 23 de Agosto, 18h Nesta sessão Maria João Brilhante vem falar-nos de O som e a fúria de William Faulkner. 27.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».
|
|
|
|
SILÊNCIO Sexta-feira, 24 de Agosto, 18h Na sequência da sessão do ciclo «histórias da História» do mês de Julho, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira no norte de Portugal e na Galiza, em que contámos com a participação de Paula Godinho, projectamos O Silêncio, documentário de António Loja Neves, proposto pelo próprio durante a sessão. Na sessão participam António Loja Neves e Paula Godinho. «No comovente filme de António Loja Neves e José Manuel Alves O Silêncio, enrolado em si mesmo, numa posição quase fetal, um homem desfia um sofrimento longo, a partir dum acontecimento que viveu com 16 anos e que lhe mudou a vida, tornando-lhe os sonhos improváveis. Trata-se de Arlindo Espírito Santo, que viu grande parte da sua família ser presa em Dezembro de 1946, na aldeia de Cambedo da Raia, no concelho de Chaves, encostada à Galiza. Ali decorreu um episódio sangrento e tardio, ainda em resultado do golpe franquista em 18 de Julho de 1936.» Paula Godinho, «Cambedo da Raia, 1946» |
|
|
|
OFICINA «INVENTAR FABRICANDO» Domingos, 5, 12, 19 e 26 de Agosto, das 15h30 às 17h30 Os domingos de Agosto serão ocupados por uma oficina diferente, «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt. Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente). Para todos a partir dos 6 anos. |
|
|
|
|
||
|
… a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio está com falta de recursos financeiros para continuar a actividade tal como ela tem acontecido até agora: … nas horas de abertura, é possível:
|
|
|
|
As novidades do Centro Mário Dionísio |
|
|










