CASA DA ACHADA – Novas do Centro Mário Dionísio – n.º 36 – Setembro 2012

3º ANIVERSÁRIO DA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

Sábado, 29 de Setembro

Nesta data faz 3 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio abriu as portas a toda a gente, e faz 4 anos que se formou como associação. É um dia como os outros, mas também um dia especial, e por isso será um dia preenchido com discussões, coisas novas para ver e ouvir.

Às 15h começa uma maratona de intervenções de amigos e colaboradores da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos, a que chamámos «Máscaras, prisões, liberdades e cifrões».

Depois das discussões é altura, pelas 19h, de olhar com maior atenção para a exposição que vamos inaugurar neste dia: «Artistas amigos de Mário Dionísio – desenho e pintura do século XX». Nesta exposição mostramos obras de artistas de várias correntes, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio e que lhe foram oferecidas. Entre eles, Abel Salazar, Álvaro Cunhal, Carlos de Oliveira, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Ribeiro de Pavia, Portinari, Raul Perez, Scliar, Vieira da Silva.

À noite, às 21h, vamos ouvir o Coro da Achada cantar, incluíndo algumas canções novas a partir de poemas de Mário Dionísio.

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CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE

QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA

Segundas-feiras, 21h30

na Rua da Achada

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam.

Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Há já bastante tempo ou quase agora.

Cinema, às segundas. E, porque é verão, ao ar livre. E, porque é verão e ao ar livre, com muita música – que a música é uma boa forma de dizer.

Quando o cinema mudo acabou, ficou com sons dentro. E quase sempre música, maior ou menor.

Neste ciclo, escolhemos 13 filmes porque são 13 semanas, em que a fala se faz canto. Filmes de várias décadas e épocas (de que nos vamos ocupando na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio), em que a invenção – que é o que nos faz existir/resistir – também é, entre outras, essa: falar cantando. As músicas são muitas e várias: óperas, ou mais ou menos clássicas, canções mais «ligeiras» ou mais pesadas, rock, e por aí fora.

É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Segunda-feira, 3 de Setembro, 21h30

A última valsa

de Martin Scorsese (1978, 117 min.)

quem apresenta é Miguel Castro Caldas

Segunda-feira, 10 de Setembro, 21h30

Os canibais

de Manoel de Oliveira (1988, 98 min.)

quem apresenta é Diogo Dória

Segunda-feira, 17 de Setembro, 21h30

É sempre a mesma cantiga

de Alain Resnais (1997, 120 min.)

quem apresenta é Eduarda Dionísio

Segunda-feira, 24 de Setembro, 21h30

Sweeny Todd

de Tim Burton (2007, 116 min.)

apresentação a confirmar

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CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segundas-feiras,  18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Setembro continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote por José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.

Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»

André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

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MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR

Sábado, 15 de Setembro, 16h

Inicialmente marcada em Julho, foi adiada para esta data a sessão, inserida no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio, com Maria Alzira Seixo.

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»

Maria Alzira Seixo, em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (1996)

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LIVROS DAS NOSSAS VIDAS

As borrachas de Robbe-Grillet

Sábado, 6 de Setembro, 18h

Nesta sessão Eduarda Dionísio vem falar-nos de As borrachas de Alain Robbe-Grillet.

28.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»

Maria Alzira Seixo, em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (1996)

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HISTÓRIAS DA HISTÓRIA

A independência da Guiné

Quinta-feira, 20 de Setembro, 18h

Nesta sessão vamos falar sobre a independência da Guiné a 24 de Setembro de 1973 com Jorge Golias do MFA na Guiné. Aqui poderão ler a sua intervenção numa mesa redonda no Centro de Documentação 25 de Abril sobre a descolonização da Guiné-Bissau.

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima e sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira.

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OFICINA DE CASTELHANO

Domingos, 2, 9, 16, 23 e 30 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Programa:

2 – Aperitivo: Portugal & Espanha

9 – Entrantes: Acentuação, pontuação, pronúncia

16 – Primer plato: Falsos amigos

23 – Segundo plato: Traduttore traditore

30 – Postre: Parceiros

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

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SABIA QUE?…

… a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio está com falta de recursos financeiros para continuar a actividade tal como ela tem acontecido até agora:

Nesta página podem saber como contribuir.
… nas horas de abertura, é possível:
Requisitar e consultar livros na Biblioteca da Achada, que tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc…
Visitar a exposição «Ver agora melhor o mais distante» de textos de Regina Guimarães e pinturas e desenhos de Mário Dionísio até ao dia 24 de Setembro. A exposição junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.
Alguns dos textos podem ser lidos aqui.
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