O GATO – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

 

Julinho vai para a escola. Tarzan, o gato, vai atrás dele. Acompanha-o até ao cimo da Rua dos Remédios. Por mais que o garoto o desafie a acompanhá-lo até ao Largo de Sta. Clara, o gato fica parado. O garoto segue para a escola e o Tarzan senta-se, lambe as patas, lava o focinho, coça a pulga, alça o rabo e ala para casa, em correria, na ânsia de tornar aos braços da Saudade, a criada da família. Às vezes para no Chafariz de Dentro se cruza com Madalena, a varina. Ela arreia a canastra, faz-lhe um tagaté na cabeça e dá-lhe um carapau que depois tentará descontar nas entregas de peixe à família do Julinho. A avó Marquinhas é muito dura de negócios e não apara facilmente a barganha. Alguns carolos o Julinho já levou por querer dar o seu testemunho a favor da Madalena.

– Deixe lá, menino, o Tarzan bem sabe quem são os amigos dele. Para mim é quanto basta, não preciso de outra paga.

Eis a avó Marquinhas toda abespinhada:

– Muito me conta… E quem são os amigos do gato? Diga lá…

E a Madalena:

– Pois é o Julinho, é a Saudade e sou eu.

A avó levanta os braços ao céu:

– Bela sociedade, não haja dúvida, os três da vida airada: Cocó, Ranheta e Facada

                                                                                                                                                                                                             In QUERENÇA


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